Após a conquista da Itália, Roma dirigiu o seu olhar para o Mediterrâneo. Prontamente surgiram os primeiros conflitos de interesses com as potências da região, que degeneram em longas contendas, como as Guerras Púnicas e Macedônicas. Roma saiu vitoriosa de todas elas e em finais do século 2 a.C. dominava já a bacia mediterrânea. Contudo, estas mesmas conquistas deram lugar a uma profunda crise na República. A rivalidade entre a aristocracia tradicional e os novos ricos, as necessidades da crescente plebe urbana e s exigências de direitos políticos dos aliados romanos, somados à ambição de determinados líderes políticos, acabaram por romper o equilíbrio de forças sobre o qual se apoiava a República romana.
Roma, a nova potência do Mediterrâneo (Descobrir a História #6) - Das Guerras Púnicas à morte de César
Susana Soler Polo
ROMA, Nova potência do mediterraneo das guerras púnicas a morte de César introdução P.7 Roma passou de simples potência hegemônica da Península Itálica a arbitro dos assuntos mediterrânicos, onde todos os territórios iam passar a estar, de uma forma ou outra. P.10 As reformas agrárias dos Gracos constituíram, precisamente , o primeiro ato de uma série de confrontos entre as facções conservadora e popular do senado. Os membros desta última eram favoráveis a aplicação de medidas, que beneficiassem o povo, como a distribuição de terra e cereais gratuitos, enquanto os conservadores, denominados optimates (os melhores homens) queriam zelar pela autoridade da elite senatorial. 1- A conquista do mediterrâneo Ocidental P.14 Voltando a história, já no século VI a.C os cartagineses desvinculam-se da tutela da cidade de Tiro (que passou a ser dominada pelos impérios babilônicos e persas) e iniciaram o seu próprio rumo comercial. Cartago assumiu a liderança sobre as colônias fenícias do mediterraneo central, fundou outros no norte da África e ,mais adiante, na Península Ibérica, Sardenha, Malta, Chipre e Sicília. P.17 Com aprovação do Senado, o cônsul Ápio Cláudio dirigiu um ataque surpresa à guarnição cartaginesa de Messina. O seu plano funcionou: o comandante cartaginês Hanão vacilou perante os romanos, e bateu em retirada. Aterrorizados pelo que pudesse suceder, várias cidades sicílias apressaram-se a firmar tratados com os romanos, entre eles Siracusa, que decidiu mudar de aliado. Cartago reagiu e enviou um exército para a cidade de Agrigento, nas costa meridional da Sicília, mas os romanos não perderam tempo a sitiar a cidade. As tropas cartaginesas que eram constituídas por mercenários fugiram durante a noite para evitar o confronto com o inimigo. Sem ninguém a protegê-la ,Agrigento foi arrasada pelos romanos, como aviso para outras cidades, que rapidamente intuíram o que as esperava se permanecessem ao lado de Cartago. P. 18 A margem deste peculiar exército mercenário é preciso ter em conta que a força principal e distintiva de Cartago frente a Roma foi inicialmente a frota de quinquerremes, com a qual assegurava a frente naval. P. 28 Em 220 a.C Asdrúbal foi assassinado. Esta circunstância colocou em cena uma personalidade militar de primeira ordem que iria revelar-se um dos maiores gênios militares de todos os tempos. Aníbal Barca, filho de Amílcar, que tinha então 25 anos. Anibal ampliou o domínio cartaginês no levante peninsular e no seu avanço decidiu conquistar a estrategica cidade fortificada de Sagunto. Esta cidade ficava a sul de Ebro, por isso em princípio não quebrava o trabalho que Asdrubal tinha firmado com os romanos. P. 32 As vistorias de Aníbal juntou-se ao controle dos territórios ibéricos, que proporcionam recursos e tropas, os apoios de Felipe V da Macedônia e de Siracusa. Como se não bastasse, a Sardenha parecia prestes a revoltar-se contra os romanos, mas, então repentinamente tudo começou a mudar. P. 48 Veriato foi assassinado por guerreiros seus que aceitaram um suborno do Cônsul Cepião. P. 50 A queda de Numância colocou um ponto final na resistência da população da Península Ibérica ao domínio romano, embora os foros de rebelião se prolongassem até o século I a.C. De qualquer forma, a conquista da Hispânia não terminaria até a época de Augusto, o primeiro imperador Romano. 2- Roma surge no oriente P.51 Como veremos neste capítulo, o desenrolar destas guerras determinou a relação de Roma com as cidades helênicas. os dias de glória política e militar da Grécia tinham ficado para trás, mas a sua língua e sua cultura eram há séculos sinônimos de civilização, e continuam a sê-lo um prestígio que condicionou a atitude inicial dos romanos perante os gregos. P. 52 desde modo, o longo capítulo da história grega que vai desde a morte de Alexandre até a vitória de Octávio em Ácio em 31 a.C, frente a Marco Antônio e Cleópatra recebeu a designação de Época Helenística, um período em que o mediterraneo oriental esteve dividido num cenário instável de reinos, coligações de cidades denominadas ligas, e cidades independentes. P.57 Flamínio cumpriu a sua palavra com a retirada das tropas, mas o certo é que Roma considerava que a Grécia se encontrava sob a sua proteção, o que constitui uma afronta para os anseios , expansionistas do rei Seleîcida da Síria, Antíoco III, que não por acaso, recebera o codinome de o Grande. P. 63 Roma tinha deixado de ser defensora da liberdade dos gregos. Entre outras represálias à liberdade dos gregos. Entre outras represálias aṕos a derrota de Perseu da Macedônia, os romanos obrigaram as várias cidades a abandonar a Liga Aqueia para assim a debilitar e colocaram na sua liderança Calícrates, um colaboracionista. 3- A crise da República p. 68 No século II a.C assistiu também ao aparecimento de uma nova classe: a dos equites. Originalmente, os equites, os equestres, eram os cidadãos mais ricos, que serviam na cavalaria do exército, por isso, no início da República, não havia uma diferença clara entre equites e senadores. P. 70 Perante esta ebulição social, a elite rica que monopolizava o poder político e propriedade agrária esforçou-se por manter os seus privilégios a qualquer custo. o motivo da tensão entre classes foi a violência que começou em 133 a.C com acesso de Tibério Semprôrio ao cargo de tribuno da plebe Graco. P. 70 Durante a República Tardia, deu se uma polarização entre os que se intitulam optimates (os melhores homens) defensores do poder oligárquico sensorial que queriam suprir os poderes políticos dos tribunos da plebe, limitar as concessões de cidadania romana e impedir as reformas agrárias, e os populares, mais sensíveis às necessidades da plebe e em especial, impulsionadores de projetos de reforma agrária para ajudar a pequena propriedade agrícola a favorecer a distribuição de alimentos subvencionadas pelo Estado. As primeiras medidas deste segundo grupo estiveram a cargo dos irmãos Graco, que como tribunos da plebe atraíram a ida da facção conservadora do senado. p. 72 Desde modo, Tibério conseguiu que a sua lei fosse aprovada e que uma comissão de triunviros (ele próprio, o seu sogro e o seu irmão mais novo, Caio Graco) autorizasse a adjudicação das terras. P. 74 Tibério foi o primeiro entre a elite a utilizar o desconetnamento popular como meio de promocao pessoal , e o seu assassinato foi mais uma reação e mdeo perante a sua força- estava a utilizar o poder da ASsembleia dop poco ocontra a autorizdade do senado do que uma recusa da sua legislação uma vez que a suas medidas continuaram a ser aplicdas apos a sua morte. Assim a reforma agrária manteve-se em vigor durante vários anos ( até que em 111 a.C uma nova lei veio converter todos os lotes redistribuídos pela comissão agrária em propriedade privada, totalmente inalienável. p.75 o irmão mais novo de Tibério, Caio Semprorio Graco, foi eliot tribuni da plebe em 123 a.C , dez anos depois do assassinato do seu irmao, e pôs em marcha um progra,a politico muito mais ambicioso e extenso. Caio concentrou-se na fundação de novas colônias em vez de na redistribuição de terras. p. 75 Outra das suas iniciativas foi a lei do Cereal, segundo a qual o Estado deve armazená-lo em grandes quantidades e vendê-lo uma vez por mês por um preço inferior ao mercado. P. 75 Para custear as leis de Graco foi preciso aumentar a coleta do Estado e aplicar uma série de medidas. P. 77 Apesar da oposição gerada pelas propostas de Caio, as suas leis foram aprovadas sem tentativas de vetos e , ao contrário do seu irmão, foi sem dificuldades reeleito tribuno no ano 122a .C juntamente com Fúlvio Flaco. P. 80 Roma é uma cidade à venda, e os seus dias estão contados quando for encontrado um comprador, disse ao referir-se a ambição e a corrupção dos senadores romanos, que permitiram que o soberano continuasse a atuar impunemente. Jugurta, rei númida p.81 Deste modo, em 195 a.c Mário conseguiu colocar a numídia sob o controle do exército romano, e Jugurta teve de procurar refúgio junto do sogro, o rei Boco da Mauritânia. Este não desejava expor-se a uma declaração de guerra de Roma , por isso disponibilizou-se para negociar , e o questor Mário, Lúcio Cornélio Sila, persuadiu-o a entregar jugurta, o que colocou um ponto final na guerra. Mario, regressou triunfante a Rooma, e soube que tinha sido eleito in absentia, para um segundo consulado em 104 a.C Precisavam dele na guerra contra os cimbros e os teutões. P 82 Em 102 a.C os germanos dirigiam-se para a península itálica, mas mario reeleito consul em 104 a.C tinha aproveitado todo este tempo para reorganizar o exército . P. 85 segundo o historiador Políbio o exército romano: Existem quatro legiões, duas sob o comando de casa consul. Cada legião era constituída por 4000 soldados de infantaria e 200 de cavalaria, embora o número pudesse chegar a 5000, se fosse necessário. Os cônsules elegem 24 tribunos que deveriam pertencer a ordem dos equites, seis por cada região. p. 87 além de abrir o exército aos mais pobres como vimos anteriormente, Caio Mário substituiu o manípulo pela corte como unidade tatica de combate, e a legião passou a ser formada por dez coortes de 480 soldados, em vez de 30 manípulos, embora também se tenha sustentado que Mario aumentou o número de soldados de cada legiao de 4800 para 6000 P. 88 A transformação substancial seguinte foi da responsabilidade de Júlio César, que abriu o caminho para a formação do exército imperial. Cesar ampliou as mobilizações de soldados para as suas campanhas nas Gálias e foi recrutado homens do norte do rio Pó, que não eram cidadãos romanos de pleno direito, mas tinham o que se denominava o status latino, uma cidadania de Segunda Classe. p. 88 Caio Mario foi o primeiro dos grandes senhores da guerra que dominavam o ultimo seculo da República contudo, não foi Mário o primeiro a tomar ester caminho mas sim seu rival, Lúcio Cornélio Sila. P. 89 E nesse contexto das lutas pelo poder em Roma que devem ser entendidas as guerras midiáticas assim chamadas por terem sido dirigidas contro o rei Mitridates do Ponto, entre 88 e 63 a.C. p.91 Sila foi declarado inimigo público e a sua casa foi arrasada . Caio Mário, já com 70 anos, morria a 13 de janeiro de 86 a.C no início do seu sétimo consulado. p.93 como vimos, durante os cinco anos que Sila dedicou a sua campanha só o oriente, os seus inimigos em Roma tinham ocupado o poder. Sila regressou a Itália para marchar de novo sobre a cidade com as suas tropas, com a colaboração de Cneu Pompeu e Marco Licínio Crasso, dois jovens ambiciosos que tinham recrutado os seus próprios exércitos privados. p.93 Muitos deles perderam a vida, e as propriedades confiscadas aos proscritos serviram para enriquecer os seguidores de Sila entre os quais se destacava Crasso- que as adquiriram por valores irrisórios. p. 94 Em simultâneo, reduziu os poderes dos tribunos da plebe, limitou o seu direito de veto com em caso de proteção de pessoas e impediu-os de interferir em assuntos de Estado, além de estabelecer que, a partir de então, as leis propostas pelos triunos precisavam de aprovação senatorial, como medida final decretou que o exército do cargo politico, com o objetivo de que os homens ávidos de poder se recusassem a desempenhar aquele cargo, que tinha permitido usar a pressão popular como meio de ascensão politica. Uma vezz finalizada a sua restauração da República, Sila surpreendeu todos ao reiniciar voluntariamente ao seu poder de ditador e retirando-se por completo da vida pública. P. 95 o carisma e o gênio militar de Espártaco transformaram uma revolta de gladiadores na maior rebelião da história de Roma. p. 95 de origem Trácia, Espártaco foi capturado como escravo e levado para a escola de gladiadores de Lêntulo Batiato, em Cápua, de onde fugiu em 73 a.C. Juntamente com outros 70 gladiadores. Depois de derrotarem nove legiões em dois anos, atacaram as cidades do sul da Itália e chegaram a congregar 90 000 homens nas suas fileiras; p. 97 para sua desventura, entrou entao em cena Marco Licínio Crasso, que diziam ser o homem mais rico de Roma, em grande parte graças as suas abundantes terras, cultivadas por numerosos escravos. p. 98 finalmente, no mes de maio, este encurralou Espártaco e forçou-o a uma última batalha campal, á qual o gladiador não resistiu. Seis mil sobreviventes foram crucificados ao longo da via ápia, que naquela época se estendia de Cápua a Roma, para servirem de advertência e recordação a todos que se atrevessem a sonhar opor-se a ordem estabelecida pelos romanos. 4- Os anos finais da República p.103 a história da derradeira crise da república começou com a ascensão de Pompeu, outro homem que desafiou o princípio republicano fundamental de que a autoridade recai coletivamente sobre o senado. p.105 esta era a primeira vez em que Lúcio Sérgio Catilina, membro de uma das mais antigas famílias patircias se apresentava como candidato. Porém como tinha pendente sobre ele um julgamento por extorsão durante o seu exercício como governador em África, a sua candidatura foi recusada. . P.105 participou nas proscrições de Sila e conta-se qque assassinou a sua primeira mulher e o filho para se poder casar com a abastada Aurélia Orestila. Foi também julgado por adultério com uma vestal, embora tenha sido absolvido graãs ao testemunho de uinto Estácio Cátulo, o porta voz dos optimates até a ascensão de Catão o jovem. p. 105 depois de uma tentativa falhada de golpe de estado no ano de 65 a.C em que se procurou assassinar os cônsules, Catilina liderou uma nova conspiração em 63 a.C na qual participaram tanto outros nobres que se sentiam marginalizados como veteranos descontentes com as dificuldades das suas novas vidas de camponeses, e também a plebe que vivia na miséria. P. 105 A conspiração arrancou quando Catilina foi novamente derrotada pelo consulado, tinha recorrido abertamente ao suborno para ser eleito, e Cícero, que era um dos cônsules, fez aprovar uma lei contra esse tipo de práticas eleitorais. Como resposta, Catilina ordenou aos seus companheiros, que Cícero e outros senadores relevantes fossem assassinados no dia das eleições mas Cícero, prevenido, adiou a votação para discutir a tentativa de golpe no Senado: em 21 de outubro do ano 63a .C apresentou provas de que Catilina estava a preparar uma conspiração contra a República e o poder do Senado. Quo usque tandem abutere, Catiliniam patientia nostra? (Quanto tempo, Catilina abusar da nossa paciência?) Foi a abertura do seu famoso discurso. P 106 Cícero exigiu que Catilina e os seus seguidores abandonassem Roma. Este refugiou-se no bom nome de sua nobre família para desmentir as acusações formuladas por um homem novo, Cícero, que tinha origem humilde. No entanto, o Senado decidiu promulgar um decreto final (Senatus consultum ultimum) que outorgava poderes extraordinários ao cônsul Cícero e Catilina abandonou Roma nesse mesmo dia. P.108 Catilina e os restantes conspiradores morreram em janeiro de 62 a.C, nas proximidades de Pistoia ( Toscana), pela mão de um enviado do cônsul Antônio Híbrida. P. 109 Caio Júlio César pertencia a uma família patrícia que tomara o partido de Caio Mário, contra Sila. As simpatias da sua família dificultaram a sua ascensão política, por isso precisava de apoios relevantes que garantisse a sua carreira. Pompeu poderia, sem dúvida, ser um bom avalista, pelo que César apoiou as leis que lhe entregaram o comando contra os piratas e na guerra contra Mitrídates no Oriente. Outra das suas estratégias foi o casamento com uma neta de Sila, Pompeu, para ganhar respeitabilidade entre os conservadores. Empenhou também em conquistar o afeto da plebe através do patrocínio de jogos públicos e do embelezamento da cidade, quando foi edil no ano 65 a.C. Esta política resultou no seu endividamento, o que o obrigou a recorrer ao apoio financeiro de Crasso, P. 111 Este episódio constituiu o início de uma aliança extra-oficial entre César, Pompeu e Crasso, que uniram as suas forças para impor as suas iniciativas face à resistência de Bíbulo, Catão e dos restantes dos optimates. Essa aliança ficou conhecida como Primeiro Triunvirato. P. 114 Para César, a campanha das gálias era de vital importância: necessitava de um grande triunfo militar para compensar a popularidade e a riqueza de Crasso e Pompeu. P 119 Júlia filha de César e mulher de Pompeu, morreu ao dar a Luz, pelo que a aliança política entre ambos ficou debilitada. Não tardou a saber-se que a invasão da Pártia por Crasso se tinha soldados com a morte deste e uma humilhante derrota. Era o fim do triunvirato. p.120 Pompeu restabeleceu a ordem pública e a fez provar novas leis sobre o suborno e a violência. No entanto, nem todas as suas medidas foram isentadas de polêmica. Assim, após a morte de Júlia, Pompeu casara-se com Cornélia, filha de Cornélio Metelo Cipião, sobre quem também recai acusação de suborno. Pompeu assegurou que seu sogro era inocente e eleito Cônsul. Elaborou uma lei que exigia que todos candidatos a magistraturas apresentassem pessoalmente a sua candidatura, acrescentou uma cláusula que eximia César, para que pudesse determinar sua campanha nas Gálias sem temer que os seus inimigos políticos o processassem em Roma quando perdesse a imunidade que seu mandato garantia. P.120 Pompeu acabou por aceitar que fosse debatido no senado a questão sobre as províncias da Gália no ano 50 a.C. P. 121 Argumentou que César tinha de abandonar as províncias, o que o deixaria vulnerável no intervalo entre a renúncia ao seu mandato e uma hipotética eleição para o cargo de cônsul no ano 49 a.C. Isto obrigava-o a marchar sobre Roma. Diante de seus soldados, César acusou Pompeu de se ter aliado aos optimates contra os interesses do povo romano. No senado, Metelo Cipião conseguiu a aprovação de um decreto último que estabelecia que, caso César não aceitasse dispensar o seu exército, seria julgado por atentar contra a República. Decorria o dia 7 de janeiro de 49 a.C. Os tribunos da plebe, Quinto Cássio e Marco Antônio abandonaram Roma para se juntar a César. P123 A 11 de janeiro, Júlio César atravessou o Rubição, a fronteira entre Itália e a Gália Cisalpina. P.123 Após a derrota Pompeu fugiu para o Egito, onde foi assassinato por funcionarios do faró Ptolomeu XIII, que tinha apenas 13 anos. Com essa ação o monarca queria cair nas graças de César, uma vez que, nesse momento o Egito se encontrava mergulhado numa guerra civil entre partidários de Ptolomeu XIII e Cleópatra VII. No entanto César mostrou-se horrorizado com os seus assassinos. Aliou-se a irmã de Ptolomeu a jovem Cleópatra de 17 anos.
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