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    Black bazar -

    Alain Mabanckou

    Malê
    2020
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-13: 9786587746005
    Português Brasileiro
    3.3
    10 avaliações
    Leram13Lendo2Querem40Relendo0Abandonos3Resenhas4
    Favoritos0Desejados40Avaliaram10

    Após ser abandonado por sua companheira e por sua filha, o protagonista de Black bazar, seguindo o conselho de um amigo, o escritor haitiano Louis-Philippe Dalembert, compra uma máquina de escrever e começa a registrar um diário das experiências e sentimentos que a separação o faz suscitar. Apelidado pelos amigos do Jip’s bar - um bar afro-cubano em Paris, como Bundólogo, pela paixão que nutre por nádegas femininas, a ponto de inferir a personalidade de cada mulher que observa a partir das características do bumbum, o narrador de Black bazar nutre outra paixão, a moda. Vivendo em um apartamento simples, mas se vestindo com os melhores ternos, como um dândi africano, o narrador de Black bazar segue o padrão estético da SAPE - Sociedade de Ambientadores e de Pessoas Elegantes, fundada na favela de Bacongo, na República Democrática do Congo, nos anos 1960, quando o país estava sob comando do ditador Mobutu Sese Seko e era ainda conhecido como Zaire. Os sapeurs usavam ternos de cores fortes e corte meticuloso, destoando do cenário de pobreza e representando uma ofensa ao governo da época.

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra picture
    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra02/09/2022Resenhou um livro
    0

    Mais de uma década depois de ter sido lançado em francês, em 2009, Black Bazar, de Alain Mabanckou, ainda escancara a realidade das divisões que vivemos hoje com um humor que nos faz sorrir amarelo a cada linha. A narrativa do sétimo romance do escritor franco-congolês é um pedaço da sua própria história: um imigrante africano em Paris quer escrever seu primeiro livro, apostando seguir nessa nova profissão. Mas a sua “cor de origem” (expressão que também é apelido da personagem que encarna sua “ex” na obra) parece ser o primeiro e principal obstáculo a ser conquistado — aqui me permito o jogo de palavras porque é esse rompimento amoroso que impulsiona o personagem-narrador a escrever. Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

    3 curtidas

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    3.3 / 10
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    Alain Mabanckou profile picture

    Alain Mabanckou

    Alain Mabanckou é um escritor congolês, com dupla nacionalidade franco-congolês. Estudou Direito en Brazzaville e, posteriormente, na França. Após concluir a pós-graduação na Universidade Paris-Dauphine, trabalhou durante vários anos em importantes multinacionais francesas antes de se consagrar por completo à literatura. Reside nos Estados Unidos, como professor convidado desde 2002; inicialmente como professor de literatura francófona e de "escrita criativa" na Universidade de Michigan e, mais recentemente, na Universidade de Califórnia (UCLA), com disciplinas de literatura francófona. É autor de doze romances, seis livros de poesia, dois livros infanto-juvenis e de diversos relatos que são publicados em distintos periódicos como Le Figaro (Paris), Le Soir (Bruxelas) e em duas obras coletivas: Relatos de África ("Nouvelles d’Afrique") em 2003 e Visto desde a Lua, relatos otimistas ("Vu de la lune, Nouvelles optimistes") em 2005. Em 2006, com o romance Memorias de porco-espinho, conseguiu o importante prêmio Renaudot. Em 2008, Mabanckou traduziu do inglês para o francês a obra de Uzodinma Iweala, um escritor nigeriano considerado como um jovem prodígio da literatura norte-americana. Entre 2015 e 2016, o escritor lecionou no Collège de France na cadeira de Criação artística, com o curso intitulado de Letras negras: das trevas à luz (transformado em livro posteriormente). Em 2018 veio ao Brasil para participar da FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty).

    23 Livros
    11 Seguidores

    Alain Mabanckou