O Sol na Cabeça traz treze contos curtinhos que falam sobre a vida de jovens na periferia, ou melhor dizendo, nas favelas convivendo com o tráfico e a violência já nossas velhas conhecidas em terras tupiniquins. O primeiro conto, Rolézim, é o melhor por sua estrutura que segue os padrões de pensamento de um adolescente e que usa e abusa do linguajar cheio de gírias e redundante próprio dos jovens sem escolaridade que transitam entre crimes diversos e tráficos. De fato, os contos em si não tem tramas complexas, mas a capacidade de Martins de modificar sua escrita para caracterizar os personagens é muito boa. Recomendo.








