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    O Diabo (Coleção Mir) -

    Marina Tsvetaeva

    Kalinka
    2020
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-13: 9786586862027
    Português Brasileiro
    4.2
    41 avaliações
    Leram47Lendo2Querem109Relendo0Abandonos0Resenhas7
    Favoritos4Desejados109Avaliaram41

    Parte da prosa autobiográfica de Marina Tsvetaieva (1892–1941), "O diabo" foi publicado primeiramente em Paris, em 1935, no número 59 da "Sovremiennye zapiski" ("Notas contemporâneas"), importante revista literária da emigração russa na França que funcionou de 1920 a 1940 e reuniu escritores como Andrei Biely, Ivan Bunin, Nadiejda Teffi, Vladimir Nabokov. "O diabo" reconstrói em prosa as lembranças de Marina Tsvetaieva de si mesma menina (até seus sete anos): “Nã vou falar daquilo que não aconteceu, pois a única finalidade, o único valor desses escritos está em sua identidade com o passado, na coincidência consigo mesma daquela menina, reconheço-o, esquisita, mas que existia”. No entanto, o texto não é “apenas um quadro vivo de sua infância, mas a interpretação mitologizada de sua vocação poética”, como escreveu Anna Kamienskaia. A obra traz as impressões ambíguas, sensuais, sensoriais, literárias e pluriculturais da figura do diabo para Tsvetaieva. O Mychaty (como ela o chamava), que vivia no quarto de Valéria, sua meia-irmã, e´ dual e paródico: "Um de meus primeiros medos secretos e dos terríveis segredos de criança (de minha infância) era: Deus-Diabo! ". Não por acaso o texto tem a epígrafe “Diabo liga com criança”, uma expressão russa que denota atração de diferentes.

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    Resenhas (7)Ver mais
    Felipe Abeijón picture
    Felipe Abeijón14/10/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Amo ler o que ela escreve, amo os seus travessões. Essa semana estive com a Fernanda Young na cebaça, de modo que li esse livro no tom do livro "Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar". "Deus era estranho, o Diabo familiar. Deus era frio, o Diabo quente. E nenhum deles era bom. E ninguém - mau. Apenas um deles eu amava e conhecia, já o outro - não. Um deles amava-me e conhecia-me, o outro - não. Um deles me era imposto - com visitas à igreja, estadas na igreja, com o lustre que se duplicava, pelo sono, diante de meus olhos: ele se separava e de novo se juntava - Aarons e Faraós e toda ladainha eslava -, um deles me era imposto, já o outro - existia por conta própria e ninguém sabia."

    13 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 41
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Marina Tsvetaeva (Marina Tsvetáieva; Marina Tsvetáeva; Marina Ivánovna Tsvetáyeva)  profile picture

    Marina Tsvetaeva (Marina Tsvetáieva; Marina Tsvetáeva; Marina Ivánovna Tsvetáyeva)

    Marina Tsvetaeva [&#1052;&#1072;&#1088;&#1080;&#1085;&#1072; &#1048;&#1074;a&#1085;&#1086;&#1074;&#1085;&#1072; &#1062;&#1074;&#1077;&#1090;a&#1077;&#1074;&#1072;] é uma poeta e tradutora russa nascida em uma família abastada e intelectual de Moscou. A poesia de Tsvetaeva se caracteriza pela cadência, pelo ritmo e pela qualidade musical. Boa parte de sua obra reflete o grande sofrimento que suportou por toda a sua vida e os eventos históricos em que esteve envolvida - uma das filhas morreu de fome durante a Revolução Russa. <br>O interesse por sua poesia começou a aumentar nos anos 1960. Sua obra foi traduzida para diversas línguas, especialmente para o inglês.

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