As coisas como elas são

    Laurie Frankel

    HarperCollins Brasil
    2019
    449 páginas
    14h 58m
    ISBN-10: B07XQBQFLB
    Português Brasileiro
    Resenhas (13)Ver mais
    Julia Agnes picture
    Julia Agnes01/02/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma história sobre transformações, contos de fadas e superação, muita superação.

    Gatilhos: Transfobia; Intolerância. Publicado em 2019 pela Harper Collins, a obra de Laurie Frankel chegou ao Brasil com tema muito representativo. Em uma família de certa forma conservadora por ser judaica, ao mesmo tempo, pai e mãe "trocam" de papel em relação a criação dos filhos e quem é responsável por sustentar a família, conhecemos o bebê destaque desde a concepção até o momento em que se descobre Poppy e enfrenta adversidades na sociedade em que vive. Conhecemos uma menina transgenero e é encantador ver como Poppy é bem acolhida desde o começo por sua família. Entretanto, acaba sendo até um pouco fora da realidade. Os pais em especial dedicam todo o tempo que tem em ajudar Poppy a se sentir mais à vontade consigo mesma. Apesar da compreensão e apoio à filha, houveram momentos em que Rosie, a mãe, teve saudade de seu menino, o que me incomodou. Além de ter dado a impressão de que isso não ajudou nem um pouco na confusão que a criança enfrenta aos 10 anos - idade em que as meninas costumam entrar numa fase de amadurecimento - senti como se a autora quisesse impor um tipo de conflito que os pais costumam sentir quando seus filhos se descobrem, mesmo que tal conflito não existisse na realidade desta familia. Penn e Rosie passam a discutir se a menina deveria usar bloqueadores hormonais e considerar a ideia de cirurgia em países que aceitavam já nessa idade. Cada um passa a invalidar a ideia do outro, considerando-as agressivas à idade de Poppy e esquecem do mais importante nesse momento - como Poppy se sente, sem apoio de um profissional ou alguém que pudesse instrui-la. Em determinado ponto parece que o livro passa a fluir mais quando a mãe decide abraçar novas experiências em seu trabalho como médica e vai à Tailândia. Nesta viagem Rosie entende que seu lugar é na área de emergência, e não em clínica familiar, Poppy vê possibilidades para si mesma através dos ensinamentos e força que Buda a transmite, encontrando no budismo o conforto que precisava e tudo se encaixa. Decerto, por tratar de um livro com temática LGBT, pude ver minha necessidade de investir um pouco mais nessa vertente para aprender mais e poder ver as coisas sob a perspectiva de quem as vive. Agradecemos por ter lido nosso resenha e caso tenha gostado, não deixe de acessar mais conteúdos como este pelo Instagram: @ponto__paragrafo

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