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    Teologia Bíblica Batista Reformada - Uma Introdução Baseada na Confissão de Fé de 1689

    Fernando Angelim

    O Estandarte de Cristo
    2020
    258 páginas
    8h 36m
    ISBN-10: B086H16LJC
    Português Brasileiro
    4.3
    18 avaliações
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    PREFÁCIO As Escrituras Sagradas e a nossa Confissão revelam que “a distância entre Deus e a criatura é tão grande, que, embora as criaturas racionais Lhe devam obediência como seu Criador, nunca poderiam ter alcançado a recompensa da vida, senão por alguma condescendência voluntária da parte de Deus, que Ele Se agradou em expressar por meio de aliança” (CFB1689 7.1). Sendo assim, uma compreensão correta dessas alianças e de como, através delas, Deus condescende em se relacionar com os homens, é da mais alta importância para todos aqueles que, com um coração pronto e sincero, desejam interpretar e aplicar corretamente as Escrituras para a glória de Deus e para edificação de Seu povo pactual, a igreja. Portanto, quando falamos de aliancismo, estamos falando de um método de interpretar a Bíblia, ou, para usar uma linguagem mais moderna, estamos falando de um método de fazer teologia bíblica, mas que, ao mesmo tempo leva em conta a sistematização de todo o conselho de Deus declarado na “palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15). Sobre a importância vital desse tema, bem como a abrangência de sua influência e relação com as demais doutrinas bíblicas, o amado pastor Jeffrey Johnson disse com propriedade: Quando se trata de uma visão sistemática e holística da Escritura, nada é mais vital do que uma compreensão adequada do relacionamento entre os pactos de Deus — principalmente o relacionamento entre a Antiga e a Nova Alianças. A teologia pactual molda o entendimento da soteriologia, da eclesiologia e da escatologia, e, em particular, a visão da natureza e do futuro de Israel, do reino de Deus, da igreja, das ordenanças e da natureza do retorno de Cristo. Além disso, observar como a Bíblia é dividida em dois Testamentos (o Antigo e o Novo) e compreender a continuidade e a descontinuidade entre eles é primordial para o teólogo sistemático. Particularmente, estou convencido da extrema necessidade e urgência da igreja brasileira, especialmente os batistas, recuperar um entendimento bíblico profundo e piedoso sobre os pactos de Deus. E estou igualmente convencido de que este excelente livro, do querido pastor Fernando Angelim, tem muito a contribuir para esse fim...

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    Lucas Rosalem16/12/2021Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Teologia Bíblica Batista Reformada - RESENHA

    Fernando Angelim – Teologia Bíblica Batista Reformada. O livro não é de todo ruim, mas meus elogios ficarão para o final num ponto que acho mais contundente. Tive um problema com o livro, que já começou pela imprecisão do título. A expressão “Teologia Bíblica” (TB) é uma disciplina do estudo teológico, e não uma expressão para se referir ao que se entende, doutrinariamente, da Bíblia. Qualquer teólogo (estudante experiente ou iniciante), ou qualquer outro cristão minimamente introduzido à Teologia, que tenha acesso a esse material, irá, imediatamente (pelo título) imaginar que trata-se de uma TB, mas não é nada disso. A decepção começa aí, mas não para. O livro não tem absolutamente nenhum insight autoral. É apenas mais uma defesa tendenciosa e confessional de pontos específicos da Teologia Sistemática (TS) com viés batista. Ou seja, é uma repetição de coisas óbvias, citações e falácias de “textos-prova”, sem nenhuma (sério, nenhuma) exegese, ou sequer algum ensaio exegético. Não há TB, só TS (e desse jeito). A teologia contida, por si só, não é ruim. Que fique claro. Batistas pactuais (um nicho realmente pequeno) ficarão satisfeitos e estarão bem servidos com o material repetitivo de Angelim, que é apenas um tipo de condensação, mais ou menos exaustiva do assunto. Porém, mais propriamente a justificativa para o Pactualismo, devo dizer que é extremamente fraca em comparação com os melhores argumentos que são usados hoje em dia no debate sério. Isso começa já pela definição de pacto, que é algo esdrúxulo como: pacto é quando Deus obriga pessoas a fazer algo que Ele quer. Não estou exagerando, leia o livro e verá que é isso mesmo. Ao invés de olhar para o que a Bíblia mostra sobre a COMUNHÃO de Deus e a humanidade (ou melhor ainda, a relação comunitária entre Deus e homem), Angelim distorce os contextos e, sem exegese alguma, converte-os para um “pacto” (pasme: de uma via só, feito entre as pessoas da Trindade). Por fim, devo dizer que a visão geral do Pactualismo apresentado nesse livro é superior e mais coerentes teologicamente à visão do Pactualismo aliancista. Entenda: eu mesmo sou pedobatista, mas não uso o aliancismo de forma alguma para justificar meu entendimento (tal como o fazem: luteranos, congregacionais, metodistas, anglicanos e outros pedobatistas). A diferença entre os dois pactualismos é definida no trecho do livro que cito abaixo, encerrando minha resenha: “Já notamos que na perspectiva batista reformada, o termo Pacto da Graça é equivalente à Nova Aliança e diz respeito à manifestação do eterno plano redentor na história, à promessa salvadora revelada no Antigo Testamento e estabelecida na plenitude dos tempos em Cristo Jesus. Este é um dos pontos em que a teologia bíblica batista pactual se distingue da teologia pactual pedobatista. O Pacto da Graça foi revelado como uma promessa em Gênesis 3:15 e estabelecido na história somente na Nova Aliança em Cristo, portanto, a Nova Aliança equivale ao Pacto da Graça estabelecido e ratificado no sangue de Cristo. Na Antiga Aliança, apesar de o Pacto da Graça ser prometido, ele ainda não fora estabelecido. Assim, os batistas entendem que existe uma diferença substancial entre a Antiga e a Nova Aliança, ao passo que os pedobatistas entendem de maneira diferente. Para os pedobatistas, o Pacto da Graça foi estabelecido já em Gênesis 3:15 e administrado de diversas formas ao longo do Antigo Testamento. Ou seja, todas as alianças feitas no Antigo Testamento são administrações do Pacto da Graça, e a Nova Aliança seria somente mais uma administração desse pacto. Logo, eles não creem que a Nova Aliança é substancialmente diferente da Antiga. Trabalharemos esse ponto adiante. Os batistas, por sua vez, compreenderam que o texto de Hebreus 8:6-13 apresenta claramente a distinção entre a Antiga e a Nova Aliança […]O texto apresenta Jesus Cristo como Mediador de uma melhor aliança, baseada em melhores promessas. Explica também que, se a aliança anterior (a Antiga Aliança) fosse sem defeito, não se procuraria lugar para outra. Mas o autor aos Hebreus prossegue citando o texto de Jeremias 31, mostrando que, desde o Antigo Testamento, havia a promessa de uma superior e Nova Aliança. A função da Antiga Aliança foi demonstrar que todos estavam debaixo do pecado e os conduzir, através de tipos, sombras e promessas, a Cristo. Em sua exegese de Hebreus 8, John Owen destaca a superioridade da Nova Aliança em relação à Antiga: Aquilo que antes estava oculto em promessas e em muitas coisas obscuras — e quando os principais mistérios eram um segredo escondido no próprio Deus — foi agora trazido à luz; e aquela aliança que, invisivelmente, em forma de promessa, mostrou sua eficácia sob tipos e sombras, foi agora solenemente selada, ratificada e confirmada na morte e ressurreição de Cristo. Antes, ela [a Aliança da Graça ou Nova Aliança] havia sido confirmada em forma de uma promessa, que é um juramento; agora, foi confirmada como uma aliança, que é o sangue. Aquilo que antes não tinha adoração visível, exterior, própria e peculiar a ela, agora é feita a única regra e instrumento de adoração para toda a igreja, nada passa a ser admitido, senão o que lhe pertence e é designado por ela. É isso que o apóstolo intenciona ao usar o termo νενομοθέτηται, a saber, o “estabelecimento legal” da Nova Aliança, com todas as ordenanças de sua adoração. E, nisso, a outra aliança é anulada e abolida; e não apenas a aliança em si, mas todo aquele sistema de culto sagrado segundo o qual ela foi administrada. […] Quando a Nova Aliança foi dada apenas em forma de uma promessa, ela não introduziu adoração e nem privilégios pertencentes a ela. Por isso, ela foi consistente com uma forma de adoração, ritos e cerimônias e todas aquelas outras instituições da Antiga Aliança que, juntas, constituíam um jugo de escravidão, pois tudo isso não pertencia à Nova Aliança. E assim também essas, se forem adicionadas após o estabelecimento da Nova Aliança, embora não anulem sua natureza como uma promessa, contudo são inconsistentes com ela, enquanto já concluída como uma aliança; pois, então, todo a adoração da igreja deveria proceder e ser conformada a ela. Então ela estava estabelecida. Portanto, Owen compreendia que na Antiga Aliança o Pacto da Graça havia sido revelado, e na Nova Aliança ele foi estabelecido legalmente com suas ordenanças de culto e selado com sangue. Portanto, as cerimônias e sombras da Antiga Aliança seriam abolidas uma vez que encontrassem sua consumação em Cristo” (p. 149ss). Leia mais em: www.editoramentecrista.com

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