Há uma excelência na descrição de José de Alencar, uma maestria que me deixam com a impressão de nunca ter lido algo parecido. O diálogos criados por ele são maravilhosos, tem um tom realístico e bastante rico, que me deixaram entusiasmado em apreciar cada conversa de seus personagens.
Tudo o que ocorre nesta trama, sendo uma situação boa ou má, é embalada com uma beleza que me deixou deslumbrado em vários momentos, não tem como imaginar as cenas sem ao menos ficar impressionado com o que é descrito.
O que mais me supreendeu nesta romance indianista é a abnegação dos personagens, como cada um é trabalhado com seus ideais e sua atitudes de honra e, até mesmo, desonra, como cada um luta pelo que quer, mesmo fazendo o que não poderia fazer, escolhendo sempre o que o coração clama dentro de uma guerra interna entra a alma e a razão, lutando contra si dentro da difícil situação de escolha em que se encontram.
Em um certo desfecho, de um certo romance a parte, precisei parar para respirar, pois a forma como foi narrada até o seu ápice me deixou desacreditado, triste e ao mesmo tempo deslumbrado com o que via nessa cena tão bem adornada com as palavras de Alencar.
Este autor sabe transforma coisa terríveis em algo lindo de se imaginar, algo tenso, como no caso do romance Senhora, em algo desejoso de se apreciar.
José de Alencar tem me cativado bastante com suas palavras, desejo conhecer todas as suas obras.
Já posso dizer que até este momento este livro é o meu favorito dentro da literatura nacional, seguido por Senhora, mas ainda falta muito livros e autores nacionais para eu conhecer.
Obs: Não queria mencionar isso, pois não sei se Alencar queria passar esta impressão ou não, mas durante a leitura, em certos pontos de abnegação romântica dos personagens, percebi algo que parecia ir além de uma história de amor, e que toda essa entrega de corpo e alma deles estava relacionado aos fatos históricos relacionados a relação de Portugal com os índios e a nova raça que começava a surgir em terras brasileiras, algo que mostrava certas circunstâncias da nossa história, um amor entre Portugal e Brasil.