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    Como e por que sou romancista (Coleção Claraboia/Ensaios) -

    José de Alencar

    Moinhos
    2017
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-13: 9788592579388
    Português Brasileiro
    3.6
    18 avaliações
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    “Como e porque sou romancista” é um texto de um período atribulado de sua existência literária. Escrito em 1873 em forma de carta, ele só foi publicado postumamente pelo seu filho, Mário de Alencar, em 1893. Embora o título sugira, e o próprio autor o defina como uma “autobiografia literária”, o texto não deixa de apresentar certos posicionamentos com respeito aos dilemas enfrentados por Alencar em todas as esferas de sua vida pública. Pode-se dizer que “Como e porque sou romancista” é o testemunho contundente de um homem de letras de seu tempo, ponderando sobre as condições específicas de produção intelectual no Brasil da segunda metade do século XIX. Narrar o processo de formação do escritor desde a instrução elementar, passando pelas bancadas acadêmicas de São Paulo e Olinda, até a consagração como um dos mais importantes autores do catálogo da editora Garnier, permitiu a Alencar destacar aspectos que vão além de suas próprias circunstâncias individuais, possibilitando uma compreensão mais ampla do processo formativo em âmbito nacional. Trecho da apresentação por Marcus Vinicius Soares Nogueira, Professor de Literatura Brasileira na UERJ.

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    Letícia Alves picture
    Letícia Alves09/10/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma carta sobre ser escritor!

    Esse texto, uma carta escrita em 1873 e publicada postumamente em 1893 por seu filho. Traz de forma resumida, mas com grande valor, a trajetória de José de Alencar, tanto da sua vida pessoal como literária. Alencar vai pontuando como escrevia seus textos, as dificuldades de se estabelecer tanto como advogado quanto como escritor. Trazendo informações sobre a sua escrita, publicação, e o grande achado de um editor. Tornando-se assim um nome de peso dentro da Editora Garnier naquela época. Dele eu já li Encarnação, Diva e Lucíola. E abandonei O guarani faltando poucas páginas para o final, em uma leitura obrigatória quando era adolescente e estava no ensino médio. Mas gostei dos 03 livros que li! Após a leitura dessa carta, eu penso em me aventurar e outros livros do autor. Recomendo a leitura desse pequeno mas interessante texto!

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    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

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    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar