Conto: Honra, amor e café
Autora: Ana Claudia
Ano: 2020
Editora: Independente
Páginas: 34
Onde comprar: Amazon
Diretamente das lavouras, onde trabalho era a palavra central, eis que surge “Honra, amor e café”, um conto de estreia da autora Ana Claudia que ter fará viajar em suas palavras de amor, revolta, medo e vitória. É como se fosse uma mistura de “Titanic”, Sinhá moça” e “A escrava Isaura” que te conquistará desde a primeira linha.
O conto se passa em pleno século XIX, durante a época do Brasil Império. Aqui temos Aika, filha de imigrantes japoneses que tiveram que deixar seu país para tentar uma vida melhor nos campos de café, aqui, no Brasil. Nesse meio tempo, ela faz laços fortes de amizade e encontra o seu primeiro amor.
Essa história me conquistou por completo. Intensa, instigante e surpreendente, com cenas que mal me deixava respirar, não conseguia largar meu kindle de forma alguma. E ao terminar, me bateu aquele desespero porque queria mais história.
“O dia raiou e um sol morno nos recebeu nas terras brasileiras. Dizem que esse povo tão exótico é alegre, que nos receberiam muito bem”.
Narrada em terceira pessoa, o conto traz um enredo muito bem feito, onde em momento algum a trama se torna arrastada ou sem sentido, ao contrário, a compulsão na leitura do conto vai crescendo cada vez mais dentro do leitor, imaginando as cenas que poderão vir futuramente. É incrível o turbilhão de emoções que brotam em nós.
Outro ponto que gostei demais no conto, são os momentos de suspense que nele há e deu um efeito e tanto na narrativa, pois Aika passou por maus bocados no decorrer da história, o que me deixou com os nervos à flor da pele. Aliás, os personagens aqui criados, possuem personalidades que marcam o momento em que estão atuando, foram muito bem-criados pela autora, o que fez dar significado na trama.
“Permanecemos em silêncio por instantes. Estranha sintonia de quem não se conhecia, mas que agradava”.
Portanto, não deixem de ler “Honra, amor e café”, pois será uma obra que irá mexer muito com você, há muita emoção, sensibilidade e reflexão, vai além de uma história de época. Eu recomendo.