Myth and Mischief [Midnight Matings] (Siren Publishing Classic ManLove) (English Edition)

    Gabrielle Evans

    Siren Publishing
    2011
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9781610346320
    Português Brasileiro
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    Maria Gabriela picture
    Maria Gabriela23/10/2024Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Lembrete: Ler, com urgência, “Pare de se Odiar” da Tia Xanda

    “Myth and Mischief”, de Gabrielle Evans, é disparadamente o pior título desta saga. Surpreendentemente, é um plágio velado do livro inaugural de “Midnight Matings”, mas conseguiu a façanha de ser sinônimo de desastre e ultrapassar as atrocidades que obriguei-me a ler no primeiro livro. Não há como descrever sem apelar a baixaria de como essa leitura conseguiu se tornar uma tortura que aparentava não ter fim: o enredo é o mesmo “copia e cola” de, aparentemente, todos os outros livros. Um casal tão incompatível de metamorfos são enganados a participarem de uma reunião aparentemente normal para, pasmem, descobrir que precisam acasalar (sim. Que pesadelo) para não sofrerem um destino terrível, qual seja, ficar eternamente preso em sua forma animal. Sinceramente, se o preço a pagar pela humanidade é se relacionar para a vida toda com um ficante encontrado às pressas, e tão diferente da sua convivência – e o qual, detalhe, você sequer sabe se possui quaisquer antecedentes negativos –, particularmente aceito a cruel cláusula de viver como um animal até a morte. Qualquer coisa para não ter que vivenciar os romances tenebrosos que as autoras tão porcamente desenvolvem e mascaram ao final com uma frase clichê do tipo “eles são tão diferentes, mas se completam”. Essa introdução marcou o início de uma sucessão de traumas que só conseguirei abordar em resenhas e na terapia. Fui deliberadamente forçada a ler o cotidiano de um casal tão desconexo, tão sem química, que começo a questionar os princípios basilares do amor e do companheirismo. Incrivelmente, “Midnight Matings” me soa como uma eterna propaganda de normalização da vida solteira e aceitação de que, talvez, não seja uma boa ideia procurar a outra metade da sua laranja. Talvez seja um livramento e nós nem percebemos. O que genuinamente me irritou com esse título em específico foi o seu enredo. Uma narrativa que consegue rivalizar diretamente com o primeiro livro dessa saga. Como pode um “copia e cola” ser tão tedioso? Não houve uma introdução revolucionária da trama, muito menos do casal principal – repito: CASAL PRINCIPAL. Que, falando neles, conseguem ser tão mais entediantes que a própria história. Ambos são preocupados com assuntos tão banais que, em algum momento da obra, comecei a me questionar se todo o estardalhaço feito era justificável ou apenas um surto coletivo abraçado por todos os outros personagens. Um preocupado com a vida relaxada que precisaria “abrir mão”, e o outro mais interessado em proteger uma pedrinha colorida comprada na Shopee do que não ser assassinado pelo ex-namorado maluco. Toda a trama melodramática do casal principal em “oh, precisamos ser imortais, pois nos amamos muito e não conseguimos viver um longe do outro”. Tirando o fato que os dois malucos (sim, malucos. Completamente insanos e emocionados) se conheceram ontem e já foram morar juntos em menos de 24 horas, esse elemento da imortalidade foi apenas uma desculpa para a escritora escrever frases sentimentais e jurar de pé junto que eles são feitos um para o outro. Ao menos, isso eu devo concordar: um doido casando com outro doido é maravilhoso mesmo. Os demais personagens são apenas irrelevantes. O irmão despreocupado e legal? Desinteressante. A irm㠓preocupada” do ex-namorado tóxico? A fruta não caiu longe do pé. Os supostos amigos que fariam de tudo por você? Aquele velho clichê de “não acredite em ninguém”. Fico realmente surpresa que um livro com menos de 150 páginas conseguiu ser tão ruim a ponto de eu questionar se dormir não era a melhor opção. Creio que a autora tenha contribuído para a saga com outros títulos e, como gosto de pensar que todos os seres humanos são bons ou merecem uma segunda chance, espero que sejam enredos (e casais) muito mais interessantes e bem desenvolvidos do que o que foi apresentado nesta obra.

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