Quando soube do livro, imaginei que fosse algo como “Destrua esse diário”, onde pudéssemos escrever algumas coisas e passar um tempo cumprindo os desafios propostos, mas me enganei e me surpreendi de uma forma incrível.
“Queime depois de escrever” é um livro intenso, que nos convida a expor o que há de mais profundo e íntimo em nós e ainda nos faz refletir sobre acontecimentos e atitudes que nos trouxeram ao que somos hoje e para onde queremos ir a partir de agora.
“Dizem que artista é quem usa mentiras para dizer a verdade. Uma coisa é certa: é impossível contar a verdade toda, principalmente quando se escreve sobre si mesmo.”
O livro é dividido em três partes, PASSADO, PRESENTE e FUTURO, e em cada uma delas vamos respondendo perguntas, que nos deixam saudosos ao lembrar de coisas e pessoas que passaram pela nossa vida, nos ajudam a analisar o que temos feito atualmente, e também a pensar quais atitudes ou ações devemos manter ou mudar para nos levar a um caminho melhor no futuro.
“Prever o futuro exige uma dose de autoilusão. A dificuldade é que às vezes podemos fazer com que as coisas aconteçam como queremos, e, outras, não.”
Ao terminar o livro, a última coisa em que pensei foi em queimá-lo, mas sim abraçar e guardar como um tesouro, para que daqui a algum tempo eu volte a ler e analisar se o que escrevi ainda fará sentido ou se algo terá mudado. Afinal, a vida é o que fazemos dela e só precisamos ser sinceros com nós mesmos.