estranho e interessante
"My mother died today. Or maybe yesterday, I don’t know." Um livro que começa com ESSE quote promete MUITO. E 'The Outsider' — ou 'The Stranger' dependendo da tradução — entregou tudo e muito mais. Eu sabia mais ou menos o que esperar, e não fiquei desapontada. É uma narrativa filosófica, profunda e muito bem escrita, que levanta vários tópicos pra discussão; eu nunca li nada igual. A primeira parte é um pouco desconexa, na minha opinião, e os outros personagens poderiam ter aparecido um pouquinho mais e serem melhores explorados. Mas a segunda parte é espetacular. E o final--- sem palavras. É MARAVILHOSO. A conversa entre ele e o sacristão foi o momento que mais me prendeu na leitura. E por fim deixo esse quote que é o meu favorito desse livro: "For the first time in a very long while, I thought about Mama. I believed I understood why at the end of her life she had taken a ‘fiancé’, why she had taken the chance to start over again. [...] So close to death, Mama must have felt set free, ready to live once more. No one – no one – had the right to cry over her. And I as well, I too felt ready to start life all over again. As if this great release of anger had purged me of evil, emptied me of hope; and standing before this symbolic night bursting with stars, I opened myself for the first time to the tender indifference of the world." Esse foi meu primeiro contato com uma obra de Albert Camus e não me arrependo nem um pouco, inclusive quero ler mais livros dele. Em suma, recomendo The Outsider pra quem quer ler algo diferente, reflexivo e (meio) mórbido.
