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    Packing My Library - An Elegy and Ten Digressions

    Alberto Manguel

    Yale University Press
    2018
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 0300219334
    3.8
    6 avaliações
    Leram7Lendo1Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados2Avaliaram6

    In June 2015 Alberto Manguel prepared to leave his centuries-old village home in France’s Loire Valley and reestablish himself in a one-bedroom apartment on Manhattan’s Upper West Side. Packing up his enormous, 35,000‑volume personal library, choosing which books to keep, store, or cast out, Manguel found himself in deep reverie on the nature of relationships between books and readers, books and collectors, order and disorder, memory and reading. In this poignant and personal reevaluation of his life as a reader, the author illuminates the highly personal art of reading and affirms the vital role of public libraries. Manguel’s musings range widely, from delightful reflections on the idiosyncrasies of book lovers to deeper analyses of historic and catastrophic book events, including the burning of ancient Alexandria’s library and contemporary library lootings at the hands of ISIS. With insight and passion, the author underscores the universal centrality of books and their unique importance to a democratic, civilized, and engaged society.

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    Luciana Darce picture
    Luciana Darce12/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Li em sequencia vários livros do Manguel esse ano, mas chamo a atenção para dois que são perfeitamente complementares (deveriam ser lidos num único volume até!) "A Biblioteca à Noite" usa como mote o trabalho de Manguel em organizar sua biblioteca após se mudar para a França para expandir o tema para bibliotecas de uma maneira geral - e o papel que elas têm na sociedade e na História. É o mesmo padrão seguido em "Packing my Library", só que no caminho inverso, com o autor encaixotando e desmontando essa biblioteca para outra mudança. ____________________________ "Nossos livros prestam contas da nossa História: das nossas epifanias e atrocidades. Nesse sentido, toda literatura é depoimento. E entre esses depoimentos há reflexões acerca daquelas epifanias e atrocidades: palavras que nos ajudam a compartilhar tais epifanias, e palavras que cercam e denunciam as atrocidades para que não lhes seja permitido acontecer em silêncio, impunemente. Essas palavras nos lembram de coisas melhores, de esperança e consolo e compaixão, e guardam em si a implicação de todos somos capazes de tais sentimentos. Nem tudo isso alcançamos, ou se alcançamos, não é o tempo todo. Mas a literatura nos lembra que elas estão lá, essas qualidades humanas, seguindo nossos horrores tão certo quanto ao nascimento sucede a morte. Elas também nos definem. Claro, a literatura pode não ser capaz de salvar alguém da injustiça, ou das tentações da ganância, ou das misérias do poder. Mas algo sobre ela é perigosamente efetiva, se todo ditador, todo governo totalitário, todo oficial que se sente ameaçado tenta acabar com ela - seja queimando livros, censurando-os, taxando-os, ou prestando um serviço apenas da boca para fora na causa da alfabetização, insinuando que a leitura é uma atividade elitista." ____________________________ Sei alguma coisa sobre empacotar sua biblioteca para uma mudança (embora a minha nem de longe se assemelhe aos mais de trinta mil títulos dele) e depois desempacotá-la, pensar em maneiras de arrumar os livros nas prateleiras e se perder em espirais de pensamentos aleatórios e livres associações entre títulos, autores, eventos históricos ou pessoais. Então, sim, eu me identifiquei com os dilemas de leitor do Manguel, suas reflexões sobre livros, leitores, colecionadores, bibliotecas. Ele tem um talento enorme de misturar suas impressões e experiências pessoais com referências históricas e questões mais gerais, de forma que seu texto é uma autobiografia, um manifesto de amor à literatura, uma coletânea de pensamentos filosóficos e algo sobre a história e evolução dos livros. A paixão dele, e sua maneira de envolver o leitor, fazem com que tenhamos vontade de refletir sobre nossas próprias histórias com nossas bibliotecas e compartilhá-las também. Eu confesso que, após terminar os dois livros, fui me colocar diante da estante, passando os dedos pelas lombadas, lembrando de como eles chegaram até mim e sonhando com a minha biblioteca perfeita (que provavelmente se estenderia por toda a casa e mais um pouco). O interessante disso é que, como já dito, os dois livros se complementam perfeitamente: "A Biblioteca à Noite" segue a chegada à casa no interior da França e a organização da biblioteca no velho celeiro medieval e "Packing my Library" é o autor precisando empacotar tudo para se mudar de novo - primeiro para um pequeno apartamento em Nova York e depois para Buenos Aires -, sabendo que não terá espaço para levá-la consigo (razão para o subtítulo do livro ser “uma elegia e dez digressões”). Manguel me lembra muito o estilo de Umberto Eco (que foi minha primeira grande paixão em crítica literária): sua impressionante erudição, a vivacidade de suas memórias, e o genuíno entusiasmo fazem com que você tenha vontade de visitar todos os lugares mencionados, ler todas as referências citadas, e, mais que tudo, beber um café (ou outra bebida de sua preferência) na companhia do autor.

    4 curtidas

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    3.8 / 6
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Alberto Manguel profile picture

    Alberto Manguel

    Nasceu em 1948, em Buenos Aires, e é hoje cidadão canadense. Passou a sua infância em Israel, devido ao seu pai ser embaixador argentino nesse país. Completou os estudos no Colégio Nacional de Buenos Aires, nunca chegando a frequentar qualquer curso universitário. Em 1968 transferiu-se para a Europa e, à excepção de um ano em que esteve de volta a Buenos Aires, onde trabalhou como jornalista para o periódico La Nación, viveu na Espanha, França, Inglaterra e Itália. Enquanto esteve na Europa ganhou a vida como leitor para várias editoras como a Gallimard, Denöel, Les Lettres Nouvelles, em Paris, Calder & Boyars em Londres e exerceu o cargo de editor estrangeiro na Editora Franco Maria Ricci em Milão. Autor de livros de ficção e não ficção, também contribui regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Atualmente vive em Buenos Aires, onde é diretor da Biblioteca Nacional.

    35 Livros
    91 Seguidores
    Buenos Aires, Argentina

    Alberto Manguel