Property -

    Valerie Martin

    Doubleday
    2003
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9780385504089

    Situado no calor surreal do Sul de Antebellum durante uma rebelião de escravos, “Property” assume a forma de um monólogo dramático, trazendo à tona uma voz raramente ouvida na ficção americana: a voz de uma mulher escrava. Manon Gaudet é bonita e petulante, auto-absorvida e entediada. Ela chegou a uma plantação de açúcar ao norte de Nova Orleans como noiva, trazendo consigo uma propriedade preciosa, a jovem escrava Sarah, apenas para vê-la tornar-se amante do marido e gerar seu filho. À medida que os sussurros de uma rebelião de escravos se tornam mais altos e mais ameaçadores, Manon nos fala de seu passado e seu presente, seus anseios e sonhos - uma voz sem censura e perfeita do coração das trevas morais. “Property” é uma ficção fascinante, rápida, rica em tramas e cintilante com detalhes visuais. É também um convite para reexaminar as tradições do romance sulista e o mito do sul cavalheiresco, e uma meditação assustadora sobre o que Valerie Martin chamou de "a perversidade fantástica e constante do opressor para se sentir vitimado pelos oprimidos"

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Erica Martins picture
    Erica Martins22/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A escravidão sendo contada pela "sinházinha"

    Se tem uma coisa que me ganha atenção e tempo é ler sobre fatos históricos que se basearam na realidade e ultimamente estou muito obcecada pelo tema “escravidão”, seja pelas minhas raízes ou porque simplesmente assisti recentemente um filme chamado “Harriet” e fiquei fascinada pela história real da protagonista, por isso resolvi colocar de meta alguns livros que abordam com maestria o tema. Esse livro é muito bem escrito e é narrado em primeira pessoa por uma personagem bem problemática, que é a Manon, uma mulher branca casada com um senhor de escravos bem cruel da qual ela odeia de todo coração, se você considerar o machismo da época você vai concluir que ela é uma mulher jovem, inteligente e bonita, porem bem sofrida, deprimida e mal amada no casamento, só que se você considerar que estamos falando também da época da escravidão, a Manon vai ser considerada uma das mulheres mais vitimista e sombria que você vai conhecer, porque ao ser preterida pelo marido por sua escrava Sarah, uma jovem sem escolha nenhuma sobre seu destino e que ao ser estuprada acaba gerando filhos mestiços e indesejados, Manon justifica todos seus pensamentos maldosos, preconceituosos e obsessivos em relação aos seus escravos. A trama tem quase um formato de diário e é dividida em 4 partes onde através da protagonista vamos vivenciando sua trajetória de vida que envolve toda rotina abusiva entre escravos e senhores da casa Grande. Imagine o Holocausto sendo contado por um alemão, pois é...história tensa, intrigante e perturbadora!

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    0 / 0
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%