“— No matter what may happen, through time and tide, through thick and thin, children will always believe.”
Eu nem sei por onde começar essa resenha, só sei que preciso dizer uma coisa: acho que este último livro dos Guardiões foi o meu favorito de todos (perdão, Dentiana, você perdeu seu posto). Sério, eu não esperava gostar tanto dessa série de livros pra crianças, mas os Guardiões conseguiriam me deixar completamente apaixonada por esse universo do William. Cada Guardião foi apresentado de uma forma tão encantadora e acolhedora que parecia que eu também fazia parte daquele mundo. Acho que o que me fez gostar tanto desse último livro é que ele fala sobre amor, redenção, despedida e amadurecimento. Foi muito lindo ver cada Guardião e não-guardião se desenvolvendo ao decorrer dos livros, desde um ladrão chamado Norte que virou o Papai Noel até o próprio Jack. Esse volume conseguiu entregar um final tão épico, mágico, feliz e trágico ao mesmo tempo. Confesso que o começo me deixou meio perdida, porque do nada estamos em 1933 e um personagem Jack Frost acabou de aparecer, mas quando a narrativa da querida Katherine entra em cena, tudo começa a se explicar de um jeito bem emocionante. Eu nem sei o que falar do protagonista desse livro, só sei que o Jack tem um pedaço permanente do meu coração (não só ele, todos os Guardiões), descobrir como o Noiteluz se tornou o Jack Frost foi uma experiência tão sensível e bonita que eu fiquei completamente rendida por ele. Ele é puro, cheio de dor e esperança ao mesmo tempo, honestamente? Ele virou um dos meus personagens favoritos da vida. Existe algo de terno e simbólico nele que me fez sorrir em vários momentos, ainda mais combinado com as ilustrações maravilhosas e os cenários tão mágicos. Também amei ver como os personagens mudaram e abraçaram seus novos títulos de Guardiões que todo mundo já conhece: o Norte finalmente se tornou o Papai Noel, o Coelhoberto é oficialmente o Coelho da Páscoa, a Rainha Dentiana agora é conhecida como Fada do Dente e a Katherine assumiu um papel de Mamãe Ganso (só lendo pra entender), tudo isso é simplesmente perfeito. Foi tão lindo ver como cada Guardião encontrou seu lugar, seu cerne, sua missão e sua forma de proteger as crianças ao redor do mundo. O Jack, mesmo inicialmente afastado por ótimos motivos, retorna quando a ameaça de Breu se torna inevitável e a ordem de Ombric, o grande mago sábio que agora é chamado de Pai Tempo, desencadeia acontecimentos que conectam memória e amor de um jeito belíssimo. E a Batalha Final? Foi tudo o que eu precisava e mais um pouco!!! Ela foi tão intensa e cheia de significado, ver todos lutando juntos e o Jack dando o golpe final no Breu foi INCRÍVEL, mas ainda foi triste ver o Breu ter esse fim. Ele era um grande vilão? Sim, mas é bem trágico ver todo o passado dele e ver que no final ele voltou a ser quem era, mas mesmo assim não vai poder ficar com a filha. Bom, depois disso, ainda temos um pequeno desenvolvimento do relacionamento da Katherine e do Jack, o amor deles floresceu de uma forma tão delicada que me deixou extasiada. Existe algo nessa série que é raro de ver em diversos outros livros: a sensação de nostalgia quentinha, típica de histórias infantis, misturada com toques "sombrios" e poéticos (tipo a vibe do Studio Ghibli). E o mais estranho de tudo é que terminei o livro com uma saudade absurda, como se estivesse me despedindo de amigos reais. Como é possível sentir nostalgia por algo que eu nunca tinha lido antes? Ainda não sei explicar. Só sei que o final foi reconfortante e bonito. No fim, o livro foi uma conclusão encantadora e perfeita para essa saga. São histórias que falam sobre amizade, bondade, acreditar na magia e sobre a importância de ainda manter o seu lado infantil. O William criou uma mitologia tão mágica e humana, daquelas que fazem a gente voltar a acreditar em coisas simples, mágicas e bonitas. Apenas digo uma coisa: Leia esses livros. Leia para as crianças da sua vida. Mas, acima de tudo, leia para o seu próprio coração 💜.
