The Glass Hotel -

    Emily St. John Mandel

    HarperCollins Publishers
    2020
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: B07H4ZMG2P

    From the award-winning author of Station Eleven, a captivating novel of money, beauty, white-collar crime, ghosts and moral compromise in which a woman disappears from a container ship off the coast of Mauritania and a massive Ponzi scheme implodes in New York, dragging countless fortunes with it. Vincent is a bartender at the Hotel Caiette, a five-star glass-and-cedar palace on the northernmost tip of Vancouver Island. New York financier Jonathan Alkaitis owns the hotel. When he passes Vincent his card with a tip, it’s the beginning of their life together. That same day, a hooded figure scrawls a note on the windowed wall of the hotel: “Why don’t you swallow broken glass.” Leon Prevant, a shipping executive for a company called Neptune-Avramidis, sees the note from the hotel bar and is shaken to his core. Thirteen years later, Vincent mysteriously disappears from the deck of a Neptune-Avramidis ship. Weaving together the lives of these characters, The Glass Hotel moves between the ship, the skyscrapers of Manhattan and the wilderness of remote British Columbia, painting a breathtaking picture of greed and guilt, fantasy and delusion, art and the ghosts of our pasts.

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    Lucas Andrade18/04/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lento e gostoso de ler

    Cadê a edição brasileira desse livroooo? Que tem personagens em comum com Estação Onze, mas funciona como um universo paralelo, onde as coisas aconteceram de maneira diferente. Os livros da autora têm essa pegada de conexão, mas não é necessário ler um antes do outro e funcionam totalmente sozinhos. Ainda assim, é interessante ler dessa forma e perceber os pequenos elos entre eles. Escrito em 2020, acompanhamos personagens que acabam interligados de várias maneiras ao longo dos anos, tudo levando a um luxuoso hotel de vidro e a um império financeiro que parece perfeito demais. Os acontecimentos passados e futuros vão sendo mostrados, principalmente no entorno da personagem Vincent, costurando várias histórias, amizades, relacionamentos, mentiras e um grande colapso financeiro. Gostei que a autora manteve a vibe melancólica do livro anterior, mas indo em outra direção: aqui não temos um drama pós-apocalíptico, mas sim um drama que acompanha personagens bem reais, com problemas reais, apresentados aos poucos, indo e voltando no tempo e por múltiplos pontos de vista, formando um grande panorama em meio a um esquema de Ponzi. É lento, focado nos personagens, em suas escolhas e MUITO atmosférico: o hotel de luxo, onde uma mensagem foi escrita no vidro e conecta vários personagens; todo o esquema que deu errado; as vidas que ele acabou prejudicando; Vincent saindo de uma vida simples para uma luxuosa; suas amizades e familiares; seu irmão; e como ela acaba em um navio como cozinheira. Há toda uma reflexão de "e se" que assombra os personagens: "e se as coisas tivessem acontecido de outro jeito?", "e se eu tivesse feito outras escolhas?". Inclusive, é nisso que temos uma conexão com Estação Onze, quando Vincent lê uma notícia sobre uma gripe perigosa que foi rapidamente contida e imagina: "e se, em um universo paralelo, ela não tivesse sido contida e levado ao colapso da humanidade?". O grande trunfo aqui é COMO a autora escreve e faz tudo acontecer, principalmente na amarração final, transformando uma história relativamente simples em algo memorável.

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