Após conseguir abater com sucesso o dragão “devorador de naves” que estava colocado à prêmio e conseguir o dinheiro para pagar o conserto da nave, o grupo chega em Harley, uma das maiores cidades do mundo. Os tripulantes resolvem aproveitar os raros momentos de folga indo comer na cidade. Ao entrarem num restaurante, Mika reencontra Kujo, um veterano e antigo parceiro de caça. Ele conta aos outros como Mika, um novato na época, começou a voar com ele num pequeno barco de caça.
Caçando Dragões #05 (Kuutei Dragons #5) -
Taku Kuwabara
Edições (1)
Ver maisO quinto volume é um epílogo para o que acontece no último volume. Temos a amarração da história de Vanney e Bruno, sendo que a primeira tem uma espécie de mudança em sua perspectiva de vida. A partir daí veremos dois volumes e meio focados no membro mais insano da tripulação do Quin Zaza: Mika. Vamos conhecer como ele aprendeu a caçar dragões e quem foi seu mentor. E tentar aprender um pouco mais sobre o ar de estranheza que paira sobre o personagem. Não que todas as nossas perguntas serão resolvidas no final do volume seis, mas estaremos mais cientes de sua motivação e seus objetivos de vida. Sei que pego muito no pé deste mangá, mas ele tem subido bastante de nível e apresentado uma narrativa consistente, só a arte que acaba não sendo. Ela alterna momentos de brilhantismo e inovação, com algo absolutamente chato e regular. E nesse volume vamos conhecer também um pouco mais sobre as organizações humanas presentes nas cidades e como elas lidam com dragões. Artisticamente, a quinta edição era justamente o que mencionei no parágrafo acima: irregular. Dois terços desta edição são dedicadas a uma arte comum e sem grandes ideias com personagens conversando uns com os outros em quadros brancos e sem graça. No que diz respeito a tipos físicos, Kuwabara não é alguém que você vá esperar por revoluções. Ele usa padrões típicos de fisioologia, mudando os cabelos, ou o rosto ou acrescentando alguma particularidade. Isso é ruim, principalmente quando você lida com grupos grandes de personagens ou decide mostrar uma cidade. Há uma falta de variabilidade entre aqueles que passam ao fundo do cenário ou sequer entre novos personagens. Falei dois problemas, mas não é uma edição só com problemas. Kuwabara começou a acrescentar mais detalhes no fundo, inserindo formas específicas nas casas ou até produtos diferenciados no mercado. Adorei a ideia de uma oficina em ruínas onde o Kujo fica com sua antiga nave. Senti também uma certa inspiração em cenários steampunk, o que oferece toda uma série de novas possibilidades para a narrativa. Ou seja, não é um cenário de fantasia comum, tendo alguma coisa que o diferencie dos demais. Logo no começo da história, temos a exploração da visão de Bruno e suas percepções sobre o que ele viveu na última edição. Diante de tantas coisas, é inegável que isso o fez abrir seus olhos. Sendo um pesquisador obcecado com seu objeto de pesquisa (olha o clichê aí), ele se torna alguém antissocial ou que não vê importância no contato com outras pessoas. Ao final da aventura ele se dá conta de como é essencial ter pessoas nas quais ele possa confiar. Além de poder enxergar os caçadores de dragões a partir de outra perspectiva. Bruno e Vanney ensinam valiosas lições um para o outro. Vanney admite gostar do que faz e encara uma outra visão sobre os animais que eles caçam: suas características, diferenças, particularidades. Mais do que isso, ela se da conta de o quanto é querida pelos membros da tripulação. Nesses capítulos iniciais chegamos até a ver como ela entrou no Quin Zaza, apesar de sua origem continuar nebulosa. Algo me leva a crer que ela pode ser alguém importante do lugar de onde veio. O almoço em grupo é a melhor maneira de encerrar esse arco, mas me faz pensar na mesma hora que esse é outro clichê usado me mangás como Dragon Ball ou One Piece. A partir do terceiro capítulo chegamos na cidade de Harley onde os tripulantes da nave vão se separar para curtir um descanso. É então que Mika, Giraud e Takita se encontram com um velho de perna-de-pau que revela ser Kujo, um antigo caçador de dragões e que foi capitão de Mika. Mika aprendeu boa parte do que sabe com Kujo. A separação dos dois acontece de forma trágica e sua filha Nora se tornou parte da patrulha da cidade que ajuda a impedir a aproximação de dragões a distâncias perigosas para os seres humanos. Logo no começo desse arco vamos ver um estranho dragão com uma lança cravada nas costas, que será importante no sexto volume. Este quinto volume é um espaço onde o autor vai usar para acrescentar mais informações sobre o seu mundo e contar como as pessoas sobrevivem em grandes cidades. Há de se convir que viver em um mundo habitado por dragões que podem ser incríveis forças de destruição exige uma atenção especial daqueles que administram estas cidades. Conhecemos mais sobre a história do Mika, mas continuamos apenas a apreciar sua estranheza. Ele era alguém que fazia limpeza na nave de Kujo, um homem impetuoso e que segue seu próprio código de conduta. Dá para ver muito de Kujo na personalidade do Mika. Todos os códigos que Mika emprega para si e para aqueles que estão a seu lado são oriundos dessa "educação" e experiência. Kujo é o típico outsider, tanto que ele não consegue mais ter um emprego depois que perde uma de suas pernas. Por ser alguém que fala com o coração, não sabe o que são meias palavras. É alguém honesto até demais. É bem interessante essa conexão que existe entre os dois, e é algo que atravessa a mera compreensão simples. Em alguns momentos eles parecem se comunicar com gestos e olhares. Aquela comunicação não-verbal que diz volumes sobre determinadas situações. Na hora em que eles iniciam sua interação com Kujo, este percebe o quanto Takita se parece com um Mika mais jovem, mais inocente. Veremos aonde isso vai levar.
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