Batman: A Maldição do Cavaleiro Branco 9 é o capítulo final da minissérie de Sean Murphy e com ele um final emocionante e uma promessa de futuro brilhante para o Murphyverse.
E tudo isso foi possível graças ao roteiro ágil e poderoso do quadrinista norte-americano que soube utilizar vários elementos já conhecidos de longa data dos fãs tornando todo esse novo universo um ambiente familiar, mas ao mesmo tempo dando a antigas questões, tramas e cisões todo uma nova força.
Como por exemplo, a forma como Murphy condensou e reescreveu o enredo de A queda do Morcego na segunda metade da minissérie para cá. Tanto que nesta última HQ vários elementos da saga da década de 90 podem ser encontrados. O que apenas aumenta a sensação de dever de casa feito pelo autor.
Quanto ao fechamento da minissérie, aqui tudo também termina com uma grande batalha. Bruce e Jean-Paul, dois homens escravos do dever, percorrendo uma trilha de batalhas, ligados não pelo sangue, mas pelo destino, como o próprio Azrael diz a um reticente Batman.
Em meio a uma extensa batalha, que se arrasta pelas ruas de Gotham, finalmente temos a verdade revelada ao sabermos o passado da família Valley. E temos que destacar o trabalho brilhante de Matt Hollingsworth. Suas cores fazem com que Gotham arda de acordo com a intensidade da contenda.
Contudo, o que também marca o fim da Gotham como a conhecemos é também um novo começo para a cidade. E como um agricultor Murphy ara o terreno de forma que as sementes ali plantadas possam ser colhidas no momento certo.
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