Dive into a world of romance, village life and even a little silliness in Jane Austen's timeless novel. Despite the fact that Jane Austen set out to write a story with heroine whom she said that "no one but myself will much like," Emma has resonated with readers since its original publication in 1815 and has been retold many times for television and movies. Self-satisfied Emma Woodhouse thinks she is above romance of any kind, but when she decides she is a great matchmaker and sets out to find a wealthy husband for her friend, the sweet yet pitiable Harriet Smith, she crosses paths with the charming Mr. Knightley. Even though Emma tries to ignore her feelings for him, she ends up marrying him and realizes that "Perfect happiness, even in memory, is not common." Beyond the romance, Emma is full of humor and wit and is also a commentary on upper-class social manners at the turn of the nineteenth century. The title character herself, rather you love her or hate her, is both inescapably self-delusional and rather fun to imagine. Complete and unabridged, this elegantly designed, clothbound edition features an elastic closure and a new introduction by Alison Fraser.
Emma -
Jane Austen
Um leitura para aqueles que gostam de todas as delícias de "ser humano"
Ler Jane Austen é sempre um prazer. No primeiro livro tive muita dificuldade com a linguagem e demorei a entender todo o contexto (Inglaterra, século XIX) em que se passam suas histórias. Emma foi o quinto livro e talvez por isso eu tenha me deliciado e me divertido tanto. Cada cena era perfeitamente ilustrada em minha mente e que prazer senti! Emma é o retrato das imposições sofridas pelas mulheres de sua época. Uma jovem rica, bonita, inteligente, um tanto quanto inexperiente e disposta a saber o que é melhor para si e para os outros e interferir o quanto puder em suas vidas. Teria como dar certo? Óbvio que não! Mesmo assim é interessante acompanhar o desenrolar das suas tramas. Emma tem muitos defeitos. Talvez a presunção seja o maior deles. Ela acredita tanto no seu julgamento como verdadeiro e mesmo diante das evidências, muitas vezes se entrega ao orgulho e não abre mão dos seus planos mirabolantes. Emma também tem suas qualidades. A que mais me causou afeição foi seu cuidado com o pai, um homem hipocondríaco, que detesta qualquer tipo de mudança, principalmente se essa mudança envolver correr risco de pegar um resfriado ou casamentos. Emma é paciente com ele, dispensando-lhe seu tempo, sua paciência e até mesmo colocando em risco sua felicidade futura ao prometer a ele que nunca se casaria. Talvez o peso dessa promessa tenha feito com seu desejo reprimido fosse satisfeito indiretamente por sua obstinação por dar uma de cupido, juntando casais. Ela se julga a mais promissora casamenteira mas tem ao seu lado o cunhado George Knightley, sempre disposto a puxar sua orelha e trazer seus pés de volta ao chão. Ele faz isso quando ela influencia sua amiga Harriet Smith a dispensar um rapaz que a amava para voltar sua atenção ao Mr. Elton, o pároco local, que na verdade não tem interesse nenhum na moça e acaba se casando com uma jovem rica e vulgar. Quando chega ao local o enteado de sua ex governanta sra. Weston, o jovem Frank Churchill, Emma se sente bastante interessada. Esse interesse posteriormente diminuirá mas não antes de trazer bastante desentendimentos e contratempos a vários outros personagens da história. No fim das contas, Emma fala sobre isso que chamamos de humano: imperfeito mas ao mesmo tempo incrível, forte, resiliente. Muitas vezes achamos que algo é certo quando na verdade estamos olhando apenas do nosso ponto de vista. Como isso pode nos cegar e nos prejudicar. Emma aprenderá a ser mais humilde, nomeará seus sentimentos e reconhecerá seus erros, buscando aperfeiçoar seu caráter. Uma leitura que valeu cada minuto que a ela dispensei.
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