Foi uma leitura extremamente lenta, fiquei estagnada neste livro.
Mas, conclui. VENCI.
Se Trono de Vidro fosse uma novela, seria intitulada "As Espadas Também Amam", com Celaena Sardothien no papel principal de "assassina mais badalada da cidade" e uma trilha sonora cheia de metal sinfônico. A saga começa com ela sendo arrastada para um concurso de assassinos — que, cá entre nós, é basicamente MasterChef, só que com lâminas ao invés de facas de cozinha. E o prêmio? Trabalhar para o rei mais odiado da galáxia. Um sonho, não?
Claro, Celaena não está sozinha nessa aventura. Temos Dorian, o príncipe todo "eu-sou-um-cavalheiro-romântico-mas-meus-papéis-importantes-são-limitados", e Chaol, o capitão da guarda que parece ter feito doutorado em "olhares enigmáticos". A química entre eles é tipo um triângulo amoroso maluco que deixa a gente se perguntando: "Por que todo mundo gosta tanto dessa mulher que pode literalmente matá-los em segundos?"
Agora, em Herdeira do Fogo, Celaena decide dar um tempo dos boys e vai fazer um intercâmbio dramático em Wendlyn. Lá, ela conhece Rowan, um elfo ou vulgo (feerico) carrancudo que é basicamente a versão sobrenatural de "personal trainer que grita com você na academia". As cenas de treinamento entre os dois são um mix de Karate Kid e novela mexicana, com direito a gritos, choro e plot twists a cada cinco páginas.
O que realmente se destaca em Herdeira do Fogo é como Celaena passa por um arco de redenção tão épico que até Zeus deve ter parado para assistir. Claro, há batalhas, dramas políticos, magia que aparece como cup noodles (rápida e impactante), e um exército de vilões que provavelmente deveriam investir em aulas de planejamento estratégico, porque né, nada dá certo pra eles.
Resumo: Trono de Vidro é como um jogo de RPG que começou de forma descontraída, mas que alguém resolveu levar a sério demais. Já Herdeira do Fogo é o DLC dramático que te faz gritar "RAINHA" enquanto torce para que Celaena exploda metade do reino e ainda tenha tempo para um chá com Rowan. Uma mistura de adrenalina, comédia e
pitada de "meu Deus, o que está acontecendo aqui?".