Meu nome é Amanda. Dez anos atrás, eu e meu time infiltramos A Firma, uma organização geo-política que tinha interesses nefastos de enviar um grupo seleto de pessoas para um novo planeta habitável, destruindo a Terra enquanto decolassem. Comandada pelo meu pai, estávamos destinados à destruí-la - até descobrirmos que só havíamos começado a desvendar o quebra-cabeça, tendo que saquear a nave e ir ao planeta alienígena nós mesmos - tudo para conseguirmos manter a Terra intacta. Depois de termos sido dados um tour de um novo sistema habitável no planeta Nitro, nos foi revelado que a interferência extraterrestre no planeta Terra já vinha ocorrendo há decadas - e a Firma, meu pai e tudo o que havíamos passado em Nitro nada mais era que um experimento assistido por inúmeras galáxias em um evento chamado de Ascensão. E, pior: meu pai, na verdade um alienígena de um planeta chamado Cerres, era um dos que comandava o caos. Junto dos outros alienígenas de outros dois planetas de Tipo 10 como a Terra, havíamos vindo sido assistidos como cobaias pelo universo - e então nos rebelamos. Nós escapamos, e fomos resgatados por uma imensa libélula viva - uma nave colossal que vinha do outro universo: a Zona da Luz – com um triste preço: a destruição completa da Terra. Ao descobrirmos da existência da Zona da Luz e da Zona Negra, assistimos Nitro ser atacada pela espécie insectóide reptiliana, que reside no desconhecido e misterioso espaço fluídico. Perseguidos por toda a galáxia, fomos forçados a trabalhar com Nitro para que não nos matassem - acessamos o espaço fluídico por uma abertura nos planetas do pós-vida do sistema das Plêiades, retirando o flúido da dimensão elusiva e a trazendo para Nitro, assim permitindo que tivessem acesso à tecnologia insectóide reptiliana que tanto desejavam. No entanto, a espécie (denominada Espécie 8472) não só havia notado que tínhamos atravessado a barreira interdimensional e retirado uma amostra do flúido como também havia nos contatado - e então, quando Nitro nos condenou à um suicídio lento na Outra Zona mesmo tendo realizado a missão corretamente, eu, Stanley, Xev, Kai e Stryker abrimos fogo juntamente da Espécie 8472 contra Nitro, meu pai e o Conselho Galáctico. Já presos pelo transportador de Nitro em nosso pescoço nos sentenciando à Outra Zona, fomos transportados no meio da batalha para este chamado "universo instável", também conhecido como o meio-termo aonde as almas aguardam julgamento para decidirem se passarão a eternidade se deliciando no tropical planeta Água ou sofrendo no excruciante e visceral planeta Fogo - o exato modelo do que parece ser a maioria dos pós-vidas de todos os sistemas solares. Abandonados na Outra Zona, eu, Stanley, Xev, Kai e Stryker aparentemente já estamos respirando nesse momento a neurotoxina que irá nos levar à loucura e, consequentemente, ao suicídio, dentro de algumas horas ou dias. Até o momento, só trememos de frio e lutamos para manter nossa sanidade. Não sabemos o estado da guerra entre a Espécie 8472 contra Nitro e o Conselho Galáctico. Dizem que ser sentenciado à Outra Zona é um fim mais cruel que a morte - e talvez seja por isso que estejamos aqui. Vínhamos sido subestimados desde o começo - e, com a ajuda de meus amigos, fizemos barulho o suficiente para reinvindicar que apesar de virmos de planetas inferiores no Cosmos, não deveriam nos dar por mortos em instante algum. Todos aqui pensam apenas em escapar, e, na hipótese disso acontecer, finalmente iremos contra-atacar - nós cinco queremos vingar a morte de Lina e destruir Nitro pedaço por pedaço, e eu ainda irei gargalhar ao fazer com que a última palavra que meu pai diga antes do fim... seja o meu nome.
Intertemporal (Jogo das Estrelas #3) -
F. P. Trotta
Uma ópera espacial com uma pitada de terror alien
Intertemporal é uma Space Opera/Sci Fi/Terror que é o terceiro volume da saga Intergaláctica. É uma trama bem louca que, assim como os volumes anteriores, foge bastante dos clichês sobre o tema. Aliás, repito a pergunta que fiz na resenha anterior, que tema é esse? Não é uma saga de Sci Fi simples, nela encontramos viagens intergalácticas, interdimensionais e agora também encontramos viagens intertemporais! Neste terceiro volume, ele se aprofunda mais em discussões filosóficas e existenciais já presentes no Interdimensional. No início da história, novamente no estilo Trotta de ser, o autor nos leva a conhecer novos personagens, fazendo até com que esqueçamos a história inicial… e de repente nos joga novamente dentro do caleidoscópio, retomando a sua incrível trama. A princípio demorou a cair a minha ficha com a história, não conseguia enxergar a ligação com o volume anterior, mas depois ficou (quase!) claro. A história começa com uma equipe de cientistas descobrindo algo fantástico, depois dá um salto no tempo e encontramos com uma família fazendo um passeio e dando de cara com um fenômeno estranho que faz com que uma das integrantes dessa família acabe se juntando àqueles cientistas de 40 anos atrás, iniciando uma jornada espacial insana. Após essa história inicial, retomamos de onde parou a trama principal, e nos vemos diante de Amanda e seus colegas sob efeito de uma neurotoxina, que faz com que eles vivam em um mundo ideal, como em outro tempo e realidade, uma outra vida. É um livro muito interessante, onde através de um turbilhão de acontecimentos, o Trotta nos joga novamente dentro de uma viagem muito louca e insana. A narrativa é fluida, rápida e simples, apesar de ser uma história bem complexa. Seguindo a mesma linha dos outros volumes, este tem uma pegada bem Space Opera mesmo, ainda com suas referências e questões filosóficas do ser humano. Com relação ao design gráfico da obra, a capa é muito bonita e segue a mesma ideia das anteriores, mas a diagramação me deixou meio incomodado, foge bastante dos padrões. Mas esse incômodo é provável que não aconteça com os leitores comuns, é que sou chato mesmo, sendo da área editorial percebo mais facilmente esses detalhes. Já a revisão, também reparei algumas falhas, provenientes provavelmente do fato do autor escrever em inglês e depois traduzir pra nossa língua-pátria. Pois bem, sendo um livro independente, é compreensível e até esperado esses tipos de “experiências”. Então, se você é fã de uma boa trama de ficção científica, de uma ópera espacial com uma pitada de terror alien, cheio de referências a grandes obras do universo Sci-fi, a série Intergaláctica continua sendo uma excelente leitura.
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