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    Homo sacer (Piccola Biblioteca #305) - Il potere sovrano e la nuda vita

    Giorgio Agamben

    Einaudi
    2005
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788806138509
    4.1
    83 avaliações
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    Seguendo un percorso che da Aristotele e il mondo classico giunge sino a tempi recenti con Hanna Arendt e Michel Foucault, Agamben analizza il concetto di vita e di sacro, proponendone l'applicazione in ambito politico dove, a partire dall'età moderna "la vita naturale comincia a essere inclusa nei meccanismi e nei calcoli del potere statuale e la politica si trasforma in bio-politica". Protagonista del libro è la nuda vita dell'homo sacer. Soltanto superando una dimensione politica che non conosce altro valore che la vita, sarà possibile alle democrazie moderne andare oltre le tragiche tentazioni di nazismo, fascismo e, in generale, dei regimi totalitari. La prima edizione in "Einaudi contemporanea", 1998.

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    Tales Vieira picture
    Tales Vieira12/09/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Poder à morte, à exceção e a politização da vida

    Em um primeiro momento estranhei o conteúdo do livro, assim como estranho quase tudo do pós-estruturalismo, penso que esse tipo de abordagem retira a atenção dos aspectos macro que são importantes e aplicam em níveis microscópicos, na esteira do que fez Foucault. ''Homo Sacer'' possui um alto grau de abstração intelectual mas que ao ir se desenvolvendo tudo começa a fazer sentido. De início Agamben revê o conceito de soberania, tão estudado na Ciência Política, porém de um jeito diferente. Aqui, como se fosse Deus (não necessariamente o cristão) o poder soberano (Estado) tem o poder sobre a morte do seu cidadão e ao estado de exceção. Ora, não é o Estado que diz ser proibido matar mas que detêm o poder de intervir e de declarar o estado de exceção, aplicar a lei marcial? Somente ele possui tal poder soberano. Logo após, em uma revisitação histórica gigantesca vamos ao HOMO SACER, que é fascinante. Desde quando o homem passou a ter valor intrínseco a ele? Na obra vemos que não foi na Grécia, com seus rituais mortíferos onde o homem só possuía valor quando morria, quando ia para o plano espiritual, em uma sacralidade absurda do ''ser homem''. Na contemporaneidade vemos como funciona o homo sacer: o Estado primeiro elenca a dignidade da pessoa humana, que tem como sub-elemento o valor intrínseco da pessoa, ao mesmo tempo que A MESMA PESSOA pode ser morta quando é elencada como o Outro hegeliano, um traficante por exemplo, um delinquente, o INIMIGO. A pessoa sacralizada é a mesma que é matável. Por último Agamben fala sobre a politização da vida: VIVER E MORRER SÃO ATOS POLÍTICOS NOS MÍNIMOS DETALHES. O livro foi publicado no século XX mas é perfeitamente possível fazer uma releitura: os homens, gostando ou não de Política, a vivem. O traficante morto na favela não sabe mas faz parte de um jogo maior, a sua vida foi perdida ''em vão'', o seu rosto vai aparecer em um jornal, esse corpo vai queimar o combustível para o Presidente decretar Intervenção Federal, o Prefeito vai dizer que a Segurança Pública está um caos, a dona de casa vai se horrorizar, e por aí vai. Passando de um extremo ao outro, um casamento gay é também um ato político de luta pelo reconhecimento LGBT, etc, etc. Parte ótima que talvez eu não consiga discorrer sobre porque o próprio autor deixou isso um pouco no ar foi a Lei como pater familiae, já tratado no Direito Penal como ''a lei como pai'', como se tudo revolvesse à uma norma fundamental de Kelsen, ou ao Deus de Tomás de Aquino, ou a Filosofia Última de Aristóteles. Sim, tudo está conectado e sentir isso é lindo.

    1 curtida

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