Cartas a quien pretende enseñar -

    Paulo Freire

    Siglo Veintiuno
    2008
    151 páginas
    5h 2m
    ISBN-13: 9789876290456
    Espanhol

    En Cartas a quien pretende enseñar, Paulo Freire les habla a los docentes sobre los aspectos más delicados de la práctica educativa, y lo hace com la firmeza y la generosidad que caracterizan su estilo. En contra de los tabúes que terminan produciendo profesores débiles y vacilantes, defiende la necesidad de una autoridad que nada tiene que ver con la arrogancia y que, por el contrario, permite la confianza del maestro en sus propios saberes y convicciones y en su capacidade para vincularse con los alumnos y proponerles otros mundos posibles. Las cartas recuperan el sabor del diálogo y el valor de la transmisión que surge de la experiencia. La imaginación que nos lleva a sueños posibles o imposibles siempre es necesaria. Es preciso estimular la imaginación de los educandos, usarla en el "diseño" de la escuela con la que ellos sueñan. ¿Por qué no poner en la práctica dentro del salón de clase una parte de esa escuela? ¿Por qué, al discutir la imaginación o los proyectos, no les subrayamos a los educandos los obstáculos concretos - aunque algunos sean por el momento insuperables - para la realización de su imaginación? ¿Por qué no enfatizar el derecho a imaginar, soñar y luchar por el sueño? Al fin y al cabo es preciso dejar bien claro que la imaginación no es ejercício de gente desconectada de la realidad, que vive en el aire. Por el contrario, al imaginar alguna cosa lo hacemos condicionados precisamente por la falta de lo concreto. Cuando el niño imagina una escuela alegre y libre es porque la suya le niega la libertad y la alegría. Paulo Freire.

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    Murilo03/07/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Mas é preciso, absolutamente preciso, que o saber de minorias dominantes não proíba, não asfixie, não castre o crescer das imensas maiorias dominadas."

    Pela segunda vez seguida sentei-me à sombra desta mangueira e estabeleci uma relação dialógica com a obra de Paulo Freire. Relação esta que agora me sinto na responsabilidade de escrever sobre, pois ler e escrever são como duas faces da mesma moeda. Ao ler um texto, o leitor estabelece uma relação de organização das ideias presentes no pensamento do autor e tenta entender as mensagens que o escritor quis transmitir. O fato é que me encontrava completamente disperso e sem vontade de escrever resenhas, ou escrever sem compromisso com algum gênero textual, mas ao me deparar com os ensinamentos presentes em “Professora, sim; tia, não: cartas a quem ousa ensinar”, compreendi que eu somente interpretarei e tornarei parte de meu repertório as mensagens presentes no texto se eu escrevesse sobre ele. Entretanto, não é somente na esperança de apreender o conteúdo presente na obra, mas também na esperança de ser lido que ouso me aventurar nesses mares já tão explorados. A obra levanta diversas teses, mas a principal é a de que a professora deve ter consciência que, ao ser chamada de tia, sua função deixa de ser científica, metodológica, e passa a ser meramente de familiar, desvalorizando a função de educadora. Isso, na visão do filósofo, passa a ideia de que qualquer um pode ensinar, tendo em vista que pessoas sem preparo científico podem ser tias. Outro ponto mencionado nesta obra de Freire é a ideia de que não devemos ser fatalistas, mecanicistas, dizendo que as coisas são injustas porque sempre foram e sempre serão assim. O autor nega veementemente este tipo de enunciado, afirmando que somos seres históricos e, portanto, inacabados. Assim sendo, devemos ter esperança de transformar a ordem social, jamais deixando que a mentalidade de uma minoria dominante influencie a mente de uma maioria dominada. Uma das ferramentas para evitar isso é a educação progressista. Por fim, quero deixar claro que antes de criticar Paulo Freire, leia! Não desenvolva uma opinião sobre algo que você não conhece. Ao lê-lo, busque somente compreendê-lo e somente após entender o autor, ouse discordar, ouse concordar, ouse manifestar sua opinião: afinal de contas, ainda vivemos em uma democracia.

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