A partir da reunião de textos derivados de gêneros diversos, produzidos na época da adolescência (sempre ela!), decidi formatar tudo e fazer as devidas conversões para publicar no site Amazon.
Não posso ostentar competência alguma de escrita, já que tudo o que meu livrinho contém são cismas, impressões, poemas e contos nascidos naquele período da vida em que todos somos inexperientes, repletos de aspirações, sonhos, rebeldias cruas e descobertas. Mas posso garantir uma leitura que talvez se identifique com quem possui sensibilidade suficiente para reconhecer certos traços emocionais da juventude.
A propósito: o nome hipógrafo é de minha concepção. Inventei a palavra por uma razão toda particular. Explico, sem peso na consciência:
A palavra é a junção de um prefixo e um sufixo, dois pedaços de palavras, de origem grega. Hipo é um prefixo oriundo do grego hypós, que significa abaixo. O sufixo -grafo vem do grego graphía, e significa escrita, registro. E o que isso tem a ver? Uma escrita abaixo?
Sempre menosprezei meus próprios textos. Na verdade, menosprezo muita coisa que eu mesmo faço: é um defeito que carrego desde sempre. Não acho minhas aulas boas, não sinto que estou sendo competente, eficaz. Simplificando, minha autoimagem é reduzida por mim.
Em termos mais simples, hipógrafo poderia significar escrita desimportante, escrita fraca ou escrita depreciada. Tire suas conclusões.