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    Fascismo à brasileira - Como o integralismo, maior movimento de extrema-direita da história do país, se formou e o que ele ilumina sobre o bolsonarismo

    Pedro Doria

    Editora Planeta
    2020
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9786555351316
    Português Brasileiro
    3.9
    500 avaliações
    Leram691Lendo99Querem1016Relendo1Abandonos57Resenhas98
    Favoritos11Desejados1016Avaliaram500

    Se é inegável que entende melhor o presente quem conhece o passado, é fundamental conhecer o integralismo para compreender a essência do bolsonarismo. Sim, o Brasil teve um movimento fascista e anticomunista na sua história na mesma época de Mussolini e Hitler. Fundado pelo deputado e jornalista Plínio Salgado, a Ação Integralista Brasileira foi o maior movimento fascista fora da Europa entre os anos 1920 e 1940 – e também o maior movimento de extrema-direita no país até o surgimento de Jair Bolsonaro. Era uma organização nacionalista, autoritária e tradicionalista. Chegou a ter um milhão de adeptos que eram conhecidos como os “encamisados” ou “camisas- verdes” por se vestirem de verde – como se vestiam de preto os discípulos de il duce na Itália e de cáqui a legião de seguidores do führer na Alemanha. Inspirado pelos líderes europeus, Plínio era anticomunista e defendia as ideias do fascismo, entre elas a defesa de uma identidade nacional e a crença de que a salvação da pátria exigia tanto a obediência a um “salvador da pátria” como a destruição dos inimigos internos. Como instrumentos, pregava a violência e o militarismo ao mesmo tempo em que tinha como valores fundamentais a família e a religião. Apesar de ter durado poucos anos, a Ação Integralista Brasileira contou com expoentes como o jurista Miguel Reale, o antropologista Câmara Cascudo, o arcebispo Dom Hélder Câmara, o escritor José Lins do Rego e o músico Vinícius de Moraes. Em Fascismo à brasileira, Pedro Doria conta esse momento pouco estudado da história brasileira com uma riqueza de detalhes que permitirá ao leitor não só conhecer o integralismo como fazer, ele próprio, as conexões entre passado e presente

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    Resenhas (98)Ver mais
    Diego Coelho picture
    Diego Coelho18/11/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Você precisa conhecer melhor o integralismo. Leia este livro.

    Geralmente nós lemos a respeito do movimento integralista na escola, em poucas linhas, no meio de algum texto sobre a era Vargas. Lemos que era a experiência fascista brasileira. Lemos um pouco sobre Plínio Salgado e até achamos aquilo tudo um pouco ridículo. Mas com o pouco que estudamos na escola não é o suficiente para compreendermos o tamanho do movimento integralista no Brasil dos anos 1930 -- e a real ameaça que ele representava. É preciso ler obras como esta aqui para se ter essa noção. O jornalista Pedro Dória mergulhou competentemente na história dos verdes de Plínio Salgado. Buscou detalhes sobre a vida do líder fascista brasileiro e de seu séquito de seguidores (que incluía figuras como o jurista Miguel Reale e Olímpio Mourão Filho, ambos figuras importantes na ditadura pós 1964). Plínio Salgado chegou a se reunir com Mussolini. Ficou encantado com a visão fascista de Estado e sociedade e pensou numa alternativa assim para o Brasil: um estado totalitário, corporativo, disciplinador (nos costumes e na educação) e antiliberal! Sim, os fascistas tinham diferenças inconciliáveis com os liberais, mas eram muito diferentes dos marxistas. Dória descreve, na parte final do livro, os detalhes da operação fracassada dos integralistas de prender Getúlio (em maio de 1938), onde o presidente ficou cercado por amotinados no palácio da Guanabara. Houve tiros, mortes, traição... Todos os elementos de um thriller ou de um filme. E esta parte do livro você lerá com esse espírito. É muito bom. Na conclusão, um breve texto comentando as semelhanças entre os integralistas de 1938 e os bolsonaristas de 2020. Excelente análise. Enfim, recomendo demais o livro. Nota máxima.

    31 curtidas

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    3.9 / 500
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    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas1%
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    Pedro Doria

    PEDRO DORIA é editor-executivo e colunista do jornal O Globo. Foi editor-chefe de conteúdos digitais de O Estado de S. Paulo e esteve entre os fundadores dos sites No. e NoMínimo. Recebeu o Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa, o prêmio Caixa de Reportagem Social, o Bobs, da rede alemã Deutsche Welle, e o Best Blogs Brazil na categoria política. Foi Knight Fellow na Universidade de Stanford. É autor de 1565 – Enquanto o Brasil nascia e 1789.

    9 Livros
    5 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Pedro Doria