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    Dez dias no manicômio (Coleção Meia-Azul) -

    Nellie Bly

    Imã Editorial
    2020
    206 páginas
    6h 52m
    ISBN-13: 9786586419054
    Português Brasileiro
    4
    261 avaliações
    Leram352Lendo21Querem194Relendo0Abandonos5Resenhas57
    Favoritos7Desejados194Avaliaram261

    Uma garota foi declarada louca e trancada no manicômio... e esse era seu plano o tempo todo. A garota era Nellie Bly, destemida repórter que queria investigar como as pacientes eram tratadas e acabou denunciando a tortura e o abandono não só das doentes mentais, como o de muitas mulheres sãs, que a sociedade tachava como “indesejáveis”. Foi a primeira reportagem da jornalista que ― quando se dizia que redações não eram lugar para mulher ― foi aonde quis (deu até a volta ao mundo em 72 dias!), fez história e detonou preconceitos. "Feminista, Nellie Bly teve um papel fundamental na conquista de direitos civis das americanas. Suas ideias, muito à frente do seu tempo, iluminaram o caminho. Bly não é apenas sinônimo de coragem. Sua trajetória extraordinária é fonte de inspiração dos que seguem lutando na construção de uma sociedade mais justa, solidária e humana." ― Do prefácio de Daniela Arbex, autora de Holocausto brasileiro.

    Edições (3)

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    Resenhas (57)Ver mais
    Del Mendes picture
    Del Mendes15/11/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Enquanto eu estiver vivo tenho esperanças

    Enquanto eu estiver vivo, tenho esperanças. Numa época em que as mulheres eram tratadas com desprezo e cansada de escrever textos sobre teatro e artes, Nellie Bly, pseudônimo de Elizabeth Cochran, foi uma jornalista estadunidense que, em 1887, fez a audaciosa façanha de tornar-se interna em um manicômio na ilha de Blackwell, em Nova York, para assim relatar e denunciar os horrores que aconteciam entre suas paredes. Nem sempre as internas eram mulheres com transtornos psiquiátricos. Muitas delas eram mulheres estrangeiras, pobres ou com algum tipo de doença. As pacientes sofriam sem proteção contra o frio, os alimentos servidos eram de péssima qualidade e ainda sofriam maus-tratos por parte das enfermeiras. Após os 10 dias em que ficou internada, Nellie publicou em jornal tudo o que viveu, as histórias de algumas dessas moças e também um relatório sugerindo algumas mudanças no tratamento dado às pacientes, levando assim a um aumento no orçamento destinado à instituição com o intuito de melhorar a qualidade de vida das pacientes. A escrita é bem fluida o que me fez mergulhar nessa história de cabeça esquecendo do tempo enquanto estava debruçado sobre estas páginas.

    36 curtidas

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    Avaliações

    4 / 261
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas40%
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    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Elizabeth Cochran Seaman profile picture

    Elizabeth Cochran Seaman

    Elizabeth Cochran Seaman (Armstrong, 5 de maio de 1864 — Nova Iorque, 27 de janeiro de 1922), mais conhecida pelo pseudônimo Nellie Bly, foi uma jornalista estadunidense. Foi também escritora, inventora, administradora e voluntária em obras de caridade, mais conhecida por sua viagem de circunavegação do globo em 72 dias, simulando a viagem ficcional de Phileas Fogg, no livro de Júlio Verne. Foi também pioneira nas reportagens investigativas, fingindo insanidades para estudar uma instituição para tratamento de doentes mentais por dentro.

    13 Livros
    3 Seguidores
    Pensilvânia, Estados Unidos da América

    Elizabeth Cochran Seaman