Não contem com o fim do livro, junta dois bibliófilos (Jean-Claude Carrière e Umberto Eco) e um jornalista que os intermedeia (Jean-Philippe de Tonnac) para discutir justamente o que o título afirma: o objeto livro não sumirá. O livro é de 2009, 2010 e, mesmo com os tais livros eletrônicos despontando no horizonte, os especialistas provam que o livro de papel se mostra superior aos outros suportes que começavam a aparecer na época e, certamente, aos que vierem a aparecer depois nada o supera, quanto à praticidade e à facilidade em acessá-lo (tanto que o comparam com a roda, com a tesoura e afins). Os autores, em muitas das vezes, divagam um pouco (tá bom, vai, muito!) quanto ao tema, afinal, falar de livros é falar de gostos, afinidades, obsessões; é algo muito pessoal, particular, contudo, eles o fazem de uma forma bem lúcida, entusiasmada, apaixonante e bem consciente culturalmente, politicamente e historicamente. Por isso, vale, demais, essa viajada com esses três cavaleiros do não-apocalipse (na verdade, são quatro, se você considerar o tradutor André Telles)!!