Lançado em 1988, este romance, do mesmo autor do best-seller "Brilho da Noite, Cidade Grande", narra a jornada de algumas semanas na vida louca e desenfreada de Alison Poole, uma jovem de 20 anos, de família abastada e disfuncional, que vive em Nova York em busca do sonho de ser atriz. Entre uma noitada e outra, Alison frequenta uma escola de atuação, tentando, sem muito esforço, manter o foco no seu sonho profissional, mas falhando miseravelmente, uma vez que as tentações são muitas e os limites, inexistentes.
Entre bares badalados, restaurantes da moda, uma paixonite por Dean, um operador de Wall Street dez anos mais velho, intermináveis carreiras de pó e um círculo de amigos ainda mais sem juízo, o livro, ainda que mais para o final carregue tons agridoces, arranca gargalhadas do leitor com o cinismo e a atitude porra-louca de sua protagonista. Como bem definido na sinopse da contracapa, Alison é uma espécie de "Holly Golightly pós-moderna, tentando fazer as pazes com um mundo onde tudo é permitido e nada realmente importa".
Livraço, diversão garantida. Tenho certeza que Alison e Lola, a protagonista do meu romance "Tudo o que Poderíamos Ter Sido", seriam BFFs, hahaha!
Infelizmente "Story of My Life" nunca foi lançado no Brasil, vá entender o porquê (li em inglês, consegui comprar em um sebo pelo Estante Virtual) :(
Uma curiosidade sobre este livro é que Bret Easton Ellis, amigo e contemporâneo literário de McInerney, gostou tanto da protagonista Alison Poole que a pegou "emprestada", incluindo-a em dois de seus romances: "Psicopata Americano" (onde ela passa maus bocados nas mãos de Patrick Bateman) e "Glamorama" (no qual ela é uma personagem importante, especialmente no primeiro terço do livro, no papel de amante do protagonista, Victor).