O mineiro Rodrigo M. F. de Andrade (1898-1969) foi advogado, jornalista e, por trinta anos, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Seus contos são variações sobre o tema da morte, sempre em tom de humor. Abordam desde a desmitificação do caráter da viúva até o curioso comportamento das crianças, que costumam encarar o fato como uma experiência lúdica. Herman Lima, estudioso do conto brasileiro observa que Velórios "constitui um livro à parte em nossa novelística, pela mordacidade de certos conceitos, a imprevista malícia das situações que a morte põe à mostra".


