Revolução e contrarrevolução na Alemanha -

    Leon Trotsky

    Sundermann
    2011
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9798599156636
    Português Brasileiro

    Este livro é o retrato da dura batalha travada por Trotsky, no início dos anos 1930, contra a política sectária e ultra-esquerdista da burocracia stalinista na Alemanha. Em base a uma minuciosa análise da situação internacional e alemã, Trotsky explica qual é a política que deve ser aplicada com vistas a fechar o caminho do poder ao nazismo: a unidade entre todas as forças do proletariado, a defesa física das organizações da classe operária e o combate político-ideológico no seio das classes médias e setores desclassados. Para Trotsky, a única possibilidade de vencer o nazismo é o proletariado se apresentar perante toda a nação como uma força sólida, unida e decidida. Somente desta forma será possível convencer a pequena-burguesia falida e os elementos desclassados da sociedade de que a única saída viável para a Alemanha não reside nem no nazismo, nem na submissão passiva ao tratado de Versalhes, mas na ditadura revolucionária do proletariado e na cooperação econômica com a URSS. “A fascistização do Estado significa (…), antes de tudo e sobretudo, destruir as organizações operárias, reduzir o proletariado a um estado amorfo, criar um sistema de organismos que penetre profundamente nas massas e esteja destinado a impedir a cristalização independente do proletariado. É precisamente nisto que consiste a essência do regime fascista.”

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    Doney Corteletti Stinguel26/09/2022Resenhou um livro
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    Lista de Livros: A Luta Contra o Fascismo, de Leon Trotsky

    Parte I: “Os espíritos ingênuos acreditam que o título de rei mantém o próprio rei em carne e osso, com seu manto de pele e sua coroa. Na realidade, o título de rei nasce das relações entre os homens. O rei só é rei porque sua pessoa reflete interesses e ideologias de milhões de homens. Quando tais relações se erodem na torrente dos acontecimentos, o rei nada mais é que um ser humano desgastado, com um lábio inferior que pende ante aos acontecimentos.” * “Na situação atual do mundo, o tempo é a mais preciosa das matérias-primas.” * “A primeira qualidade de um partido verdadeiramente revolucionário é poder olhar de frente a realidade.” * “Se o Partido Comunista é um partido de esperança revolucionária, o fascismo, como movimento de massas, é então um partido de desespero contrarrevolucionário.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2022/08/a-luta-contra-o-fascismo-revolucao-e.html XXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “A putrefação do capitalismo significa que a questão do poder tem de resolver-se na base das forças produtivas atuais. Prolongando a agonia do regime capitalista, a social-democracia só tem como resultado a decadência contínua da cultura econômica, o fracionamento do proletariado, a gangrena social. Não tem qualquer outra perspectiva diante de si: amanhã será pior do que hoje; depois de amanhã, pior do que amanhã. Mas os chefes da social-democracia não ousam mais prever o futuro. Já possuem todos os vícios da classe dirigente condenada à ruína: uma leviandade, uma paralisia da vontade, uma inclinação a fechar os olhos aos acontecimentos e esperar milagres.” * “O caráter da ação é determinado não pelo jogo de categorias abstratas, mas pela correlação real das forças históricas vivas.” * “O centrismo se contenta com pouca coisa. Mas a revolução exige muito. A revolução exige tudo, integralmente.” * “Um social-democrata assustado ainda não é um revolucionário.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2022/08/a-luta-contra-o-fascismo-revolucao-e_5.html XXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte III: “Quando se trata dos próprios fundamentos da sociedade, não é a aritmética parlamentar que decide, mas a luta.” * “Admitamos que a socialdemocracia, sem intimidar-se perante os seus próprios operários, quisesse vender a Hitler a sua tolerância. Mas o fascismo não faz essa transação: não precisa da tolerância, mas da demolição da socialdemocracia. O governo de Hitler só pode realizar a sua tarefa se quebrar a resistência dos trabalhadores, desfazendo-se de todos os órgãos capazes de tal resistência. Eis em que consiste o papel histórico do fascismo. Os stalinistas se limitam a um julgamento puramente psicológico, ou, mais exatamente, moral, dos covardes e egoístas pequeno-burgueses que dirigem a socialdemocracia. É lícito supor que esses traidores completos se separem da burguesia e se contraponham a ela? Um método tão idealista pouco tem em comum com o marxismo, que não parte daquilo que os homens pensam de si mesmos e do que desejam, mas, antes de tudo, das condições em que estão colocados e do modo como essas condições se transformam.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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