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    A Autoestrada (Richard Bachman) -

    Richard Bachman, Stephen King

    Suma de Letras
    2009
    347 páginas
    11h 34m
    ISBN-13: 9788581051208
    Português Brasileiro
    3.5
    1526 avaliações
    Leram2167Lendo78Querem1860Relendo2Abandonos75Resenhas228
    Favoritos2Desejados1860Avaliaram1526

    No Meio-Oeste americano, em 1973, época de inquietação política e social nos Estados Unidos, da Guerra do Vietnã e do governo Nixon, Barton George Dawes, funcionário de uma lavanderia, tem sua vida absolutamente desintegrada pela perda de seu único filho, vítima de um tumor inoperável no cérebro. Por conseqüência, todas as relações de sua vida se fragilizam, entre elas o casamento. A construção de uma rodovia interestadual traz à tona um novo embate: sua esposa decide vender a casa onde moram para a empresa responsável pela obra que, por sua vez, pretende demoli-la. Em conflito, Bart se mostra pouco capaz de separar-se do imóvel, interligado afetivamente à sua infância e à memória do filho. Com o casamento em ruínas e já sem emprego, o desnorteado protagonista entra em uma loja para comprar duas armas e muita munição. A amizade com um traficante de carros usados facilita o acesso de Dawes a todo tipo de material explosivo. Aí tem início uma implacável jornada cujo foco é destruição das obras da rodovia, sua inimiga declarada. Publicado originalmente em 1981, A autoestrada é um suspense psicológico eletrizante que alia a marca consagrada de Stephen King ao ponto de vista muito particular de seu alter ego Richard Bachman.The National Book Foundation Medal for Distinguished Contribution to American Letters.

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    Resenhas (228)Ver mais
    Lukas picture
    Lukas15/09/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O clássico “deixei a vida me levar e olha onde estou agora”.

    Essa foi a minha primeira experiência com um livro escrito sob o pseudônimo de Richard Bachman, e queria dizer que foi bem diferente do que eu imaginava. Estava com expectativa, pois por saber do contexto do Bachman eu estava empolgado para iniciar logo em suas histórias. O próprio King descreve o Richard como uma pessoa sem esperanças, sendo assim, sobre esse livro tenho somente algumas coisas a dizer. A Autoestrada vai contar a história de Bart Dawes. Ele trabalha numa lavanderia e em um dia recebe a notícia de que uma autoestrada está sendo construída, mas para esse projeto ter seu andamento ele terá de vender sua casa pois ela está no meio do trajeto e precisará ser demolida. Acontece que vender sua casa não será tão simples assim para o Bart, pois, além de sua vida estar de ponta-cabeça, a casa guarda todas as suas memórias, assim como das gerações de sua família, não tornando isso uma opção para ele. Dawes perdeu muito e agora está prestes a perder mais, assim, a estruturação crescente de sua linha de pensamentos se perfilou aos seus atos, e o final do livro eu particularmente gostei. É bem raivoso, muito Bachman, uma face sombria do King. A história em si é mais brutal e carrega um drama em uma escala diferente dos outros que já tinha lido do autor, dando uma característica ao pseudônimo que o King não explorava tanto nos assinados com seu próprio nome. Foi fácil ver pela perspectiva do Bart e até entender sua dor, mas demorou para acontecer qualquer proximidade. É um livro meio parado, de fato no começo demora um pouco para iniciar as explicações de algumas coisas, o que me deixou impaciente. Apesar de gostar do final, um detalhe do desenvolvimento eu não gostei, pois o protagonista realmente passou por muita coisa, então não sei se foi de propósito para parecer diferente, mas eu não senti tanto aquele apego emocional que o King trabalha nos seus personagens. Não tem o fator da sobrenaturalidade, e seu final me lembrou muito o de uma outra história do King que não posso contar, pois, spoiler. Acho também que muita coisa poderia ter sido explorada, pois poucas cenas são realmente marcantes, e o King tem uma capacidade grande para explorar a expansão da vida de seus personagens, como ele sempre faz, mas aqui me pegou diferente. Me senti mais distante da história, ela é mais realista, mas não tão convidativa no seu decorrer, tornando-a mais mediana. Esperava por algo mais frenético, pelo menos em intervalos de tempo. Se eu não soubesse, não conseguiria suspeitar que o Richard seria o Stephen, então essa época deve ter sido muito louca pros fãs do mestre. E a propósito, recebi uns spoilers pesados de outros livros do King que ainda não li, no final onde tem palavras dele sobre seu pseudônimo, então fica a dica.

    87 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 1526
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas40%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas3%
    Richard Bachman (pseudônimo de Stephen King) profile picture

    Richard Bachman (pseudônimo de Stephen King)

    Richard Bachman (1942–1985) é um pseudônimo (assim como um personagem fictício) do autor de ficção de terror americano Stephen King. King interpreta Bachman na terceira temporada da série de televisão FX "Sons of Anarchy". No início da carreira de King, a opinião geral entre os editores era de que um autor estava limitado a um livro por ano, já que publicar mais seria inaceitável para o público. King, portanto, queria escrever sob outro nome para aumentar sua publicação sem saturar demais o mercado para a "marca" King. Ele convenceu sua editora, Signet Books, a imprimir esses romances sob um pseudônimo. Em sua introdução ao "Os Livros de Bachman", King afirma que adotar o pseudônimo Bachman também foi uma tentativa de dar sentido à sua carreira e tentar responder à questão de saber se seu sucesso foi devido ao talento ou à sorte. Ele diz que lançou deliberadamente os romances de Bachman com a menor presença de marketing possível e fez o possível para "carregar os dados contra" Bachman. King conclui que ainda não encontrou uma resposta para a pergunta "talento versus sorte", pois sentiu que foi descoberto como Bachman muito cedo para saber. O livro de Bachman Thinner (1984) vendeu 28.000 cópias durante sua tiragem inicial - e depois dez vezes mais quando foi revelado que Bachman era, de fato, King. O pseudônimo King originalmente selecionado, Gus Pillsbury, é o nome do avô materno de King, mas no último momento (devido ao pseudônimo ser divulgado) King o mudou para Richard Bachman. "Richard" é uma homenagem ao pseudônimo de longa data do autor de crimes Donald E. Westlake , Richard Stark. (O sobrenome Stark foi usado mais tarde no romance de King The Dark Half, no qual o pseudônimo malévolo de um autor, "George Stark", ganha vida). "Bachman" foi inspirado por Bachman-Turner Overdrive, uma banda de rock and roll que King estava ouvindo na época; seu editor pediu que ele escolhesse um pseudônimo na hora. King forneceu detalhes biográficos para Bachman, inicialmente nas sinopses "sobre o autor" nos primeiros romances. Os "fatos" conhecidos sobre Bachman eram que ele nasceu em Nova York, serviu um período de quatro anos na Guarda Costeira , que ele seguiu com dez anos na Marinha Mercante. Bachman finalmente se estabeleceu no centro rural de New Hampshire, onde administrava uma fazenda leiteira de tamanho médio, escrevendo à noite. Seu quinto romance foi dedicado à esposa, Claudia y Inez Bachman, que também recebeu crédito pela foto falsa do autor na capa do livro. Outros "fatos" sobre o autor foram revelados em despachos publicitários dos editores de Bachman: os Bachmans tiveram um filho, um menino, que morreu em um infeliz acidente ao estilo Stephen King aos seis anos de idade, quando caiu em um poço e se afogou. Em 1982, um tumor cerebral foi descoberto perto da base do cérebro de Bachman; cirurgia complicada removeu-o. Depois que a verdadeira identidade de Bachman foi revelada, despachos publicitários posteriores (e sobre o autor ) revelaram que Bachman morreu repentinamente no final de 1985 de "câncer do pseudônimo".

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    Maine, Estados Unidos da América

    Richard Bachman (pseudônimo de Stephen King)