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    La Reliquia -

    Eça de Queiroz

    Acantilado
    2001
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9788495359230
    Espanhol
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    Crítico perspicaz y severo de su tiempo, realista irónico y mordaz, Eça de Queirós es, además, un estilista refinadísimo, y uno de los mejores novelistas europeos del siglo XIX. En La reliquia disecciona, con la distancia que le es propia, la naturaleza de la devoción y sus efectos. Bajo una falsa apariencia de religiosidad, Teodorico, huérfano al cuidado de una tía riquísima y beata, esconde una vida disoluta, más entregada al placer que a los deseos de tía Patrocínio, de quien espera heredar y a la que finge someterse. Eça de Queirós cuestiona, con hiriente descaro, la sociedad portuguesa más tradicionalista, y nos ofrece una nueva muestra de su excepcional calidad literaria.

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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