A Ilusão Americana -

    Eduardo Prado

    Alfa Omega
    2002
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-10: 8529500156
    Português Brasileiro

    Com o advento da República no Brasil consolidou-se a posição do Estados Unidos como nação hegemônica nas nossas relações comerciais, posição que anteriormente era ocupada pela Inglaterra. A mudança no sistema de governo era fundamental para que possa, a nação brasileira, integrar-se ao novo contexto da Américas. No Brasil a resistência à república apoiou-se em obras de intelectuais que abertamente posicionaram-se contra a influência dos Estados Unidos, e um desses intelectuais foi Eduardo Prado. Em sua obra A Ilusão Americana, podemos compreender o seu forte desejo de independência; o autor nos apresenta vários exemplos de como os políticos americanos não estavam bem intencionados em relação ao Brasil e as demais nações latino-americanas. Demoraram a reconhecer a independência brasileira, beneficiaram-se de conflitos regionais, multaram nações que não se submetiam aos seus propósitos, anexaram territórios de seu vizinho o México e em várias ocasiões demonstraram um sentimento de superioridade para com todas as nações do continente. Eduardo Prado com seu livro buscou abrir os olhos daqueles que viam os Estados Unidos como um modelo a ser perseguido. Para Eduardo Prado os Estados Unidos comportavam-se como metrópole e viam as nações latino-americanas e conseqüente formação de um mercado consumidor eram considerações impensáveis.

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    Clio09/09/2023Resenhou um livro
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    A Ilusão Americana traz a proposta de elucidar o cidadão médio em relação a influência americana e o que realmente é o "América para os Americanos". Se você já ouviu essa frase, então pode ter alguma ideia sobre o tratado político-ideológico que Eduardo Prado ofereceu. Divido em quatro partes, o autor explica noções básicas sobre o Liberalismo econômico, o "Destino Manifesto" e a política internacional, bem como o que a "Democracia Americana" e sua representação mundial. Com o ponto de vista de um latino americano, Prado debate com a gana dos injuriados e não poupa palavras em sua dissertação. É um bom livro, mas não é possível deixar de lembrar que todos esses temas fazem parte da grade comum de História e Geopolítica do Ensino Médio. Qualquer surpresa advinda da sua leitura, parte mais da parte do leitor do que do escritor.

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