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    Sucupira, ame-a ou deixe-a - Venturas e desventuras de Zeca Diabo e sua gente na terra de Odorico, o Bem-Amado

    Dias Gomes

    Bertrand Brasil
    2019
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788528615265
    Português
    4.5
    1 avaliação
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    Sucupira é o Brasil visto pelo lado contrário do binóculo. Não para amesquinhar a visão, mas, apenas, para transformar um imenso universo num minutinho, num microcosmo, onde cabem, reduzidas, miniaturizadas, mas nem por isso escamoteadas, as mazelas, imposturas, maroteiras, malandragens, enfim, a comédia do mundo maior: este país de propalado progresso e escondidas misérias. Nas alegres histórias deste livro, está um território antes verdadeiro do que imaginário. É que Dias Gomes parte de fatos, de acontecimentos, para, em seguida, filtrando-os através da mente criadora, transpô-los para o plano da ficção. E o faz de tal modo que se chega a pensar que esses mesmos fatos e acontecimento sempre foram ficções. Nada mais do que toscas ficções à espera de quem lhes infundisse dignidade artística. Coisa que o teatrólogo baiano realiza com esplêndida competência. O real e o imaginário entram em estreito conúbio, e Sucupira mais a sua gente passam a pertencer à literatura. Dias Gomes cultiva nas suas narrativas desenvolto humor. Mas ao feitio brasileiro. Isto é, de forma folgazã, de gozação e galhofa. Para, através do ridículo e do farsesco, dessacralizar mitos, posturas e comportamentos. --Mário da Silva Brito.

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    Caroline Santos  picture
    Caroline Santos 12/12/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Perfeitinho

    Esse é um livro que me trouxe muitas risadas e muito estresse kkkk, por causa dos personagens, eles foram muito bem escritos e a personalidade deles é únicakkkk. Tem um final bem revoltante, mas essa era a intenção, se não o nome do livro seria outro.

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    Alfredo de Freitas Dias Gomes profile picture

    Alfredo de Freitas Dias Gomes

    Baiano de Salvador, Dias Gomes nasceu em 1922 e faleceu em 1999. Antes de enveredar para o universo da telenovela (onde já atuava sua mulher Janete Clair), Dias Gomes já tinha ganho notoriedade como autor teatral e projeção internacional graças à sua peça "O Pagador de Promessas" (1959). A peça, traduzida para mais de uma dúzia de idiomas, foi encenada em todo o mundo. Adaptada pelo próprio autor para o cinema, O Pagador de Promessas - dirigido por Anselmo Duarte - foi o 1º filme brasileiro indicado ao Oscar e recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1962. Da mesma forma, "O Bem-Amado" foi a 1ª telenovela a cores da televisão brasileira. Em 1964, Dias Gomes foi demitido da Rádio Nacional, da qual era diretor-artístico - pelo Ato Institucional Nº 1 - enquanto O pagador de promessas estreava em Washington. A partir de então, participou de diversas manifestações contra a Censura e em defesa da liberdade de expressão. Ele próprio teve várias peças censuradas durante a vigência do regime militar (O berço do herói, A revolução dos beatos, O pagador de promessas, A invasão, Roque Santeiro, Vamos soltar os demônios ou Amor em campo minado). Fez parte do Conselho de Redação da Revista Civilização Brasileira desde seu lançamento, em 1965. Contratado, desde 1969, pela TV Globo, produziu inúmeras telenovelas, além de minisséries, seriados e especiais (telepeças). Apesar da censura, não interrompeu a produção teatral, e várias peças suas foram encenadas entre 1968 e 1980, destacando-se Dr. Getúlio, sua vida e sua glória (Vargas), em parceria com Ferreira Gullar, encenada no Teatro Leopoldina, de Porto Alegre, em 1969. Após seus primeiros sucessos na TV (Verão Vermelho e Assim na Terra como no Céu, no início dos anos 70), tornou-se um dos maiores autores da telenovela brasileira. Polêmico, criativo, sarcástico, conseguiu subverter a forma folhetinesca, desenvolvendo o drama e a comédia - sem os chavões tradicionais - com uma mistura de fantasia e realismo que caracterizam a sua obra teatral. São exemplos disso Bandeira Dois (1971), O Bem-Amado (1973), O Espigão (1974). Com Saramandaia, de 1976, criou o realismo fantástico na telenovela. Muito perseguido pela censura dos anos de arbítrio, conheceu um duro golpe ao ver sua novela Roque Santeiro impedida de ir ao ar em 1975. Por fim ela chegou aos lares brasileiros dez anos depois, tornando-se um dos maiores sucessos do gênero. A volta de Dias Gomes à dramaturgia teatral se dá em 1977, com As Primícias, "alegoria político-sexual" que vai à cena em 1979. No mesmo ano é lançado no Rio de Janeiro o seu primeiro musical de grande montagem, O Rei de Ramos, uma fábula cuja ação transcorre no mundo do jogo do bicho. Musicada por Francis Hime com letras de Chico Buarque, a peça é, como tantas outras de Dias Gomes, dirigida por Flávio Rangel. E em 1980 chega à cena Campeões do Mundo, texto no qual ele procede a um acerto de contas com a experiência histórica do regime autoritário, mostrando ao público as diferentes motivações dos jovens que optaram pela luta armada para se opor ao regime e brechtianamente estimulando o espectador a tirar suas próprias conclusões. Imortal da Academia Brasileira de Letras - eleito em 11 de abril de 1991, na sucessão de Adonias Filho e recebido pelo Acadêmico Jorge Amado em 16 de julho de 1991 - Dias Gomes morreu num acidente automobilístico em São Paulo em 18 de maio de 1999, com 76 anos.

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    Bahia, Brasil

    Alfredo de Freitas Dias Gomes