Li "A comedia dos erros" alguns anos atrás, e na época já tinha como certo uma futura releitura, tanto que não me desfiz do livro. De antemão quero dizer que mantenho as cinco estrelas dadas. Fico pensando o quanto o estilo da narrativa de Sophie Kinsella assemelha-se ao de Shakespeare, guardadas as devidas proporções, claro! Críticos e especialistas vão querer meu fígado por pensar isso. Mas seria o bardo um precursor do chiclit? Afinal as comédias românticas são aparentemente leituras rápidas e rasas e absolutamente clichés. E muita gente pode pensar isso ao ler "A comédia dos erros", ou "As alegres comadres de Windsor", sim são leituras rápidas, divertidas, mas em sendo comédias não são críticas? Isso sim não seria uma análise rápida e rasa? Grifos: "os diálogos introduzem considerações sobre a condição feminina e sobre a condição servil; há credores e devedores e a honra de cada um; discute- se o lugar do ciúme no casamento; existe uma autoridade política que procura administrar justiça com compaixão; mais importante ainda, há a busca pela identidade própria." Beatriz Viegas (na apresentação) 28/10/2021
A comédia dos erros
William Shakespeare
L&PM Pocket
2004
62 páginas
2h 4m
ISBN-10: B00G3HVTIQ
Português Brasileiro
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