O Infinito e o Finito - Crônicas

    José Herculano Pires

    Editora Espírita Correio Fraterno do ABC
    1983
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788598563527
    Português Brasileiro

    José Herculano Pires manteve, durante muitos anos, no jornal “Diário de São Paulo”, órgão dos Diários e Emissoras Associados, uma coluna de crônicas espíritas, na qual abordava temas de interesse geral relacionados com a doutrina codificada por Allan Kardec. Assinava-as com o pseudônimo de Irmão Saulo. Nesta obra estão reunidas algumas das mais interessantes crônicas do autor, publicadas no referido jornal. Jornalista, filósofo, escritor e professor, Herculano Pires alcançou grande conceito dentro e fora do movimento espírita. Sua produção literária ultrapassa aos oitenta títulos; alguns deles constituem-se verdadeiras obras filosóficas. Herculano dedicou a maior parte de sua existência em favor da Doutrina Espírita, seja buscando interpretá-la com fidelidade, seja defendendo-a dos ataques dos adversários.

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    Rodrigo C. Pereira16/03/2018Resenhou um livro
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    Uma defesa (racional) do uso da razão pelo movimento espírita

    J. Herculano Pires manteve, durante muitos anos, uma coluna espírita no jornal Diário de São Paulo. Neste livro, são reunidas quarenta destas colunas que tratam dos mais variados temas. Do espírito infinito (Deus) ao espírito finito (nós); das pesquisas sobre reencarnação à imortalidade da alma; da doutrina espírita codificada por Kardec aos livros psicografados (com uma crítica PESADA a Ramatis e uma leve passada de mão àqueles ditados por Emmanuel). Há, inclusive, uma coluna dedicada ao deus grego Momo e de como o cristianismo assimilou a festa pagã da carne (o Carnaval). Em resumo, J. Herculano Pires faz uma defesa enfática do uso da razão no estudo do espiritismo ( "Melhor rejeitar nove verdades do que aceitar uma mentira") para repudiar os ataques ao movimento espírita vindos não só de outras religiões, mas de dentro dele mesmo, com o crescimento da mistificação e do fanatismo entre os novos espíritas. "O Espiritismo é uma doutrina de bom-senso, de equilíbrio, de esclarecimento positivo dos problemas espirituais, e não de hipóteses sem base ou de suposições imaginosas." (imagina se ele estivesse vivo hoje...) Fui atraído pela coluna "Significação do Ano Novo para a concepção espírita", onde, em resumo, ele escreve que devemos compreender a relatividade das coisas, sem transformá-las em absolutas; sem apego à realidade transitório do tempo e do espaço. "Cada ano que finda, em nossa existência temporária na Terra, é uma fração do tempo que usamos, bem ou mal, em nosso processo evolutivo. O fim do ano é assim uma oportunidade para avaliarmos o nosso bom ou mal uso do tempo (...) se verificarmos que perdemos o ano que finda, não nos desesperemos. Temos pela frente um ano novo, ainda intacto, como um presente do Eterno, para o nosso desenvolvimento."

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