A Igreja e seus ministros (Teologia Sistemática) - Uma teologia do ministério ordenado

    Francisco Taborda

    Paulus
    2011
    326 páginas
    10h 52m
    ISBN-13: 9788534926058
    Português Brasileiro

    A Igreja não é um rebanho passivo, mas uma comunidade articulada em diferentes funções. Todas elas provêm do Espírito de Deus, seja na espontaneidade da vida, pelas qualidades com que Deus dota cada pessoa, seja suplicando a Deus no sacramento que dê a essa pessoa, reconhecida apta pela comunidade, a graça do ministério ordenado, expresso pela coletividade, pela comunidade eclesial. Assim sendo, a primeira parte desta obra tratará de estabelecer a maneira como a Escritura e a Tradição nos apresentam o ministério ordenado, para posteriormente ser analisados a celebração do sacramento da ordem e o valor nele expresso.

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    Gutierrez de Lellis01/05/2020Resenhou um livro
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    Teologia que ressoa na minha vida

    Sou fascinado com teologia sacramental do padre Taborda. Meu curso de teologia não seria o mesmo sem ele. Havia lido alguns trechos da obra durante o curso, que me fez comprá-la porque vi que era que eu deveria lê-la na íntegra. A quarentena me proporcionou essa oportunidade. Ao colocar “A Igreja e seus ministros” como projeto de leitura a curto prazo, pensava no auxílio que a obra me daria na preparação pessoal das ordenações diaconal e presbiteral. Com minhas tendências racionalistas, estudar certos assuntos teológicos ilumina o meu crer. Meu pensamento estava certo, que leitura importante para repensar os próximos passos de minha caminhada. Alguns pontos a serem ressaltados: a) o esforço de Taborda de construir sua teologia nos alicerces sólidos da Escritura e da Tradição - há um fio ininterrupto entre as origens de nossa fé e o hoje, que não pode ser ignorado, mas nunca esquecendo o lugar primordial das fontes; b) na tradição católica, a compreensão sacerdotal do ministério ordenado deve ser relativizada já que Cristo é cume e fim do sacerdócio; c) apesar do ministério ordenado já ter se aliado historicamente ao poder mundano, Taborda faz um belo esforço teórico para situar o verdadeiro sentido de poder no cristianismo: aniquilação em vista da coletividade (na construção do conceito, dialoga até com Hannah Arendt); d) o esforço de voltar às fontes da fé sem esquecer o caminho traçado aqui nos faz buscar uma volta da compreensão teológica do ministério ordenado no primeiro milênio, mais comunitária e eclesiológica (inclusive o conceito atual de vocação precisa ser revisto); e) por fim, ressalto a proposta de Taborda de nos deixar catequizar pelo rito. O rito da ordenação deve falar mais alto do que nossos achismos e vontades pessoais. Como toda a liturgia, as orações e ações deste sacramento refletem a fé da Igreja. Esses e outros pontos fizeram-me pensar bastante na vida, na vocação, no ministério vindouro. Obrigado, Taborda, por essa oportunidade!

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