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    Raça, classe e revolução (Coleção Quebrando As Correntes) - A luta pelo poder popular nos Estados Unidos

    Jones Manoel da Silva

    Autonomia Literária
    2020
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9786587233192
    Português Brasileiro
    4.6
    72 avaliações
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    Favoritos4Desejados510Avaliaram72

    Mais uma vez os protestos antirracistas eclodem no coração do imperialismo. O mundo é obrigado a lembrar que, na terra da “liberdade”, a população negra nunca conseguiu respirar. Em meio a esse contexto, volta a se promover um antirracismo de mercado, com ampla aceitação midiática, financiamento empresarial e simpatia do liberalismo – mas incapaz de oferecer alternativas à dominação racial-classista que vítima povo negro trabalhador. Reunindo escritos inéditos em português do Partido dos Panteras Negras, Jovens Senhores, Boinas Marrons, Jovens Patriotas e movimentos dos povos asiáticos e indígenas nos EUA, o livro Raça, classe e revolução – A luta pelo poder popular nos Estados Unidos é uma arma no combate a esse antirracismo liberal, que busca se apropriar e neutralizar o legado revolucionário e radicalmente anticapitalista da Coalizão Arco-Íris – um antirracismo socialista e adversário declarado do antirracismo de mercado.

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    Caio Lima19/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Grande pesquisa e balanço histórico

    A coleção Quebrando as Correntes, um trabalho em conjunto entre Jones Manoel e Gabriel Landi Fazzio, é uma das grandes pérolas revolucionárias dos últimos tempos. Nesse Raça, Classe e Revolução - A luta pelo poder popular nos Estados Unidos, existe um trabalho excelente de curadoria dos textos, programas e entrevistas com membros dos movimentos revolucionários que eclodiram nos EUA no finzinho dos anos 60, à sombra da morte, prisão e exílio das principais lideranças do movimento pelos Direitos Civis. Considerado como a maior ameaça ao poder estadunidense pelo FBI à época, o BPP acaba por tomar centralidade na discussão. Porém, a centralidade justifica-se pela exposição não só do ardor revolucionário e a grandiosidade das ações do partido, mas também por suas contradições internas, encaradas no início dos anos 70 quando a maioria das lideranças também encontrava-se presa, morta ou exilada. Ter contato com outras organizações revolucionárias, como o IWK, os Boinas Marrons, o AIM, os Jovens Patriotas, entre outras, reforça a união e comunicação entre classes e raças que buscavam, através da revolução socialista, a liberdade; e colocando por terra ideias como a de movimentos isolacionistas, incapazes de produzir alianças e que só produziram impacto através da violência. Traduzir e publicar esses escritos preenche lacunas consideráveis da nossa compreensão sobre irmandade revolucionária entre explorados no centro do sistema capitalista. O já costumeiro longo prefácio do Jones elucida o trabalho de comunistas estadunidenses junto ao proletário, além de fincar as bases ideológicas das expressões socialistas na participação política do país e a corrida do capital para obliterar quaisquer ideias revolucionárias. A coleção Quebrando as Correntes se faz necessária para preencher as lacunas revolucionárias propositalmente deixadas na história, mas torna-se ainda mais potente pela curadoria que explora profundamente os caminhos e contradições seguidos pelas organizações revolucionárias, legando um balanço histórico de altíssima qualidade. A história escovada a contrapelo, como dizia Benjamin.

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    Jones Manoel da Silva profile picture

    Jones Manoel da Silva

    Jones Manoel da Silva (Recife, 9 de janeiro de 1990) é um pensador, historiador, youtuber, professor de história, comunicador, escritor, militante comunista marxista-leninista e político brasileiro, conhecido pelo seu canal no YouTube denominado Jones Manoel. É graduado em licenciatura em história pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestre em Serviço Social pela mesma universidade. Nascido e criado na Favela da Borborema, em Recife, ganhou fama na internet ao falar sobre marxismo e educação popular. Aos 14 anos, trabalhava a vender jornais no semáforo da sua cidade. Em 2011, com 21 anos, começou a cursar história na UFPE, e iniciou, em simultâneo, a sua militância no PCB. Já escreveu para a Revista Opera, Blog da Boitempo, Jornal "O Poder Popular", do PCB, assim como o seu sítio, para o Lavrapalavra, e participa no podcast Revolushow.Estreou a sua coluna em vídeo no canal do CartaCapital a 5 de agosto de 2020, onde pretende construir uma "espécie de glossário com temas fundamentais do debate político". Entende que "um dos grandes problemas do Brasil hoje é o baixo nível do debate político" e sugere como atuação a "pedagogia política". No dia 12 de dezembro de 2021, anunciou a sua pré-candidatura como governador do Estado de Pernambuco pelo PCB, ficando 6º lugar na disputa com 33.931 votos. Em 2023, durante uma crise do partido, foi expulso do Comitê Central e logo após alguns dias do PCB em si.

    10 Livros
    78 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Jones Manoel da Silva