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    Morder-te o coração -

    Patrícia Reis

    Língua Geral
    2007
    157 páginas
    5h 14m
    ISBN-13: 9788560160129
    Português
    3.8
    60 avaliações
    Leram88Lendo5Querem65Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos6Desejados65Avaliaram60

    No labirinto difícil do amor, um homem acredita ter encontrado a sua outra voz, o seu avesso: uma mulher de quem nada sabe, apenas um conjunto de mentiras, pequenas e grandes, que ela construiu para melhor servir um amor de verão. Para ele – o homem desta história –, o sentimento tem a força de uma vida inteira. Depois de perdê-la, ele a procura como se nessa busca estivesse a sua essência, o melhor de si. Procura pelo mundo inteiro, pelos países que ela confessou ter conhecido (terá?), pelas cidades que relatou com paixão. De uma ilha portuguesa a Veneza, o homem perde o rastro dela e perde-se na tristeza infinita de saber que o seu destino falhou. O amor visto por um homem tem o poder e a dor das coisas maiores. Em Estocolmo, na cidade fria, o personagem refaz a sua forma de viver, de estar com os outros. Encontra uma outra mulher, que não sendo ela, a mulher da sua vida, é alguém que pode abraçar todos os dias. Uma mulher que não faz perguntas, silenciosa, que bebe demais e que o empurra para um triângulo amoroso com uma amiga de origem angolana. Há, em Morder-te o coração, a procura do sexo como instrumento de sobrevivência, como mais-valia de calor humano que nos protege e defende da solidão. Entretanto, em Portugal, a primeira mulher faz o relato da sua infância, do dia em que perdeu o coração, a mãe, o alcoolismo do pai, os homens que a violentaram e perseguiram, o desejo de recomeçar, a tentação da mentira, o fascínio da fotografia, uma tentativa de suicídio. As duas histórias misturam-se. Ele e ela, e ainda ele com mais duas mulheres. Por mero acaso, ele encontra o rosto do amor na internet e foge de Estocolmo numa derradeira tentativa de cumprir o seu destino de felicidade. Porque acredita que ainda é possível. Porque há acontecimentos maiores do que a razão. O que sucede depois são uma sucessão de pequenos acontecimentos que marcam em definitivo os destinos dos personagens. Morder-te o coração não é uma clássica história de amor. É fruto do tempo alucinado em que vivemos. Para o melhor e para o pior.

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    Paula Dutra  PIPA picture
    Paula Dutra PIPA12/02/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Para morder corações

    Em um daqueles dias em que tudo que queremos é um livro que nos morda o coração, eis que me deparo com o pequeno livro de bordas cor de rosa (linda edição da editora Língua Geral), da Patrícia Reis, que eu não conhecia. Mas com uma apresentação linda de Inês Pedrosa e José Eduardo Agualusa, não há o que temer. Li de um fôlego só, feliz por ter encontrado uma escrita apaixonada, cheia de emoção, como eu gosto de ler. "Morder-te o coração" é uma história de amor, mas é sem dúvida fruto desse tempo em que vivemos. Fiquei totalmente envolvida e emocionada com a história. A forma de intercalar as vozes masculina e feminina no texto me lembrou muito o Fazes-me falta da Inês. Bom, e se me fez lembrar da Inês, já dá pra perceber o tanto que eu gostei. Recomendo muito, mas aviso: faz doer o coração. "Esre romance é uma viagem alucinante pelos labirintos do desejo e da solidão, que nos arrasta para lá das convenções dos géneros e do sexo, conduzindo-nos ao conhecimento da vertigem. A escrita transparente e comunicante de Patrícia Reis ganha corpo e espessura nesta narrativa polifónica orquestrada pela obsessão do Grande Amor - aquele cuja luz infinita que simultaneamente cega e acende a verdade íntima de cada um de nós. Este livro morde-nos, de facto, o coração - e é para isso que servem os bons livros". [Inês Pedrosa] "Este (pequeno) livro é precioso (e raro) e deve ser manuseado com cuidado: contém emoções". [José Eduardo Agualusa]

    6 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 60
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas0%
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    Patrícia Reis

    PATRÍCIA REIS nasceu em Lisboa, a 12 de Dezembro de 1970. Começou como jornalista n' O Independente aos dezassete anos. Passou pela revista Sábado, de que foi editora, fez um estágio em Nova Iorque na revista Time e, no regresso dos EUA, colaborou no Expresso, trabalhou nas revistas Marie Claire e Elle e nos «projectos especiais» do jornal Público. Em 1997 passou a colaborar com o atelier de Henrique Cayatte, na produção de conteúdos para a Expo' 98. Desta colaboração surgiu o Atelier 004 de que é directora e que, entre outros projectos, produz a Egoísta. Escreveu a curta biografia de Vasco Santana e o romance fotográfico Beija-me (2006), em co-autoria com João Vilhena, a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008), Antes de Ser Feliz (2009), Por este mundo acima (2011), Contracorpo (2013) e O que nos separa dos outros por causa de um copo de whisky (2014).

    13 Livros
    1 Seguidor

    Patrícia Reis