Tanto quanto pessoal, como vinho.
Li pela primeira vez Corsaletti por este livro. Vim a conhecê-lo devido à vídeos que vi na internet do poema "Seu Nome", despertei rapidamente meu interesse por este e finalmente inclinei-me a ler o livro. "Esquimó" é um daqueles livros que gosto de admitir que se parecem como uma taça de vinho, não agrada a todos os gostos, pode ser apreciado sem um esforço mental demasiado, todavia possui grande valor sentimental dentro. É notório ainda afirmar que o livro possui uma riqueza de minúcias muito grande, arrisco até mesmo em falar que é isto que torna seu livro tão bom. São os detalhes, as nuances, entende? Há tamanha probabilidade de apenas entendermos este livro quando atentos às entrelinhas, títulos diversos, etc. Deixo-me aberto a outras leituras do autor por sua escrita que me agrada bastante. Suas metáforas não são nem tão claras, como não são plenamente misteriosas (apesar de termos poemas ali contidos com caráter bem pessoal), acho que Fabrício flutua entre estes dois, e sinceramente, eu acho bem adequado.
