" Todos os membros da Cidade Santa terão vontade livre, isenta de todo mal e repleta de todo bem, que gozará indeficientemente das inesgotáveis delícias da eterna alegria, esquecida das culpas e dos castigos, mas sem se esquecer de sua libertação, para não ser ingrata para com seu Libertador" (p.593)
A parte I (que compreende os dez primeiros livros da obra completa) desta obra se debruça em demonstrar os inimigos da Cidade de Deus, principalmente na figura do Império Romano.
Nesta parte II (livros XI ao XXII) se mostra como obra apologética da Cidade de Deus (a Igreja Santa, pura, sem mácula ou ruga, o Tabernáculo de Deus na terra) se desenvolve desde a queda de Adão até a feitura de novos céus e nova terra, expondo o períodos dos Reis, os Evangelhos e o Apocalipse de João. Paralelo a isso, Santo Agostinho se esmera em demonstrar aquilo que chamou de Cidade dos Homens: os povos que negaram tão copiosa salvação.
Com exímio conhecimento bíblico, teológico e filosófico, Agostinho encoraja a muitos a permanecerem firmes na fé, mesmo diante do caos.
Que honra ler tal obra!!!
Obra densa, colossal que não pode ser lida pelos fracos que querem "leitura fluida". Mas deve ser analisada por aqueles que querem sair da "mediocridade intelectual".