A filosofia perene - Uma interpretação dos grandes místicos do Oriente e do Ocidente

    Aldous Huxley

    Biblioteca Azul
    2020
    498 páginas
    16h 36m
    ISBN-10: B08K9DYFSZ
    Português Brasileiro

    A síntese do conhecimento sagrado de todos os tempos Lançado treze anos após o clássico Admirável mundo novo, obra de Aldous Huxley tem nova tradução. O termo “filosofia perene” surgiu em 1540, como a ideia de que os conhecimentos místicos de todos os tempos revelassem um tipo de sabedoria primeira, da qual todas as outras seriam provenientes. Ao aproximar as principais obras da espiritualidade oriental e ocidental, Aldous Huxley escreveu A filosofia perene, um estudo de misticismo comparado, com textos de diversas tradições espirituais: zen-budismo, hinduísmo, taoísmo, misticismo cristão e islamismo reunindo trechos comentados de obras como o Tao-Te King, Bhagavad Gita, O livro tibetano dos mortos e muitos outros. Com esta obra, escrita durante a Segunda Guerra Mundial, Huxley pretendia um verdadeiro exercício espiritual contemplativo, aliando conhecimento e prática suprarreligiosa, como uma meditação guiada por recortes acerca de núcleos fundamentais desses saberes milenares. Com tradução de Adriano Scandolara, a obra traz capítulos nomeados como “Verdade”, “Silêncio” e “Fé”, com citações de grandes líderes espirituais que conduzem o leitor a um lugar dentro de si em que essas vozes se tornam vivas.

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    Izabel Wagner10/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Outro lado dos mesmos lados de Huxley Oo

    "A Filosofia Perene, enquanto teoria filosófica do conhecimento, relata a existência de intersecções perceptíveis não apenas entre os princípios fundamentais das religiões humanas, mas também entre os saberes provenientes de todo e qualquer período histórico que, por motivos que me são ignorados, demonstram uma espécie de saber essencial do qual todo pensamento humano seria proveniente. Nesse sentido, o texto de Aldous Huxley apresenta-se de maneira encantadoramente explicativa, possibilitando o contato do leitor com trechos de obras que, provavelmente, permaneceriam distantes de seu círculo de leituras. Dispostos em sequência e elucidados por um escritor que, embora crítico e questionador, em momento algum desrespeita autores e religiosidades, os ensinamentos cristãos, hindus, budistas ou islâmicos evidenciam uma proximidade essencial na mesma medida em que revelam os pontos de ruptura entre os saberes humanos, os preceitos da filosofia perene e os caminhos para a constituição de um ser enquanto ser individual pertencente a uma comunidade global. É neste aspecto do livro que, aos olhos desta humilde e reflexiva leitora, Aldous Huxley acerta! Demonstrando o quanto a espiritualidade – aqui expressamente livre de cargas religiosas tendenciosas – necessita interligar-se aos âmbitos sociais, culturais, políticos, econômicos, científicos e ambientais da vida humana para que, em equilíbrio, não somente construa uma realidade harmônica, mas para que alguns dos principais desafios e consequências negativas da atualidade transformem-se em passado devidamente superado. Seguindo por esta linha de raciocínio, A Filosofia Perene direciona o leitor por entre reflexões que formulam cenários holísticos – no âmbito da estruturação de conexões entre realidade e vivências interiores e realidade e contextos exteriores – oportunizando, àqueles cujas tendências críticas e espirituais aproximam-se das ideias do texto, o encontro com perspectivas que, não apenas aprimoram suas estruturas mentais e posicionamento de mundo, como também descortinam elementos pouco evidenciados por suas meditações. Deste modo, o livro se apresenta como uma verdadeira jornada filosófica espiritual, carregando os sabres e ensinamentos fundamentais da mentalidade religiosa humana e expressando, direta ou indiretamente, a veracidade deste saber essencial." * Trecho da resenha previamente publicada no Estante Diagonal *

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