Finale (Caraval #3) -

    Stephanie Garber

    Hodder
    2020
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-10: 1473666783

    Welcome, welcome to Finale, the third and final book in the #1 New York Times bestselling Caraval series! Welcome, welcome to Caraval...all games must come to an end. It’s been two months since the last Caraval concluded, two months since the Fates have been freed from an enchanted deck of cards, two months since Tella has seen Legend, and two months since Legend claimed the empire’s throne as his own. Now, Legend is preparing for his official coronation and Tella is determined to stop it. She believes her own mother, who still remains in an enchanted sleep, is the rightful heir to the throne. Meanwhile, Scarlett has started a game of her own. She’s challenged Julian and her former fiancé, Count Nicolas d’Arcy, to a competition where the winner will receive her hand in marriage. Finaly, Scarlett feels as if she is in complete control over her life and future. She is unaware that her mother’s past has put her in the greatest danger of all. Caraval is over, but perhaps the greatest game of all has begun―with lives, empires, and hearts all at stake. There are no spectators this time: only those who will win...and those who will lose everything.

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (2969)Ver mais
    Michelly Sano picture
    Michelly Sano29/03/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    O medo é um veneno que as pessoas confundem.

    Se Caraval era um jogo e Lendário um delírio glamouroso, Finale, de Stephanie Garber, toma uma decisão ousada (e um pouco frustrante): não tem mais jogo. Nada de desafios, plateia mascarada ou aquela sensação deliciosa de “isso é real ou só mais uma ilusão?”. O tabuleiro foi recolhido, as regras desapareceram e o leitor fica se perguntando em que momento exatamente Caraval deixou de ser… Caraval. Agora, o foco é outro: guerras cósmicas, identidades reveladas e personagens que descobrem segredos sobre si mesmos como quem troca de figurino. Tudo é grande, urgente e dramático — talvez até demais. A magia continua bonita, cheia de metáforas brilhantes e frases feitas sob medida para marcar com post-it, mas a ausência do jogo deixa um vazio narrativo. Sem ele, Finale perde parte do charme que tornou a trilogia única. O espetáculo continua, mas sem a interatividade que fazia o leitor se sentir parte da encenação. As irmãs Dragna já passaram por Caraval, sobreviveram a outro jogo com muitas mentiras/omissões e cometeram todas as decisões questionáveis possíveis, aí vem Finale resolve jogar todos os problemas de volta nelas. Os Deuses Imortais estão soltos, o mundo está à beira do colapso, e, claro, tem romance, porque nada como um apocalipse para reacender aqueles crushes complicados Scarlett e Donatella dividem a narrativa, o que significa o dobro de drama e o triplo de encrenca. De um lado, Scarlett está tentando resolver sua vida amorosa (porque, aparentemente, triângulos amorosos são tradição nessa família), enquanto lida com um poder novo e assustador. De outro, Tella está presa entre Dante, o bad boy irresistível, e Jacks, o príncipe do caos que beija como quem assina um contrato de morte. Decisões ruins? Temos. Enquanto isso, o grande vilão está por aí ameaçando transformar o mundo num desastre mágico, e todo mundo tem que correr contra o tempo para impedi-lo – mas calma, porque antes precisamos de um baile, alguns vestidos brilhantes e mais umas reviravoltas que fazem você querer jogar o livro na parede (com carinho). Tella, como esperado, assume o centro absoluto da história. A garota que flerta com o perigo como se fosse hobby segue tomando decisões impulsivas e apaixonadas, enquanto Dante Legend permanece sendo o homem mais misterioso do universo: sedutor, dramático e emocionalmente confuso — sempre pronto para uma declaração intensa… ou um silêncio estratégico de três capítulos. O casal funciona? Funciona. Mas em certos momentos parece que o relacionamento vive mais de tensão e frases enigmáticas do que de construção real. E enquanto isso… Scarlett e Julian ficam esquecidos num canto bonito do cenário. O casal que sustentou emocionalmente o primeiro livro aparece pouco, fala pouco e participa menos do que merecia. Faltou tempo de página, faltou diálogo, faltou aquele calor que fez o leitor torcer por eles lá no início. Scarlett, que já vinha sendo empurrada para a lateral desde Lendário, aqui quase vira figurante de luxo. Julian? Continua maravilhoso, mas subutilizado — o que, sinceramente, deveria ser crime literário. O ritmo de Finale também sofre com escolhas curiosas: conflitos gigantes resolvidos rápido demais, enquanto outros são esticados só para manter o drama no auge. A sensação é de que a história corre para encerrar tudo com impacto, mesmo que algumas resoluções pareçam fáceis demais para um universo que sempre prometeu perigo e consequência. Ainda assim, o livro entrega o que promete emocionalmente: um final intenso, romântico e cheio de decisões que doem. Não é um encerramento perfeito, nem totalmente fiel ao espírito inicial da série, mas é coerente com a escalada dramática que Garber construiu. Finale prefere o sentimento à lógica, o brilho à estrutura, o excesso à contenção. No fim das contas, Finale é como uma última apresentação teatral sem ensaio geral: linda, caótica, emocionante — mas um pouco desalinhada. Funciona mais como despedida do que como jogo final. E talvez esse seja o maior paradoxo do livro: terminar uma trilogia chamada Caraval sem Caraval.

    498 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 13096
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%