Tar·tu·fo. 1. Indivíduo hipócrita. 2. Velhaco que oculta os seus vícios sob a capa da religião.
O tartufo ou o impostor é uma peça de comédia escrita por Moliére (Jean-Baptiste Poquelin), encenada em 1664, durante o reinado de Luis XIV. Trata o texto das trapaças realizadas por um falso religioso, que se aproveita financeiramente da credulidade de um chefe de família.
Durante os cinco atos acompanhamos como o Tartufo se aproveita dos dogmas religiosos de humildade e desprendimento para obter vantagem econômica. E, ao final, o ardiloso tartufo não satisfeito almeja ter ainda para si a esposa do seu amigo e protetor.
Em suma o Tartufo queria tudo o que aquela família tinha, desde respeito a dinheiro.
Da leitura dos discursos do Tartufo notamos o porquê a peça causou escândalo e indignação em seu tempo, pois a falsa moral, assentada numa religiosidade de fachada tornou religiosos e fiéis dignos de risadas e escárnio. Não é a toa que no prefácio o autor afiança que: "é fácil suportar as reprimendas; o ridículo não se suporta. Aceitamos ser maus; mas não queremos ser ridículos.
O que mais causa espanto é que até os dias atuais, isto é, superados mais de quatrocentos anos, esse traço de falsa religiosidade para obtenção de vantagem persiste. Ouso dizer que temos muitos Tartufo por aí, a maquinar planos e aplicar seus golpes.