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    O Guarani (eBook) -

    José de Alencar

    L&PM Pocket
    2011
    405 páginas
    13h 30m
    ISBN-13: 9788525425430
    Português Brasileiro
    4
    3 avaliações
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    José de Alencar (1829-1877) deixou uma grande e importante obra literária e deve ser citado como o autor de O Guarani - o primeiro grande romance brasileiro. José de Alencar foi sobretudo um escritor brasileiro. Um dos maiores que o país já produziu. Numa época em que a cultura reinante bebia nas fontes européias, ele criou O guarani, assim conceituado por Wilson Martins em sua História da inteligência brasileira: "Esse ano de 1857 em que se cruzam e entrecruzam tantos caminhos, tantas virtualidades no destino brasileiro, é também o ano em que a literatura vai dar, com O Guarani, sua transposição estrutural do momento histórico, desvendando, ao mesmo tempo, a opção brasileira". É autor também de vários outros clássicos brasileiros como Cinco minutos, Diva, Iracema, O gaúcho, O tronco do ipê, Senhora, Ubirajara, O sertanejo, Encarnação etc.

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    Samuel Paulo picture
    Samuel Paulo01/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma história magnífica!

    Há uma excelência na descrição de José de Alencar, uma maestria que me deixam com a impressão de nunca ter lido algo parecido. O diálogos criados por ele são maravilhosos, tem um tom realístico e bastante rico, que me deixaram entusiasmado em apreciar cada conversa de seus personagens. Tudo o que ocorre nesta trama, sendo uma situação boa ou má, é embalada com uma beleza que me deixou deslumbrado em vários momentos, não tem como imaginar as cenas sem ao menos ficar impressionado com o que é descrito. O que mais me supreendeu nesta romance indianista é a abnegação dos personagens, como cada um é trabalhado com seus ideais e sua atitudes de honra e, até mesmo, desonra, como cada um luta pelo que quer, mesmo fazendo o que não poderia fazer, escolhendo sempre o que o coração clama dentro de uma guerra interna entra a alma e a razão, lutando contra si dentro da difícil situação de escolha em que se encontram. Em um certo desfecho, de um certo romance a parte, precisei parar para respirar, pois a forma como foi narrada até o seu ápice me deixou desacreditado, triste e ao mesmo tempo deslumbrado com o que via nessa cena tão bem adornada com as palavras de Alencar. Este autor sabe transforma coisa terríveis em algo lindo de se imaginar, algo tenso, como no caso do romance Senhora, em algo desejoso de se apreciar. José de Alencar tem me cativado bastante com suas palavras, desejo conhecer todas as suas obras. Já posso dizer que até este momento este livro é o meu favorito dentro da literatura nacional, seguido por Senhora, mas ainda falta muito livros e autores nacionais para eu conhecer. Obs: Não queria mencionar isso, pois não sei se Alencar queria passar esta impressão ou não, mas durante a leitura, em certos pontos de abnegação romântica dos personagens, percebi algo que parecia ir além de uma história de amor, e que toda essa entrega de corpo e alma deles estava relacionado aos fatos históricos relacionados a relação de Portugal com os índios e a nova raça que começava a surgir em terras brasileiras, algo que mostrava certas circunstâncias da nossa história, um amor entre Portugal e Brasil.

    19 curtidas

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    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

    406 Livros
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    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar