A arte de viver: O manual clássico da virtude, felicidade e sabedoria -

    Epicteto

    Sextante
    2018
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788543106151
    Português Brasileiro

    Com apaixonada simplicidade, o filósofo Epicteto concebeu o primeiro e mais admirável manual do Ocidente sobre como viver melhor – com sabedoria, dignidade e tranquilidade. Epicteto acreditava que a meta principal da filosofia é ajudar as pessoas comuns a enfrentar positivamente os desafios cotidianos e a lidar com as inevitáveis perdas, decepções e mágoas da vida. A arte de viver prega a liberdade pessoal e a serenidade e demonstra que virtude e felicidade estão estreitamente relacionadas. Nascido escravo por volta do ano 55 d.C. no Império Romano, ele se tornou um dos grandes mestres do Estoicismo e dedicou sua vida a responder a duas questões fundamentais: "Como viver uma vida plena e feliz?" e "Como ser uma pessoa com qualidades morais?" . Os 93 pensamentos reunidos neste livro trazem a essência de uma filosofia cujos méritos foram comprovados pelo tempo.

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    Alane Sthefany27/05/2022Resenhou um livro
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    A Arte de Viver - Epicteto

    Epicteto acreditava firmemente na necessidade de treinamento para o refinamento gradual do caráter e do comportamento individuais. O progresso moral não é um privilégio natural das elites nem é adquirido por acaso ou por sorte, mas através do trabalho de si mesmo - diariamente. Um Manual para a Vida Primeiro, diga a si mesmo o que você deveria ser; depois, faça o que tem de fazer. • Saiba distinguir entre o que você pode controlar e o que não pode. A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle e outras não estão. Só depois de aceitar esta regra fundamental e aprender a distinguir entre o que podemos e o que não podemos controlar é que a tranquilidade interior e a eficácia exterior tornam-se possíveis. Sob nosso controle estão as nossas opiniões, aspirações, desejos e as coisas que nos causam repulsa ou nos desagradam. Essas áreas são justificadamente da nossa conta porque estão sujeitas à nossa influência direta. Temos sempre a possibilidade de escolha quando se trata do conteúdo e da natureza de nossa vida interior. Fora de nosso controle, entretanto, estão coisas como o tipo de corpo que temos, se nascemos ricos ou se tiramos a sorte grande e enriquecemos de repente, a maneira como somos vistos pêlos outros ou qual é a nossa posição na sociedade. Devemos lembrar que estas coisas são externas e, portanto, não dependem de nós. Tentar controlar ou mudar o que não podemos só resulta em aflição e angústia. Lembre-se: as coisas sob nosso poder estão naturalmente à nossa disposição, livres de qualquer restrição ou impedimento. As que não estão, porém, são frágeis, sujeitas a dependência ou determinadas pêlos caprichos ou ações dos outros. Lembre-se também do seguinte: se você achar que tem domínio total sobre coisas que estão naturalmente fora de seu controle, ou se tentar assumir as questões de outros como se fossem suas, sua busca será distorcida e você se tornará uma pessoa frustrada, ansiosa e com tendência para criticar os outros. • Ocupe-se apenas do que você pode controlar. • Os desejos exigem sua própria realização. Os desejos ordenam que nos apressemos para obter o que queremos. E as aversões insistem que evitemos aquilo que nos causa repulsa. Faça o possível para ser dono de seus desejos. Porque, se você deseja algo que está fora de seu controle, sem dúvida o resultado será uma decepção. Enquanto isso, você poderá estar negligenciando as coisas que estão sob seu controle e que valem a pena desejar. • Veja as coisas como elas são. As circunstâncias não ocorrem para atender às nossas expectativas. Os fatos acontecem como têm de acontecer. Quando algo acontece, a única coisa que está em seu poder é sua atitude com relação ao fato. Suas alternativas são a aceitação ou o ressentimento. O que realmente nos assusta e desanima não são os acontecimentos externos em si, mas a maneira como pensamos a respeito deles. As pessoas e as coisas não são como desejamos que sejam nem o que parecem ser. São aquilo que são. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> O que fazemos é menos importante do que a maneira como o fazemos. • Não são os acontecimentos que nos ferem, mas a visão que temos deles. Até a morte deixa de ser tão importante. É a nossa noção da morte, a ideia que fazemos dela que é terrível, que nos aterroriza. Existem muitas maneiras de pensar na morte. (...) Não tema a morte ou a dor, tema o medo da morte ou da dor. Não podemos escolher as circunstâncias externas de nossa vida, mas sempre podemos escolher a maneira como reagimos a elas. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Se são os nossos sentimentos sobre as coisas o que de fato nos atormenta e não as coisas em si, conclui-se que culpar os outros é tolice. Aquelas que se dedicam a viver uma vida de sabedoria compreendem que o impulso de atribuir culpa a alguém ou a alguma coisa não passa de tolice e que não se ganha nada culpando seja quem for, os outros ou nós mesmos. • Crie seu próprio mérito. Nunca dependa da admiração dos outros. (...) O mérito pessoal não pode derivar de uma fonte externa. Você recebeu um papel a desempenhar e um trabalho a cumprir. Faça-o bem agora, dê o melhor de si e não se preocupe com quem o está observando. Faça o seu próprio trabalho sem se importar com as honrarias ou a admiração que vêm dos outros. A excelência e os triunfos das outras pessoas pertencem a elas. Da mesma forma, as coisas que você possui podem ser excelentes, mas a sua excelência pessoal não deriva delas. Você tem livros? Leia-os. Aprenda com eles. Aplique a sabedoria que está contida neles. Você possui conhecimentos especializados? Faça bom e pleno uso deles. Você tem ferramentas? Vá buscá-las e construa ou conserte coisas com elas. Você tem uma boa ideia? Persiga-a e leve-a até o fim. Tire o maior proveito possível daquilo que você tem, do que é seu de verdade. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Existe tempo e lugar certos para diversão e distração, mas você nunca deve permitir que elas passem por cima dos seus verdadeiros objetivos pessoais. Se você estivesse viajando e o navio ancorasse em uma enseada, você poderia ir a terra em busca de água e no caminho parar para pegar uma concha ou colher uma planta. Mas precisaria ter cuidado e ouvir o chamado do capitão, manter-se atento ao navio. Distrair-se com bobagens é a coisa mais fácil do mundo. Se o capitão chamasse, você teria de estar pronto para deixar de lado essas distrações e voltar correndo, talvez até sem tempo de olhar para trás. Se você não for jovem, não se afaste muito do navio ou poderá não ter tempo de chegar lá quando o chamarem. • Aceite os acontecimentos à medida que ocorrem. Não exija ou espere que os acontecimentos ocorram à medida que você deseja que eles ocorram. • Sua vontade está sempre sob seu poder. Suas pernas podem estar incapazes de andar. Mas você não é somente um par de pernas. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Cada dificuldade na vida nos oferece uma oportunidade para nos voltarmos para dentro de nós mesmos e recorrermos aos nossos recursos interiores escondidos ou mesmo desconhecidos. As provações que suportamos podem e devem nos revelar quais são as nossas forças. As pessoas prudentes enxergam além do incidente em si. Quando houver um acontecimento imprevisto, não reaja impensadamente: volte-se para seu íntimo e pergunte a si mesmo de que recursos dispõe para lidar com aquilo. Mergulhe fundo. Você possui forças que provavelmente desconhece. Encontre a que necessita nesse momento. Use-a. Se está diante de uma pessoa sedutora, o recurso necessário é o autodomínio. Se o momento é de dor ou fraqueza, use a sua capacidade de resistência. Se você sofreu uma agressão verbal, recorra à paciência. Com o passar do tempo e a consolidação do hábito de combinar o recurso interno adequado com cada incidente, a sua tendência para ser levado pelas aparências da vida pouco a pouco vai desaparecer. Desaparecerá a sensação de estar sendo dominado, oprimido pêlos fatos o tempo todo. • Cuide daquilo que você tem agora. Nada pode ser realmente tomado de nós. Não há nada a perder. A paz interior começa quando, em vez de dizer a respeito das coisas "Perdi isto", começamos a afirmar "Isto voltou para o lugar de onde veio". Seus filhos morreram? Eles voltaram para o lugar de onde vieram. Sua companheira morreu, seu companheiro morreu? Eles voltaram para o lugar de onde vieram. Seus bens e propriedades foram tirados de você? Isso também voltou para o lugar de onde veio. O importante é ter grande cuidado com o que você possui enquanto o mundo permite que o tenha, do mesmo modo como o viajante cuida do que está dentro do quarto que ocupa numa hospedaria. • Não faça caso do que não é da sua conta. Não se preocupe com a opinião das outras pessoas a seu respeito. Elas estão fascinadas e iludidas pelas aparências. Evite tentar conquistar a aprovação e admiração de outras pessoas. (...) Não deseje que os outros o vejam como uma pessoa sofisticada, incomparável ou sábia. Na realidade, desconfie se for visto pêlos outros como alguém especial. Fique alerta para não adquirir um falso sentimento de auto-importância. • Adapte seus desejos à realidade. Seja isso bom ou ruim, a vida e a natureza são governadas por leis que não podemos mudar. Seria tolice desejar que seus filhos, ou seu marido, ou sua mulher, vivessem para sempre. Eles são mortais, assim como você, e a lei da mortalidade está completamente fora de nossas mãos. • Encare a vida como um banquete. Pense em sua vida como se ela fosse um banquete em que você precisasse comportar-se com elegância. Quando as travessas forem passadas para você, estenda a mão e sirva-se de quantidades moderadas. Se uma travessa não lhe for passada, saboreie o que já está no seu prato. Ou, se a travessa ainda não lhe foi passada, espere pacientemente a sua vez. • Desempenhe bem o papel que lhe foi dado. Somos como atores em uma peça de teatro. A vontade divina designou um papel para cada um de nós sem nos consultar. Alguns atuarão em peças curtas, outros em longas. Podemos ser chamados a desempenhar o papel de uma pessoa pobre, de um deficiente físico, de uma eminente celebridade, de um líder político ou o de um simples cidadão comum. Apesar de não estar sob nosso controle determinar o tipo de papel que nos é atribuído, cabe-nos representar a nossa parte da melhor maneira possível e procurar não reclamar dela. Onde quer que você esteja e quaisquer que sejam as circunstâncias, procure apresentar um desempenho impecável. Se o seu papel é de leitor, leia. Se é de escritor, escreva. • Tudo tem um bom motivo para acontecer. Você se torna aquilo que você pensa. • A felicidade só pode ser encontrada dentro de nós. A autêntica felicidade é sempre independente de condições externas. Pare de aspirar a ser outra coisa além do melhor de você mesmo. (Porque isso está sob seu controle.) • Ninguém pode ferir você. As pessoas não têm o poder de ferir você. Mesmo que alguém o agrida verbal ou fisicamente, mesmo que seja insultado, você pode escolher encarar o que está acontecendo como insulto ou não. Se alguém o irrita, a única coisa capaz de irritá-lo é a sua própria reação. Portanto, quando aparentemente alguém estiver provocando você, lembre-se de que é apenas sua própria avaliação do incidente que causa essa sensação. Não deixe que suas emoções sejam desencadeadas por meras aparências. Tente simplesmente não reagir no momento. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Em vez de desviar os olhos dos acontecimentos dolorosos da vida, olhe para eles diretamente e contemple-os com frequência. Enfrentando as realidades da morte, das enfermidades, das perdas e decepções, você se liberta das ilusões e falsas esperanças (...) >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Se você se mostrar inabalável, as próprias pessoas que o ridicularizaram passarão a admirá-lo. Se você permitir que as opiniões mesquinhas dos outros o influenciem a ponto de fazê-lo vacilar em seus propósitos, terá dois motivos para se envergonhar. • Procurar agradar é uma armadilha perigosa. Volte quantas vezes for necessário para o que é essencial e valioso. • Caráter é mais importante que reputação. Por que viver com medo de coisas como não ser reconhecido publicamente em sua profissão ou em sua comunidade? Ou não conseguir obter as oportunidades e benefícios que os outros conseguiram? Deixe de se incomodar com ideias como: "As pessoas pensam mal de mim" e "Não sou ninguém". Mesmo que sua reputação precisasse ser levada em conta, você não é responsável pelo que os outros pensam a seu respeito. Um carpinteiro não fabrica sapatos e um sapateiro não fabrica móveis. Já é suficiente que cada um faça bem-feito o seu próprio trabalho. • Todos os benefícios têm seu preço. Alguém está desfrutando dos privilégios, oportunidades e honrarias que você almeja? Se os benefícios que a outra pessoa conseguiu são realmente valiosos, alegre-se por ela desfrutar deles. E a vez dela. Se, pelo contrário, os benefícios acabarem não se mostrando vantajosos, não se perturbe por não terem vindo para você. Lembre-se: você nunca receberá as mesmas recompensas que os outros recebem sem empregar os mesmos métodos que eles e fazer o mesmo investimento de tempo que fizeram. E insensato pensar que podemos receber recompensas sem estarmos dispostos a pagar o verdadeiro preço por elas. Aqueles que "ganharam" alguma coisa não têm de fato nenhuma vantagem sobre você porque tiveram de pagar um preço pela recompensa. Cabe sempre a nós escolher se queremos ou não pagar o preço pelas recompensas da vida. E, muitas vezes, é melhor para nós não pagar esse preço, pois ele pode ser o da nossa integridade. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Se uma criança da casa vizinha quebra uma xícara, dizemos prontamente "Essas coisas acontecem". Mas se uma xícara é quebrada em nossa casa, não reagimos da mesma maneira. Transfira essa compreensão para questões de maior significado emocional e importância temporal. O filho, cônjuge ou outro ente querido morreu? Nessas circunstâncias, ninguém diria: "É o ciclo da vida. A morte acontece. Algumas coisas são inevitáveis." Se morre um filho nosso ou alguém que amamos, nossa tendência é nos lamentarmos: "Ai de mini! Que desgraça me aconteceu!" Aprenda com as leis da natureza a aceitar os acontecimentos, até mesmo a morte, com inteligência. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Se alguém desse o seu corpo para um passante qualquer, você naturalmente ficaria furioso. Por que, então, você não sente nenhuma vergonha em entregar sua preciosa mente a qualquer pessoa que queira influenciá-lo? • Examine o que vem primeiro, depois o que vem em seguida, e só então comece a agir. Cultive o hábito de examinar e testar uma provável ação futura antes de realizá-la. Antes de proceder, recue e procure enxergar o quadro completo para evitar agir por impulso e arriscadamente. Determine o que acontecerá primeiro, considere aonde a primeira etapa o levará e então aja de acordo com o que você aprendeu. Esforços experimentais levam a resultados experimentais. Será que seus amigos e sócios ou companheiros de trabalho são pessoas dignas? A influência deles - seus hábitos, valores e comportamento - faz você melhorar como pessoa ou estimula os maus hábitos dos quais você quer se livrar? Faça os sacrifícios necessários que são o preço do objetivo mais precioso: liberdade, equilíbrio da mente e tranquilidade. Se, todavia, ao analisar com honestidade seu ânimo e sua índole, você não se considerar apto ou preparado, procure não se iludir e estabeleça um rumo diferente e mais realista para a sua vida. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Se existe, por exemplo, um homem que é seu pai, algumas exigências práticas e emocionais resultam disso. O fato de ele ser seu pai implica uma ligação básica e duradoura entre os dois. Você é naturalmente obrigado a sentir afeto por ele, ouvir seus conselhos, escutar com paciência os seus pontos de vista e respeitar sua orientação. No entanto, vamos supor que ele não seja um bom pai. Talvez ele seja tolo e e pretensioso, ignorante, grosseiro e tenha opiniões bem diferentes das suas. Será que a natureza dá a todo mundo um pai ideal, ou dá simplesmente um pai? Quando se trata de seu dever fundamental como filha ou filho, seja qual for o caráter de seu pai, sejam quais forem sua personalidade e seus hábitos, tudo isso é secundário. A ordem divina não designa pessoas ou circunstâncias de acordo com o nosso gosto ou a nossa preferência. Quer você o considere agradável ou não, esse homem, afinal de contas, é seu pai, e você deve seguir todas as suas obrigações filiais. Suponhamos que tenha uma irmã ou um irmão que não trate você bem. Que diferença isto faz? Permanece o imperativo moral de reconhecer e manter seu dever fraterno fundamental para com ela ou ele. Concentre-se não no que ela ou ele faz, mas em seguir seus princípios pessoais mais elevados. Deixe que os outros se comportem como quiserem, pois, seja como for, isto não está sob seu controle e, portanto, não é da sua conta. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Embora isto não seja sempre aparente se olharmos apenas para a superfície das coisas, o universo que habitamos é o melhor dos universos. • Os acontecimentos são algo impessoal e neutro. Quando refletir sobre o futuro, lembre-se de que todas as situações evoluem como devem evoluir, não importa quais sejam os nossos sentimentos a respeito. Nossas esperanças e temores é que nos abalam e perturbam, não os acontecimentos. As pessoas indisciplinadas, levadas por suas antipatias e simpatias pessoais, estão sempre atentas a sinais que confirmam ou reforçam seus pontos de vista e opiniões irrefletidos. Em vez de personalizar um acontecimento ("o meu triunfo", "a bobagem que ele fez" ou "a minha desgraça") e tirar conclusões desalentadoras sobre você mesmo ou sobre a humanidade, procure ver como pode tirar bom proveito de certos aspectos do acontecimento. Preste atenção, aja como um dete-tive. Talvez exista ali uma lição a extrair que possa ser aplicada a fatos semelhantes no futuro. Em qualquer acontecimento, por mais terrível que pareça ser, não há nada que nos impeça de procurar uma oportunidade oculta. Procurar uma oportunidade de aprendizagem nas situações requer uma grande dose de coragem, pois a maioria das pessoas que nos cercam insistirá em interpretar os fatos da maneira mais óbvia: sucesso ou fracasso, bom ou mau, certo ou errado. Essas categorias simplistas e polarizadas não permitem que se visualize outras interpretações mais criativas - e úteis - dos acontecimentos que talvez sejam muito mais vantajosas e interessantes. A pessoa sensata percebe que projetar esperanças e temores no futuro é uma atitude estéril, que apenas cria representações melodramáticas em nossas mentes e nos faz desperdiçar tempo. • Nunca reprima um impulso generoso. Siga todos os seus impulsos generosos. Não os questione, especialmente quando um amigo precisar de você: aja em benefício dele. Não hesite! • Defina claramente a pessoa oue você quer ser. Quem exatamente você quer ser? Que tipo de pessoa você deseja ser? Quais são seus ideais pessoais? Quem você admira? Quais são as características especiais dessas pessoas que você também quer ter? Está na hora de parar de ser vago e impreciso. Se você deseja ser uma pessoa extraordinária, se deseja a sabedoria, então deve identificar precisamente o tipo de pessoa que você aspira a ser. Se você tem um diário, anote o que está tentando ser de modo que possa consultar essa autodefinição. Descreva exatamente a conduta que quer adotar para que possa mante-la não só quando se encontrar sozinho como quando estiver na companhia de outras pessoas. • Fale apenas com uma boa finalidade. Dá-se muita atenção à importância moral de nossas ações e de seus efeitos. Os que procuram viver uma vida mais elevada passam também a compreender o poder moral de nossas palavras, tantas vezes esquecido. Antes de mais nada, pense antes de falar para ter certeza de que está falando com uma boa finalidade. O falatório vazio é um desrespeito aos outros. A exposição inconsequente de sua intimidade é um desrespeito a você mesmo. Inúmeras pessoas sentem-se impelidas a dar vazão a cada sensação, pensamento ou impressão passageira que têm. Despejam ao acaso o conteúdo de suas mentes sem fazer caso das consequências. (...) Se tagarelarmos sobre cada ideia que nos ocorre, seja pequena ou grande, corremos o risco de desperdiçar ideias que têm real valor em meio ao fluxo de trivialidades de uma conversa vazia. O falar irreprimido é como um veículo descontrolado desviando-se de um lado para o outro até cair em uma vala. Se for preciso, mantenha-se sobretudo em silêncio ou fale com moderação. O falar, em si, não é bom nem ruim, mas o falar descuidado é tão comum que você precisa estar atento. Uma conversa frívola é uma conversa prejudicial. Além disso, é muito indelicado ser uma pessoa tagarela. A conversa fiada é uma atividade sedutora. Não se deixe envolver por ela. Não é necessário limitar-se a assuntos elevados ou filosofar todo o tempo, mas fique atento para que o falatório comum não seja considerado uma discussão de alto nível. (...) Quando tagarelamos sobre frivolidades, nossa atenção fica tomada por elas e nós nos tornamos frívolos. Nós nos tornamos mesquinhos quando nos envolvemos em conversas a respeito de outras pessoas. Tente, sempre que possível, quando perceber que a conversa em torno de você descai para o falatório fútil, trazer sutilmente o rumo da conversa de volta para assuntos mais construtivos. Se, contudo, você estiver cercado de estranhos indiferentes, pode simplesmente se manter calado. Seja uma pessoa bem-humorada e não dispense uma boa risada quando for o caso, mas evite o tipo de riso desenfreado que se ouve em salão de bar e que degenera facilmente em vulgaridade ou malevolência. Ria com, mas nunca ria de. • Evite as diversões mais populares. A maior parte do que se considera diversão legítima é inferior ou tola (...) Evite fazer parte da multidão que se entrega a tais passatempos. Sua vida é muito curta e você tem coisas mais importantes a fazer. • Tenha cuidado com as companhias. Tenha cuidado com as pessoas com quem você se relaciona. E humana a tendência de imitar os hábitos daqueles com quem interagimos. Adotamos inadvertidamente seus interesses, suas opiniões, valores e maneira de interpretar os acontecimentos. Você não é obrigado a despender seu tempo com algumas pessoas só porque elas tratam você com simpatia. O fato de o procurarem e se mostrarem interessadas em você e em sua vida não significa que tenha de se relacionar com elas. Seja seletivo com relação aos que você toma como amigos e com colegas e vizinhos. Todas essas pessoas podem afetar seu destino. O mundo está cheio de gente agradável e talentosa. O segredo é só procurar a companhia de pessoas que o elevem, cuja presença desperte o que há de melhor em você. Lembre-se, porém, de que a influência moral é uma via de mão dupla e, portanto, nossos pensamentos, palavras e ações devem exercer uma influência sempre positiva naqueles com quem convivemos. O verdadeiro teste de excelência pessoal está na atenção que damos aos pequenos detalhes de nossa conduta que costumamos negligenciar. Pergunte sempre a si mesmo: "Quais são meus pensamentos, palavras e ações que afetam meus amigos, minha mulher/meu marido, meus vizinhos, meus filhos, meu patrão, meus subordinados, meus concidadãos? Será que estou fazendo a minha parte e contribuindo para o progresso espiritual de todos com quem estou em contato?" Empenhe-se em despertar o que há de melhor nos outros, sendo você mesmo uma pessoa exemplar. • Cuide do seu corpo. Respeite as necessidades do seu corpo. Dê a seu corpo os melhores cuidados para proporcionar-lhe saúde e bem-estar. Dê a seu corpo absolutamente tudo de que ele necessita, como alimentação saudável, roupas apropriadas e dignas e uma casa confortável e acolhedora. Não use o seu corpo, porém, como motivo para exibição ou luxo. • Evite o sexo casual. Abstenha-se do sexo casual e em especial evite o relacionamento sexual antes do casamento. Isto pode parecer puritano ou antiquado, mas o tempo comprovou que esta é uma forma de demonstrar respeito por nós mesmos e pelos outros. Sexo não é uma brincadeira. Dá origem a consequências muito reais e duradouras tanto emocionais quanto de ordem prática. Ignorar tal coisa é degradar-se e depreciar o significado dos relacionamentos humanos. Uma vida sexual ativa inserida num contexto de compromisso pessoal aumenta a integridade das pessoas envolvidas e é parte de uma vida em expansão. • Não defenda sua reputação ou suas intenções. Não tenha medo de agressões verbais ou de críticas. Só os moralmente fracos sentem-se impelidos a defender-se ou explicar-se aos outros. Deixe que a qualidade de suas ações fale a seu favor. Não podemos controlar as impressões que os outros têm a nosso respeito, e o esforço de fazê-lo só degrada o nosso caráter. Assim, se alguém lhe disser que determinada pessoa criticou você, não se dê ao trabalho de apresentar desculpas ou justificativas. Sorria apenas e diga: "Acho que essa pessoa não conhece todos os meus outros defeitos. Ou não teria mencionado somente esses." • Porte-se com dignidade. Onde quer que você esteja, comporte-se sempre como uma pessoa digna. O comportamento da maioria das pessoas costuma ser ditado pelo que está acontecendo em torno delas. Mantenha um padrão mais alto. Tenha o cuidado de evitar festas ou jogos em que os excessos irrefletidos são a norma. Se estiver em um acontecimento público, não se afaste um só momento de seus próprios objetivos e ideais. • Imite um modelo valioso. Uma das melhores maneiras de aprimorar seu caráter é encontrar modelos valiosos para imitar. Evoque as características da pessoa que você mais admira e adote suas maneiras, sua linguagem e comportamento. Não há nada de falso nisso. Todos trazemos dentro de nós as sementes da grandeza, mas precisamos de uma imagem como um ponto a ser focalizado para que essas sementes germinem. Você não deve ficar tão mobilizado só porque está diante de uma pessoa de grande mérito. As pessoas são apenas pessoas, seja qual for seu talento ou influência. • Exercite a discrição ao conversar. A presunção e a empáfia são incompatíveis com o caminho de um verdadeiro filósofo. Falar com frequência e excessivamente de seus próprios feitos é cansativo e pretensioso. Você não precisa ser o palhaço da turma. Também não precisa utilizar outros métodos indelicados para convencer os outros de que é esperto, sofisticado ou agradável. A conversa agressiva, fútil ou exibicionista deve ser completamente evitada. Só faz diminuir a consideração de seus conhecidos por você. Quando as pessoas em torno de você começarem a deixar escapar comentários indecentes e fora de propósito, se possível afaste-se ou ao menos fique calado e deixe que sua expressão séria mostre que você considera ofensiva aquela conversa grosseira. • Prefira a satisfação duradoura à gratificação imediata. Deixe que a sua razão predomine. Inculque em si mesmo o hábito da reflexão e da ponderação. Pratique a arte de testar se determinadas coisas são de fato boas ou ruins. Aprenda a esperar e avaliar, em vez de sempre reagir a instintos não disciplinados. Se existe a promessa de um prazer que o atrai sedutoramente, pare e dê-se algum tempo para refletir antes de se entregar a ele de forma impulsiva. Da maneira menos passional possível, examine bem a questão em sua mente: será que este prazer vai trazer apenas um deleite momentâneo ou uma satisfação verdadeira, duradoura? Aprender a distinguir entre emoções baratas e recompensas significativas e duradouras faz grande diferença na qualidade de nossas vidas e no tipo de pessoa em que nos tornamos. Se, depois de ponderar com calma sobre aquele prazer, você se der conta de que ficará arrependido caso se entregue a ele, deixe-o de lado e alegre-se com essa renúncia. Será um triunfo para o aperfeiçoamento de seu caráter e você sairá fortalecido. • Tome posições. Existe a possibilidade de outras pessoas compreenderem mal suas intenções e até mesmo desaprovarem sua atitude. Entretanto, se estiver convencido de que está agindo bem, você não tem nada a temer. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Você se servir de uma grande quantidade de comida em um banquete se estivesse com muita fome, mas não seria bem-educado. • O aperfeiçoamento de talentos pessoais depende de ser honesto consigo mesmo. Procure saber, em primeiro lugar, quem você é e do que é capaz. Assim como não se pode criar grandes coisas em um instante, também leva tempo aperfeiçoar nossos talentos e atitudes. Estamos sempre aprendendo, sempre crescendo. E bom aceitar desafios. Ê desta forma que progredimos para o nível seguinte de desenvolvimento intelectual, físico ou moral. Ainda assim, não se iluda: se você tentar ser alguém ou alguma coisa que não é, vai atrofiar seu verdadeiro eu e acabar não desenvolvendo os potenciais em que você teria se destacado naturalmente. Dentro da ordem divina, cada um de nós tem um chamado especial. Escute o seu e siga-o fielmente. • Proteja sua razão. Da mesma maneira como, ao andar, tomamos cuidado para não pisar em um objeto cortante ou torcer o pé, devemos ter o maior cuidado para de modo algum prejudicar a nossa mais importante faculdade mental. A vida virtuosa depende antes de tudo da razão. Se você preservar sua razão, ela preservará você. • Observe as proporções e a moderação adequadas. Estando vigilantes, podemos impedir a tendência ao excesso. Seus bens devem ser proporcionais às necessidades de seu corpo, assim como o sapato deve adaptar-se ao tamanho do pé. Sem treinamento moral, podemos ser levados ao excesso. As pessoas às vezes são tentadas a comprar coisas supérfluas, extravagantes e variadas, quando deveriam pensar em utilidade, conforto e durabilidade. Quando caímos, mesmo que ligeiramente, na falta de moderação, corremos o risco de perder o equilíbrio e nos deixarmos levar pelos caprichos. • Excelência interior importa mais do que aparência exterior. As mulheres, em especial, carregam o peso da atenção que sua aparência agradável recebe. Desde a juventude são cortejadas pelos homens ou avaliadas somente em função de sua aparência exterior. Lamentavelmente, isso pode fazer uma mulher achar que só serve para dar prazer aos homens, o que leva seus talentos interiores a se atrofiarem. Ela pode sentir a necessidade de investir muito tempo e esforço para realçar sua beleza física, distorcendo sua personalidade natural na tentativa de agradar aos outros. E triste constatar que muitas pessoas, tanto mulheres quanto homens, colocam tanta ênfase no culto à aparência física e na impressão que causam aos outros. Os que buscam a sabedoria acabam compreendendo que, embora o mundo às vezes nos recompense por motivos errados ou superficiais - a nossa aparência física, a família a que pertencemos, a riqueza que possuímos e assim por diante -, o que realmente importa é quem somos essencialmente (...) • Cuide mais da sua mente do que de seu corpo. Aqueles que são moralmente destreinados gastam um tempo desmedido com seus corpos. Dedique-se de forma apenas secundária às funções de seu lado animal. Sua principal atenção deve estar centrada nos cuidados e no desenvolvimento de sua razão. • O maltratar vem de falsas impressões. Se alguém trata você de forma desrespeitosa ou fala de você com aspereza, lembre-se de que o faz porque acha que tem razão em agir assim. Não é realista esperar que as pessoas vejam você da mesma maneira que você se vê. Se as pessoas chegam a certas conclusões baseando-se em falsas impressões, as lesadas são elas e não você, porque elas é que estão equivocadas. Quando alguém interpreta uma proposição verdadeira como falsa, não é a proposição que é afetada. A pessoa que tem o ponto de vista errado é que se engana e, portanto, se prejudica. A partir do momento em que você compreender isso claramente, será menos provável que se sinta ofendido pêlos outros, mesmo que o insultem. Você poderá dizer a si mesmo: "Parece ser assim para essa pessoa, mas ela está enganada, está agindo sob uma falsa impressão." • Tudo tem dois lados. Tudo tem dois lados: um pelo qual algo pode ser segurado e outro pelo qual não pode. Se, por exemplo, seu irmão ou sua irmã tratam você mal, não segure a situação pelo lado da mágoa ou da injustiça, pois você não será capaz de aguentar o peso ou se tornará uma pessoa amarga. Faça o oposto. Segure a situação pelo lado dos laços familiares. Em outras palavras, concentre-se no fato de que se trata de seu irmão ou de sua irmã, que vocês cresceram juntos e que, portanto, estão ligados por laços antigos que não podem ser quebrados. Encarando a situação dessa maneira, você a compreenderá melhor e preservará o seu equilíbrio. • Pensar com clareza é vital. É importante aprender como pensar com clareza. Toda pessoa deveria aprender a identificar um raciocínio inconsistente e enganoso. Analise como as inferências são legitimamente derivadas para não tirar conclusões sem fundamento. Por exemplo, observe os seguintes exemplos de lógica imperfeita: "Sou mais rico do que você; portanto, sou melhor do que você." Deparamos o tempo todo com noções absurdas como essa, completamente falaciosas. A conclusão válida que pode ser tirada é: "Sou mais rico do que você; portanto, possuo mais bens ou dinheiro do que você." Outro exemplo: "Expresso-me de maneira mais persuasiva do que você; portanto, sou melhor do que você" ou "sou mais inteligente do que você". Da premissa só podemos concluir: "Expresso-me de maneira mais persuasiva do que você; portanto, o que digo produz mais efeito do que o que você diz." Lembre-se, porém: seu caráter não depende de bens materiais ou de um discurso persuasivo. Dedique-se a compreender bem os mecanismos da clareza de pensamento e você não será ludibriado. Um conhecimento sólido de lógica e das regras para uma argumentação eficaz será sempre muito útil para você. • Chame as coisas pelos seus verdadeiros nomes. Quando damos nomes corretos às coisas, nós as compreendemos corretamente sem acrescentar informações ou julgamentos que não são inerentes a elas. Fulano costuma tomar banho rapidamente? Não diga que ele se lava mal, e sim que ele se lava depressa. Defina a situação como ela é, não a filtre através do seu julgamento. Sicrano bebe muito vinho? Não diga que ele é um alcoólatra, mas que bebe muito. A menos que você tenha um conhecimento bastante abrangente da vida dele, como pode saber se é um alcoólatra? Não se arrisque a ser iludido pelas aparências e a construir teorias ou interpretações baseadas em distorções apenas por dar nomes errados às coisas. Concorde somente com o que é verdadeiro. • A sabedoria é revelada pelas ações, não pelas palavras. Mostre seu caráter e seu compromisso com dignidade pessoal somente através de suas ações. • Viva com simplicidade, para o seu próprio bem. A primeira tarefa da pessoa que deseja viver sabiamente é libertar-se das limitações causadas pelo hábito de se ocupar demais consigo mesma. Reflita na maneira como vivem os pobres, tão mais moderada do que a nossa, e em como eles suportam melhor a dureza da vida. Se você quiser desenvolver sua capacidade de viver uma vida simples, faça-o para si mesmo, com discrição, e não para impressionar os outros. • A sabedoria depende de vigilância. A maioria das pessoas não se dá conta de que tanto o auxílio como o prejuízo pessoais vêm de dentro de nós mesmos. • Viver a sabedoria é mais importante do que saber a respeito dela. • Praticar os princípios é mais importante do que os comprovar. • Comece a viver seus ideais. Uma vez tendo determinado quais são os princípios espirituais que você quer seguir à risca, submeta-se a esses princípios como se fossem leis, como se fosse de fato um pecado infringi-los. Não faça caso se os outros não partilharem suas convicções. Por quanto tempo ainda você pode adiar o projeto de se tornar quem você realmente quer ser? O lado melhor de seu caráter não pode mais esperar. Ponha seus princípios em prática. Agora. Chega de desculpas e adiamento. Você não é mais uma criança. Deste minuto em diante, jure que vai parar de decepcionar-se. Desligue-se do resto da multidão. Decida ser uma pessoa extraordinária e faça o que for preciso para isso. Agora. [...] Não confie em nada nem em ninguém antes de confiar em si mesmo. • O uso correto dos livros. Não diga apenas que você leu muitos livros. Mostre que, por meio deles, você aprendeu a pensar melhor, a ser uma pessoa mais perspicaz e ponderada. Os livros são para a mente o que os pesos da ginástica são para o corpo. • Perdoe muitas e muitas vezes. • Confie em sua intuição em questões de ordem moral. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> A melhor reação aos atos condenáveis é ter pena de quem os comete. • O que nos faz realmente felizes. Todos os seres humanos querem ter uma vida feliz, mas muitos confundem os meios para obtê-la - por exemplo, riqueza e status - com a felicidade da vida em si. Essa focalização nos meios é equivocada e afasta ainda mais as pessoas de uma vida feliz. O que realmente vale a pena são as atividades virtuosas que constróem uma vida feliz, não os recursos externos que parecem ser capazes de promover a felicidade. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Mesmo quando suas portas estão fechadas e seu quarto está às escuras, você não se encontra sozinho.

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