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    Das Verbrechen von Orcival [Kriminalroman] - Le Crime d’Orcival

    Émile Gaboriau

    Das Neue Berlin
    2012
    293 páginas
    9h 46m
    ISBN-13: 9783360500311
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    Comtesse de Trémorel wird ermordet aufgefunden, ihr Haus verwüstet und durchwühlt. Von ihrem Gatten fehlt jede Spur, doch dass auch er den Banditen zum Opfer fiel, scheint zweifelsfrei. Ein Sündenbock ist schnell gefunden, doch wo ist das Motiv? Monsieur Lecoq kommt aus Paris zu Hilfe... Ein Leckerbissen für Krimifreunde: Die Krimireihe mit dem Detektiv Lecoq spielt in den 1860er Jahren in und um Paris, kann sich jedoch in Spannung, Rafinesse und Ideenreichtum problemlos mit einem Henning Mankell oder einer Donna Leon messen.

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    Émile Gaboriau

    Émile Gaboriau adquiriu prática em diferentes oficios e trabalhos: atendente (clerc) num escritório de advocacia, hussardo na África, por sete anos, alistado na cavalaria como 'chef d'écurie', rescindiu seu contrato para voltar a Paris, onde ganhava a vida redigindo "crônicas" até ser empregado por Paul Féval que o incluiu no mundo do Jornalismo. Dentre os personagens criados pelo autor (em folhetim) destacou-se "l'agent de la sécurité Lecoq" que vai se tornar um célebre Comissário de Polícia na tradição dos romances de mistério. Inspirado, sem dúvida, pelo "chef de la Sûreté" François-Eugène Vidocq — que já tinha servido a Balzac na criação de "Vautrin" e a Edgar Poe na invenção de "Dupin" — exemplo de detetive genial que não hesita em recorrer a disfarces e trocas de identidade não-ortodoxas para resolver os enigmas e casos investigados... Esse personagem, o investigador Monsieur Lecoq de Le Crime d'Orcival, foi citado por Arthur Conan Doyle nas Aventuras de Sherlock Holmes. E, provavelmente, também foi uma referência para Maurice Leblanc nas "Aventures Extraordinaires d'Arsène Lupin" e, para Georges Simenon, nas 'analyses psychologiques très fines' de Jules Maigret. Gaboriau desenvolve suas intrigas em ambientes sociais marcados por certo realismo num estilo que já foi descrito como "naturalista" e é, por sua vez, tributário de Edgar Allan Poe nos casos de C. Auguste Dupin: "The Murders in the Rue Morgue"” (1841),"The Purloined Letter" (1845) e também em "The Mystery of Marie Roget" (1845). Edgar Allan Pöe, sempre um leitor curioso, possivelmente conhecia o mistério policial de E.T.A. Hoffmann, "Mademoiselle de Scudéri" (1819), considerado marco inicial da "Golden Age of Detective Fiction" — em inglês ('an era of classic murder mystery novels produced by various authors, all following similar patterns and style': Mlle de Scudery, a kind of 19th-century Miss Marple, establishes the innocence of the police's prime suspect in the murder of a jeweller, is sometimes cited as the first detective story and a direct influence on Edgar Allan Poe's later 1841 short story, "The Murders in the Rue Morgue", featuring the literary sleuth C. Auguste Dupin. Some years later, in 1868, Wilkie Collins wrote "The Moonstone" — "A Pedra da Lua" na Coleção Ficção, Fantasia, Aventura da Ed. Record: Wilkie Collins (segundo T.S. Elliot) escreveu a primeira, a mais longa e a melhor história das modernas histórias de detetive inglesas ao "fazer a ponte" entre a literatura folhetinesca de aventura e um novo gênero que, sem saber, começava a ser inventado: o romance policial. Um grande livro de mistério que leva os leitores de exóticos templos indianos aos mais elegantes salões ingleses na pista de um preciosíssimo diamante — a Pedra da Lua — que, supostamente, carrega uma grande maldição de desgraças, assassinato e morte).

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    Poitou-Charentes, França

    Émile Gaboriau