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    26 poetas hoje (Poesia de Bolso) -

    Heloisa Buarque de Hollanda (Org.)

    Companhia das Letras
    2021
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9786559210077
    Português Brasileiro
    3.2
    278 avaliações
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    Reedição da mais importante antologia de poesia brasileira da década de 1970, que completa 45 anos. O ano é 1976. Em meio à censura e à repressão da ditadura, numa época batizada por Zuenir Ventura de “vazio cultural”, a professora e escritora Heloisa Buarque de Hollanda publicou uma antologia que causou furor. 26 poetas hoje trazia a atmosfera coloquial e irreverente que conflagraria a década de 1970, também chamada de geração mimeógrafo ou geração marginal. Eram poetas que estavam à margem do circuito das grandes editoras e que produziam seus livros de maneira artesanal, em casa, em pequenas tiragens vendidas em centros culturais, bares e nas portas dos cinemas. Ao reunir poetas que engrossavam o caldo da contracultura, o livro foi uma resposta direta aos anos de chumbo e se tornou um clássico da poesia brasileira, referência incontornável para escritores e leitores de poesia. Participam: Francisco Alvim, Zuca Saldanha, Antonio Carlos de Brito (Cacaso), Roberto Piva, Torquato Neto, José Carlos Capinan, Roberto Schwarz, Zulmira Ribeiro Tavares, Afonso Henriques Neto, Vera Pedrosa, Antonio Carlos Secchin, Flávio Aguiar, Ana Cristina Cesar, Geraldo Eduardo Carneiro, João Carlos Pádua, Luiz Olavo Fontes, Eudoro Augusto, Waly Sailormoon, Ricardo G. Ramos, Leomar Fróes, Isabel Câmara, Chacal, Charles, Bernardo Vilhena, Leila Miccolis e Adauto de Souza Santos.

    Edições (3)

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    Katia Rodrigues picture
    Katia Rodrigues16/11/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    "Seja marginal, seja herói"

    Localizar a produção literária marginal no contexto histórico do Brasil faz total diferença na hora de apreciar essa obra. Entender que esse movimento não segue os padrões, que contesta o status quo, que propõe uma inovação artística e que a temática do inconformismo com a censura imposta pela ditadura perpassa a produção de todos os poetas, como um fio condutor é fundamental. Antônio Carlos Brito: Pense rápido: Produto Interno Bruto Ou Brutal Produto Interno? Carlos Saldanha: Havia um monge Que lustrava a careca Para que sua cabeça Fosse como um espelho: Refletisse tudo E não guardasse nada. Chacal: paixão é pra disfarçar solidão tão cheia de aflição que podia ser uma afta tão ácida na boca Francisco Alvim: Com gula autofágica devoro a tarde Em que gestos antigos me modelaram Há muito, extinto o olhar por Descanso da retina, Vejo-me no que sou: Arquitetura desolada-restos de estômago e maxilar Com que devoro o tempo Infelizmente, minha experiência não alcançou o encantamento que a obra merece. Queria ter gostado mais, contudo valeu a pena por ter conhecido novos autores.

    17 curtidas

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