A identidade cultural na pós-modernidade -

    Stuart Hall

    Lamparina
    2020
    86 páginas
    2h 52m
    ISBN-10: B08BW8YGZS
    Português Brasileiro

    O homem da sociedade moderna tinha uma identidade bem definida e localizada no mundo social e cultural. No entanto, uma mudança estrutural está fragmentando e deslocando as identidades culturais de classe, de sexualidade, de etnia, de raça e de nacionalidade. As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio. Se antes elas eram sólidas localizações, nas quais os indivíduos se encaixavam socialmente, hoje se encontram com fronteiras menos definidas, o que provoca no indivíduo uma “crise de identidade”. O propósito deste livro é, portanto, explorar algumas das questões sobre a identidade cultural na modernidade tardia e avaliar se existe mesmo essa “crise de identidade”, em que ela consiste e em que direção está indo. Ao desenvolver seus argumentos, Stuart Hall introduz certas complexidades e examina alguns aspectos contraditórios que a noção de “descentração” do sujeito, em sua forma mais simplificada, desconsidera.

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    Cássia Tamyris Sousa picture
    Cássia Tamyris Sousa10/02/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O mais relevante desse livro é a argumentação de Hall de que a concepção do sujeito moderno como unificado, sólido não passa de uma construção, de algo imaginado. Em suas considerações sobre a identidade nacional, ele explica quais mecanismos constroem o sentimento de uma identidade nacional, única e indivisível. Faz percursos pela história para explicar como se dá essa construção de uma identidade nacional, recorrendo a Hobsbawn. Destaca que a "pureza" dos povos hoje tão almejada por fundamentalistas e nacionalistas, na realidade, nunca existiu já que a maioria das nações consiste de culturas separadas que foram unificadas através de conflitos violentos. E exemplifica o próprio povo britânico que se constitiu(na sua alegada "pureza") de um híbrido de celtas, romanos, saxões, vinkings e normandos. Bem "puro", né? Logo o que causa o "desconforto" atual é não poder mais contar com essas linhas bem definidas. O processo de globalização tanto construiu novas identidades como desestabilizou as antigas, mas somente porque ele permite ver para além das construções discursivas as quais estamos acostumados.

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