Edição publicada em 1973. As histórias e editoração são ruins, com o cúmulo de nem mesmo referenciar o nome de Edgar Allan Poe no conto adaptado, diga-se de passagem, a motivação da leitura.
"Berenice", o conto em questão, foi quadrinizado com roteiro e ilustrações não satisfatórios a boa leitura, apresentando-se em visão superficial, confusa e, reiterando, que sequer informa desavisados da origem em Poe. Uma pena, pelo menos essa adaptação poderia ser algo valoroso na revista.
Divagando sobre a história, mostra um sujeito apaixonado pela prima. Padece esta de doença crônica, que rouba-lhe a saúde, a beleza e a vida, sobrando apenas os belos e alvos dentes... Sendo um Poe, dá para esperar desdobramentos inusitados e sinistros.
Não é preciso ser expert para perceber que a paixão é doentia quando se deixa cegar pelo ciúme (não que seja o caso desse conto) ou capaz de querer materializá-la em posse egoísta, muitas vezes enveredando pela insanidade. Lembram o que sobrou de beleza da falecida? Estopim para insana violação de túmulo e cadáver. Loucura. Mais um conto de Poe...
Realmente, pena a quadrinização não satisfatória... Talvez em outro momento, quem sabe, a revista revele melhores histórias...
Em relação às outras, fecha a conta.
Leitura na quarentena em Macapá.