Sabe a expressão: mais do mesmo? Existem duas versões. Pode ser mais do mesmo e representar coisa boa e tem o mais do mesmo que se torna cansativo. No caso de HIT-GIRL - ROMA, infelizmente é mais do mesmo sem trazer nada de novo. repetição num outro território.
Depois do Canadá a menina desembarca na Itália, mas ao invés do nome do país como subtítulo, temos da cidade romana.
Uma freira católica, que assassinou todos os chefões do crime e agora lidera e põe medo em tudo e todos está em busca de uma relíquia santa que está em poder da Hit-Girl. Aí a gente já sabe o que acontece, a menina mata todo mundo, invade a igreja e mata mais um monte de gente. Espadas, tiros, faconadas.
O enredo em si tem seus momentos, principalmente na última página. Mas convenhamos, ler mais de 100 páginas para apenas na última ter uma boa surpresa é um tanto sofrido.
É uma bela edição em questão visual. O que mais chama atenção aqui é que dessa vez o roteiro e desenho são assinados por dois brasileiros: RAFAEL ALBUQUERQUE e RAFAEL SCAVONE. Bem bacana isso.
Mas infelizmente depois desse volume fico em dúvida se vale a pena investir nas três edições seguintes: HOLLYWOOD, HONG KONG e ÍNDIA. Pois realmente fica enjoativo ver as mesmas cenas e até diálogos iguais. Não há mudanças drásticas.
Enfim, vou pensar.
Aliás, isso me lembra a série KICK-ASS com seus 4 volumes: os três primeiros são ótimos. O quarto é muita enrolação e repetição. E o mesmo está presente aqui. Uma pena.
L. L. Santos